Às 20:17

Túlio é mais que futebol

17 jan

O atacante Túlio Maravilha, campeão brasileiro pelo Botafogo, em 1995, segue surpreendendo a todos. Agora no futebol alagoano, teve uma estreia mais que satisfatório com a camisa do CSE. Em Palmeira, na tarde do último domingo, fez gol e deu a assistência para companheiro de ataque marcar o segundo, em partida recheada de festa, com direito à irreverência que poucos conseguem ter, como Túlio, cujo folclore continua a encantar muita gente.

E ele permanece trabalhando para alcançar a marca de mil gols – com o assinalado contra o Coruripe, restariam agora apenas 24. Seria algo inacreditável vê-lo atingir a principal meta de sua carreira, aos 42 anos, disputando um campeonato nada fácil como o nosso Estadual. Contudo, se os adversários deixarem, Túlio vai balançar a rede em mais oportunidades.

O engraçado é que o presidente do Tricolor disse que Túlio seria contratado apenas para jogar em casa, no Estádio Juca Sampaio. Ele está morando em Maceió com a esposa, certamente curtindo as belezas naturais da capital alagoana, tendo um carro à inteira disposição do jorgador para levá-lo até Palmeira. E contanto que dê conta do recado dentro de campo – como o fez contra o alviverde -, Túlio pode fazer o que quiser fora dele.

Como de costume, após a partida do domingo, ele agradeceu a todos: imprensa, torcida e companheiros de equipe. Marqueteiro, aproveitou ainda o ensejo para mandar um abraço para o prefeito da cidade que o acolheu com enorme carinho (com direito a passeio em carro aberto), James Ribeiro. “São mais vinte votos garantidos”, brincou.

A brincadeira do veterano, contudo, soou recheada de interesses, o que é natural, em se tratando de mais um ano em que Alagoas inteira será tomada pelo clima, nem sempre amistoso, das eleições municipais.

É a relação, quase indestrutível, entre futebol e política, que continua a explorar o esporte (mesmo com pífio e esporádico investimento) enquanto poderosa ferramenta para se angariar votos – como bem lembrado pelo jogador, cuja astúcia é capaz de transformá-lo numa atração à parte, mesmo antes de a bola rolar.

Às 21:08

Jogo das Estrelas 2

2 jan

Pouco gente soube. Por isso, trago a informação quase que em primeira mão. Refiro-me a outro jogo das estrelas, além daquele que ocorreu na noite da última quinta-feira, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. Isso porque Murici, na Zona da Mata alagoana, também recebeu vários craques, neste fim de ano, para uma partida festiva, no José Gomes da Costa, estádio do time de mesmo nome e que segue se preparando forte para a estreia no Estadual 2012.

Entre os que marcaram presença, para a alegria da população muriciense, destaque para o meia Eninho, que já defendeu Coruripe e CRB, além do próprio Murici, ainda em mas que, com a camisa do Murici, ainda em 2006, depois de ajudar o Galo a escapar do rebaixamento para a Série C do Brasileiro no soar do gongo – com direito a gol na ‘estranha’ vitória por 2×0 sobre o Remo (que, naquele momento, nada aspirava na competição), no Trapichão.

Eninho, com quem tive o prazer de estudar no Cristo Rei, no bairro do Farol, ainda defendeu vários clubes brasileiros, como Grêmio, Guarani e Portuguesa de Desportos, antes de se transferir para o outro lado do mundo, já que hoje brilha com a camisa verde limão do Jeonbuk Hyundai Motors, da Coreia do Sul, onde se tornou ídoloem três temporadas.

Conversei rapidamente com Eninho no Trapichão, minutos antes de o jogador entrar em campo para mais uma partida festiva, reencontrando amigos na terra onde o pai, o ex-jogador azulino Ênio Oliveira voltou a servir ao CSA, já que agora comanda a equipe Sub-18, já tendo viajado para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Eninho me falou que está muito bem na Coreia e que, por isso, ainda não tem o menor desejo de retornar para o Brasil, apesar de o assédio sempre existir – com a exceção dos clubes alagoanos, que não têm condições financeiras de repatriar o artilheiro da K-League em 2008 (Eninho ainda foi escolhido para a Seleção da Liga Coreana em 2009 e 2010).

Em 2011, o meio-campista de 30 anos sagrou-se bicampeão coreano, com, vitória por 2×1 sobre o Ulsan. Eninho deixou sua marca, empatando a disputa no segundo tempo, em cobrança de pênalti, e outro meia, Luiz Henrique (com passagens por Palmeiras e São Caetano), assinalou o gol da vitória para o time que tem ainda outro brasileiro: o preparador físico Fábio Lefundes.

O time de Eninho – que jogou apenas alguns minutos na capital alagoana, mas cuja aparição foi o suficiente para os fãs matarem a saudade – está em São Paulo para a pré-temporada do Jeonbuk, numa clara demonstração da força dos sul-coreanos, que dão show em termos de estrutura.

O jogador seria útil a qualquer time alagoano, principalmente àqueles que não dispõem de craques como o meia Everlan – que permanece no Murici, de quem pouco se está a ouvir falar, pois, o Alviverde, campeão em 2010, vem novamente forte para a disputa, contando ainda com peças importantes para o esquema do técnico Flávio Barros, a exemplo do atacante Alexsandro e do zagueiro Sinval.

Às 20:59

Festa do futebol

1 jan

A noite do último dia 29, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, foi de muita festa para o torcedor alagoano, em especial, para a nação azulina, que pôde rever alguns de seus ídolos em campo, protagonizando o chamado Jogo das Estrelas, que também teve ex-regatianos no gramado, como o ex-atacante Júnior Amorim, além daqueles que ainda se encontram em atividade, a exemplo do lateral Marquinhos Paraná.

Outros craques alagoanos também estiveram presentes, a exemplo do atacante Dênis Marques (ex-Flamengo) e dos meias Souza e Cleiton Xavier, que se destacaram com a camisa do Azulão. A grande maioria deles, muito simpática, foi bem paciente com as crianças que os cercaram antes, durante e após o jogo festivo.

Até o prefeito de Maceió, Cícero Almeida, assumido peladeiro de fim de semana, arriscou-se a desafiar quem do futebol sobrevive. Até fez um golzinho, de frente para a barra, tendo o trabalho apenas de escorar um cruzamento. Outro político que também balançou a rede, com a ajuda dos profissionais, foi o deputado federal Renan Filho.

Foram tantos gols que até perdi a conta. No entanto, alcançou-se o objetivo traçado, que era o da confraternização entre atletas, além da opção de lazer para muita gente.

A foto acima mostra Cleiton rodeado de fãs. Ele estaria a negociar com o Santos de Neymar – seria uma grande aquisição para o time paulista -, mas, em Maceió, o jogador disse ainda ter contrato com o Metalist, da Ucrânia, garantindo que permanecerá na Europa. Ou seja, pode não ser desta vez que Xavier vai retornar ao futebol brasileiro.

Às 17:39

Clima do clássico

31 dez

O ano novo se aproxima e, com ele, a enorme expectativa em torno do primeiro clássico das multidões de 2012. A imprensa tem focado a eterna rivalidade entre CSA e CRB, conscientizando o torcedor acerca da necessidade de se dirigir ao Rei Pelé, no próximo dia 14, em absoluto clima de paz. Porém, não se está a falar muito sobre algo que deve se transformar em polêmica nos próximos dias: os preços dos ingressos para o jogo da estreia.

Talvez ainda não se tenha dado ao tema a importância que ele merece em virtude de alguns falsos profissionais adotarem postura bem comprometedora. Vendidos, noticiam apenas aquilo capaz de agradar nossos cartolas, de modo a garantir o ‘jabá’ de cada mês.

Mas tive a feliz oportunidade de ler o blog de um amigo radialista. o que me fez lembrar que, felizmente, a exceção à regra ainda pode se sobressair. Em sua página na internet, reforçou que 65% do estádio será destinado ao torcedor regatiano, que deverá, mais uma vez, ocupar o trecho da arquibancada tradicionalmente ocupado pelo torcedor azulino.

O presidente do CRB, Marcos Barbosa, garante trabalhar para rever as famílias alagoanas no Trapichão. Contudo, parece caminhar na contramão do quase convincente discurso. Isso porque os bilhetes terão preço de Copa do Mundo, sendo que, a estrutura ofertada em Alagoas é imensamente oposta.

Enquanto que a cadeira especial vai custar R$ 200,00 (quem deseja ajudar o clube do coração, paga sem fazer cara feia), enquanto que a arquibancada alta, R$ 60,00. O único valor mais ‘acessível’ para o torcedor classe média é o da cadeira baixa (a antiga geral), cujo ingresso sai a R$ 30,00.

O estudante ainda paga a metade, mas precisa, como de costume, correr contra o tempo para não enfrentar longas filas, ou mesmo não mais encontrar um bilhete sequer.

Concordo que o clube precisa fazer uma boa renda, aproveitando a oportunidade de encher o estádio e, com isso, arrecadar grana capaz de garantir ao menos uma folha salarial. No entanto, encarar a partida como a chance de quitar as despesas ‘do ano inteiro’. Fazer futebol em Alagoas não é nada fácil, mas a do torcedor também não é.

Basta lembrar que muita gente deixa de priorizar a compra de artigos de primeira necessidade para apoiar o time ao longe de uma competição. Este ano, mais uma vez, o torcedor terá de gastar o que não tem para estar no Trapichão. Caso contrário, terá de se contentar com os jogos que a Globo desejar transmitir do futebol carioca, sem sair do sofá de casa.

Às 19:30

Retorno do quarentão

23 dez

O atacante Marcelinho Carioca, eterno ídolo corintiano, vai voltar a jogar futebol. Ao menos tentará fazer algo dentro das quatro linhas, depois de anunciar sua aposentadoria, para desespero do bando de loucos. O ‘Pé de Anjo’, como ficou mais conhecido, vai defender o América-SP, equipe na qual já trabalhava como gerente de futebol e que disputa a Série A2 do todo poderoso Campeonato Paulista.

Marcelinho – cujas cobranças de falta, até pouco tempo, eram consideradas mortais, com a bola sempre a pegar efeito indesejável para qualquer goleiro – garante que está em condições de jogar a Segundona pelo time de São José do Rio Preto. É certo que a forma física deixou de ser a ideal, já que pendurou as chuteiras em 2009. Dois anos se passaram, o ritmo de jogo se foi, mas o atacante diz ainda encontrar motivação.

E do jeito que anda nosso futebol, que há muito não corresponde à expectativa do mais exigente expectador – para a maioria, ainda não se alcançou ao nível de renovação desejado –, Marcelinho pode voltar a fazer a diferença dentro das quatro linhas, mesmo que não mais se movimente como antes. Afinal, toque refinado acabou por se tornar algo em escassez – salvo raras exceções.

Em Alagoas, por exemplo, teremos um Campeonato Alagoano recheado de expectativa no que diz respeito à ‘repatriação’ de ídolos dos times de maior torcida no Estado. Pelo CRB, o lateral Jadilson e o atacante Aloísio Chulapa prometem ser uma atração a mais – o jogador natural de Atalaia, por exemplo, já provou do que ainda é capaz, na Série C deste ano.

Já pelo CSA, o goleiro Flávio e o meia Adriano – que, com 34 anos, está há quase um ano sem saber o que é uma partida oficial – foram recepcionados com grande festa no Mutange, na última terça-feira. O torcedor deu nova demonstração de que não abandona seu time – que acelera o ritmo de treinamentos –, apesar das desconfianças, e matou a saudade de atletas que brilharam com a camisa azul e branca na década de 90.

Flávio, por exemplo, vinha atuando, e bem, pelo América-MG, time que disputou a elite do futebol nacional, embora tenha sido rebaixado para a Série B de 2012. Com 41 anos, perdeu a titularidade para outro goleiro, Neneca, vindo a aceitar o convite da direção azulina.

E ele garantiu estar em boa forma, além de muito motivado para a estreia no Estadual. Para Flávio, o retorno para o CSA teria a mesma importância do momento em que iniciou a carreira no gramado do Rei Pelé.

Será um duelo bem interessante, com a experiência mesclada a igualmente importante juventude, sobretudo quando este jovem sabe o que fazer em campo, certo da grande oportunidade que está por vir. Nenhum deles pode ser encarado como o salvador da pátria, mas todos são infinitamente capazes, principalmente em Alagoas, de definir um jogo, inclusive decisivo.

Às 13:58

Gabiru de volta

20 dez

Adriano Gabiru, jogador campeão do mundo pelo Internacional, com quem, em 2006, desbancou o todo poderoso Barcelona (que este ano humilhou o Santos, na decisão do mesmo torneio), com o gol (foto) mais importante da história do Colorado, está de volta! Ele ’se junta’ a outro ídolo do nosso futebol, o também alagoano Aloísio Chulapa, que vai defender o arquirrival CRB.

Revelado pelo CSA, o meia-atacante retorna ao futebol alagoano 14 anos depois de se transferir para o Atlético Paranaense, clube que ajudou a conquistar o inédito título nacional, com a bela campanha no Brasileirão de 2001, tendo faturado, ainda pelo Furacão, quatro estaduais com o amigo e veterano goleiro Flávio – outro atleta que, formado no Mutange, volta a vestir as cores azul e branca.

Flávio, por sinal, é o único jogador do país a conquistar três títulos brasileiros, em cada uma das séries A, B e C.  Juntos, brilharam por aqui na década de 90.

Adriano ainda passou por outros grandes clubes, como Goiás, Cruzeiro e Olympique de Marseille, da França, antes de passar um ano longe dos gramados, quando contratado, em 2011, pelo Corinthians do Paraná.

Em recente entrevista ao Globo Esporte, mostrou-se chateado com a falta de reconhecimento pelo Inter, apesar de garantir não guardar qualquer mágoa. E nada foi capaz de o abalar. Afinal, aproveitou chance na Seleção Brasileira Sub-23, vindo a ser convocado duas vezes para a seleção principal, ainda em 2003.

O jogador alagoano será apresentado à torcida e imprensa no início da tarde desta terça-feira, no Estádio Gustavo Paiva, em coletiva que promete reavivar as boas lembranças do torcedor azulino.

As más línguas já criticam a média de idade do elenco que está sendo formado para a disputa do Estadual 2012 – alguns jogadores, como o atacante Edson Di, atingiram três décadas de vida. O goleiro Flávio, por exemplo, pretende se aposentar em Maceió, honrando o time que o projetou nacionalmente.

E reforço: para o CSA, a conquista do título alagoano é quase uma obrigação, motivo pelo qual a direção azulina tem se esforçado para, encerrada a fase de contratações, dar entrosamento à equipe que promete ser competitiva, já tendo iniciado sua pré-temporada para silenciar aqueles que enxergam um grupo ‘experiente demais’ e, por isso, limitado.

Mesmo que não renda o esperado – apesar da idade, Adriano ainda pode fazer a diferença com o CSA -, o meio-campista será mais um atrativo não apenas para a nação fantástica azulina, como denominada pelo querido Arivaldo Maia, o melhor de Alagoas.

Às 1:13

Estreia ameaçada

16 dez

O adversário do ASA em sua estreia na Copa do Brasil do próximo ano, o desconhecido Santa Quitéria, do Maranhão, não mete medo em ninguém. Até aí, nenhuma novidade, não fosse o fato de o treinador Edmilson Gomes, o Meinha, já ameaçar abandonar o clube caso a direção não se posicione quanto à necessidade de melhor planejamento até a partida contra o campeão alagoano.

Mas a magia da Copa do Brasil reside exatamente em seu caráter democrático, de modo que os grandes possam ser surpreendidos pelos franco atiradores, como ocorrera com o CSA contra o Santos (com gol memorável do ex-atacante Júnior Amorim, em plena Vila Belmiro), bem como com o próprio ASA, que eliminou o todo poderoso Palmeiras, também na casa do adversário.

Mas no caso do time em foco, o técnico teme perder suas principais peças para equipes que se reforçam para a temporada que se avizinha. Ele também teme que falte tempo para treinar um novo grupo de atletas. Ou seja, o clube maranhanse tem grande chance de ser eliminado logo na primeira rodada, e de goleada.

O treinador, em entrevista a um portal maranhense, foi extremamente franco, externando sua preocupação para com o futuro do clube. Se sair, segundo ele, deixará importante legado, para que os cartolas deem sequência ao trabalho que garante ter feito com muito afinco – o time de Santa Quitéria, que tem apenas oito anos de vida, foi vice-campeão estadual em 2011.

Em férias, vai visitar a família em Recife, jurando não inventar proposta para se valorizar. E se Meinha for de fato tão ético assim, vale à pena acreditar nas palavras do treinador, para que o campeonato maranhense – do mais tradicional Sampaio Corrêa – possa se fortalecer em 2012. No entanto, se depender do adversário na competição nacional, a crise do time que carrega as cores do Boca Juniors só tende a crescer.

Às 23:43

Novidade tricolor

15 dez

O São Paulo, tricampeão do mundo, está perto de fechar com um velho conhecido do torcedor alagoano. Apesar de ter nascido em Água Preta, interior de Pernambuco, o zagueiro Edson Silva, de 25 anos, foi revelado para o futebol brasileiro quando passou a vestir a camisa do Corinthians Alagoano, ainda em 2006, quando tive a oportunidade de vê-lo jogar por aqui.

Um ano depois, transferiu-se para o CRB, defendendo o Galo na Série B do Campeonato Brasileiro.

A qualidade do zagueiro é tamanha, que Edson, também chamado de cabeção pelos colegas de time (o Figueirense, que fez boa campanha na 1ª Divisão), não foi expulso em nenhum dos 38 jogos da competição, tendo sido eleito o segundo melhor jogador do certame na posição.

Tal desempenho chamou ainda a atenção do Botafogo, em 2008. Edson também chegou a defender outras equipes, como Boa Vista e Duque de Caxias, ambas do futebol carioca, antes de se mudar para Santa Catarina, vindo a conquistar o respeito do técnico Jorginho.

Dono absoluto da camisa 4, Edson está se transferindo para o Tricolor paulista, segundo o empresário do atleta, Alex Fabiano, que negocia vários outros jogadores, inclusive para o futebol alagoano. Portanto, o time do Morumbi está prestes a fechar um grande negócio, superando os rivais Palmeiras e Santos, que também desejavam o zagueiro.

Às 3:44

‘Bem na fita’

14 dez

O novo ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em que a imprensa destacou a mudança no topo da disputa (com o Santos em evidência), traz uma grata surpresa. Isso porque o CSA, que há muito não disputa uma competição nacional – a última participação, pífia e na Série D, foi em 2010, quando ainda disputava a Segundona e competiu como ‘convidado’, devido à desistência do Murici, campeão estadual daquele ano -, surge como o segundo melhor colocado entre os times alagoanos.

Claro que o tal ranking considera critérios como o número de títulos conquistados ao longo da história da agremiação, mesmo que o clube tenha faturado somente competições regionais, como no caso do Time do Mutange – com a exceção da extinta Taça de Prata, além do vice-campeonato na Conmebol, a história do CSA ’se resume’ aos 37 títulos estaduais, o que ainda é motivo de orgulho para a nação azulina, sedenta por novas conquistas.

O Galo, arquirrival, é o 37º colocado, com 599 pontos, favorecido pelo retorno à Série B. Mas o Azulão, com 394 pontos, ainda supera o ASA, o outro representante alagoano no Brasileiro, em 88º lugar.

Mas o CSA caiu duas posições no ano passado, quando apenas escapou do rebaixamento no Alagoano (única competição de seu calendário) no soar do gongo, com gol salvador nos acréscimos e vitória milagrosa sobre o CRB, evitando nova grande decepção.

E se comparada a do Alvinegro, a situação do time marujo segue muito mais desafiadora. Afinal, o CSA precisar vencer o Alagoano para garantir vaga na Série D do Brasileiro e na Copa do Brasil, já garantida pelo atual campeão – o ASA fará sua estreia contra o desconhecido Santa Quitéria, do Maranhão, enquanto que o Coruripe vai encarar o Palmeiras.

Se não triunfar, terá, mais uma vez, um ano sem futebol no segundo semestre. A saída então é torcer para que o CSA volte a dar alegrias à torcida que, apesar dos pesares, já demonstrou não abandoná-lo, ainda a defender o título de maior do Estado.

Às 0:29

Missão impossível?

14 dez

O Santos se prepara para a estreia no Mundial de Clubes, sonhando com a possibilidade de encarar o todo poderoso Barcelona na final. Para isso, tem de superar um time japonês com dois brasileiros entre os titulares, além do técnico Nelsinho Baptista.

E pensando em proporcionar o melhor ambiente possível, o técnico Muricy Ramalho já tratou de minimizar polêmica envolvendo os direitos federativos do meio-campista Paulo Henrique Ganso (de quem muito se espera na partida da próxima quarta).

Isso porque o grande amigo de Neymar estaria descontente com a direção do Peixe, já que o meia vendeu 10% de seu passe a um grupo de investimentos, lamentando o ‘desinteresse’ do clube que o projetou para o mundo.

Polêmica à parte, o time alvinegro segue tentando superar o frio, além da correria badalação em torno do seu melhor atacante.

Os garotos japoneses até já copiam o corte de cabelo do jogador, enquanto que Galvão Bueno, como de costume, enche a bola do craque. Sorte que Neymar, um pouco mais maduro, confessa estar diante do que considera ser uma missão impossível: a conquista do tricampeonato, o que renderia nova estratégia de marketing ao Rei Pelé, que, por sua vez, acompanha tudo de perto, sem descuidar da própria imagem – que o sustenta desde a década de 70.

É certo que Neymar não é qualquer um. Também não é fácil suportar tamanha responsabilidade. E melhor ainda é saber que até o adversário reconhece a força do Santos no conjunto. Afinal, o time da Vila Belmiro não se resume a Neymar, muito embora o jogador seja capaz de definir qualquer jogo.

Permaneceremos na torcida para que Neymar faça somente aquilo que melhor sabe fazer dentro das quatro linhas, mostrando ao mundo que, um dia, poderá vencer Messi em premiações, visto que, no talento, já se equivaleria ao argentino. A missão no outro lado do mundo é difícil, mas não impossível.