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Às 4:40

Alagoanos brilham no futevôlei

8 dez

Peão e Tatá. Cidadãos do futevôlei mundial, embora ainda pouco conhecidos por aqui. Eles são alagoanos e têm brilhado, já há algum tempo, no cenário do futebol que tem apenas uma rede, e disposta à meia altura no centro de um campinho de areia, onde craques como Romário e Edmundo costumavam se exibir nas praias cariocas. A dupla, campeã mundial, voltou a triunfar em solo brasileiro.

Na capital baiana, os jogadores faturaram a Copa Brasil da modalidade, vencendo uma dupla que também tinha um representante alagoano, já que Fábio faz dupla com o carioca ‘Cabeção’ – ambos foram derrotados por dois sets a zero, com parciais de 18 x 9 e 18 x 15.

Peão e Tatá superaram 24 duplas de todo o país, em competição que distribuiu R$ 8 mil em prêmios. Mais uma boa grana para a dupla de sucesso (e, felizmente, não é sertaneja), que, em março deste ano, comemorava o tri mundial na Praia de Jaguaribe, também na Bahia, onde estiveram presentes 28 duplas de 18 países – na grande final, os alagoanos desbancaram a dupla paraguaia Vitor/Belo por dois setes a um.

E para a nossa felicidade, a próxima competição será na Praia de Pajuçara, ao lado da barraca Kanoa, em Maceió, onde, entre os dias 18 e 19 deste mês de dezembro, a Copa Alagoas deverá reunir os melhores do Estado na orla marítima da capital. É mais uma vez torcer para que dirigentes e imprensa em geral proporcionem o devido reconhecimento à talentosa dupla.

Às 19:43

Vai fazer falta!

1 dez

Um inegável talento está se despedindo do voleibol brasileiro. Isso mesmo! A jogadora de vôlei de praia cearense Shelda Kelly Bruno Bede, ou simplesmente Shelda, anunciou oficialmente a sua aposentadoria depois de inúmeras conquistas mundo afora, onde se notabilizou por sua categoria e força de vontade com o pé na areia e a bola na mão, mesmo tendo apenas 1,65 metros de altura – o que, para o vôlei, seria prejudicial. Ela deixa o esporte com duas medalhas de prata em Olimpíadas, sete títulos de circuito mundial, dois mundiais, além de uma infinidade de conquistas no Circuito Brasileiro – cuja etapa alagoana sempre acontece em outubro ou novembro de cada ano.

Reconhecidamente, carreira de tamanho sucesso foi digna, recentemente, de um lugarzinho no Hall da Fama do Vôlei. Esta semana, em Búzios, no Rio de Janeiro, Shelda foi a bola da vez na última etapa do Brasileiro. Na oportunidade, ela recebeu merecido agradecimento por parte do presidente (foto) da Confederação Brasileira de Vôlei.

Pouco mais de um ano depois de se afastar das competições internacionais, Shelda anunciou oficialmente, no fim de semana, que se aposentou do vôlei de praia. A jogadora de 37 anos deixa o esporte com duas medalhas de prata em Olimpíadas, sete títulos do Circuito Mundiais, dois mundiais e um lugar no Hall da Fama do Vôlei, em solenidade realizada este ano, nos Estados Unidos (onde, pasmem, surgiu o vôlei praticado à beira mar).

Com Adriana Behar, companheira de todas as horas, Shelda obteve a impressionante marca de 1.101 vitórias e 114 títulos. Elas formaram ainda a dupla feminina que mais participou de eventos de praia desde a criação da FIVB, a Federação Internacional do esporte, criada em 1992.

A despedida, como de costume, foi dolorosa (Shelda afirmou ter pensado a decisão por mais de um ano), mas gratificante devido à certeza do dever cumprido. Agora é aproveitar a vida e, quem sabe, tornar-se uma treinadora de mão cheia – como tem feito muitos ex-desportistas.

Torço apenas, no entanto, para que ele amoleça um pouco mais o seu coraçãozinho. Afinal, nunca esquecerei o injustificável fora que tomei quando tentei entrevistá-la – anos atrás, ainda quando estagiário de jornalismo – na praia de Pajuçara. Mas há de prevalecer o ditado popular de que ‘é errando que se aprende’. Afinal, nada encontraria, além deste pequeno incidente, capaz de me fazer criticá-la!

Às 14:03

Vôlei ‘culpa’ arbitragem

16 nov

O filme, infelizmente, repetiu-se. Assim como em 2006, o vôlei feminino brasileiro não conseguiu o título mundial diante das russas, já que as meninas do técnico José Roberto Guimarães acabaram derrotadas no tie-brak, em partida em que brilhou a estrela de uma jogadora chamada Ganova – a gigante russa (foto) desequilibrou no Japão e foi decisiva ao bicampeonato de sua equipe. Ao Brasil, restou criticar a arbitragem e já alimentar a esperança por mais uma medalha olímpica para daqui a dois anos, em Londres, na Inglaterra.

Mas a seleção, como bem ressaltado por treinador e jogadores, fez bonito. Apesar dos erros na grande decisão, demonstrou garra até o final e, com isso, desembarcou em solo brasileiro recepcionada com o reconhecimento do torcedor local, feliz com o empenho de quem para alguns não conseguiria passar do Japão – o time da casa – na semifinal do torneio no qual o Brasil obteve 10 vitória, perdendo apenas para a invicta Rússia.  

No entanto, algo ficou engasgado na garganta das jogadoras, sobretudo do treinador, que não poupou críticas ao árbitro coreano Kim Kun-Tae – que seria reincidente em equívocos com o apito à boca. Afinal, foi ele quem também apitou a decisão do Mundial de 2006, quando as brasileiras fracassaram pela primeira vez. Para José Roberto, a participação negativa do árbitro foi decisiva, já que, quando o Brasil vencia o tié-brak por 7 a 6, o sujeito de olhos puxados não enxergou uma bola dentro em jogada de ataque de Sheilla.

As meninas salientaram que aquele lance poderia mudar a história do jogo, já que, se confirmado o ponto, o Brasil passaria a estar com dois de vantagem sobre as adversárias e a sete da conquista do título. José Roberto logo afirmou, talvez no calor do momento, que a FIVB, a Federação Internacional de Voleibol, já deveria ter adotado bolas com chip, de modo a evitar erros do tipo, comparando a situação que lhe acometeu a muitas vivenciadas no mundo do futebol.

Isso porque, para ele, a mesma novidade também deveria ser abraçada pela Fifa – que, inclusive, tem debatido a questão com mais afinco, apesar de muitos defenderem o contrário, sob a alegação de que tal avanço comprometeria a ‘graça’ do esporte. O técnico de voleibol, por sua vez, alfinetou os críticos ao dizer que o futebol seria ‘horrível’ justamente por conta dos equívocos de arbitragem.

José Roberto, convenhamos, exagerou um pouco, pelo simples fato de o futebol ser uma modalidade de muito mais contato físico do que o vôlei. A marcação de uma falta, por exemplo, é algo tão peculiar que talvez nenhuma tecnologia fosse capaz de ajudar a arbitragem nesse sentido. Só mesmo o olhar aguçado – atrelado a um bom preparo físico – de quem está a comandar a partida.

No último fim de semana, por exemplo, alardeou-se que o atacante Ronaldo, do Corinthians, ‘cavou’ um pênalti em jogo decisivo contra o Cruzeiro. O fato é que o veterano jogador, com a experiência que lhe sobra, espertamente valorizou o lance depois de ter sido sutilmente tocado na grande área. Ou seja, a sadia malandragem do futebol (algo não tão visto no vôlei) seria algo indestrutível, independentemente da qualificação do trio de arbitragem.

Portanto, reforço que a comparação do técnico da seleção de vôlei foi, digamos, infeliz!

Às 2:57

Alagoana é bronze no vôlei de praia

24 nov

Alagoas voltou a fazer bonito no vôlei de praia, desta vez na categoria Sub-21 do Circuito Banco do Brasil. No último dia 22, a alagoana Sandressa Miranda Lorandi faturou a medalha de bronze na disputa da última etapa do certame nacional, em arena montada no Parque do Okctober Fest, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Por lá, Sandressa, que faz dupla com a paranaense Juliana Simões, superou, na disputa pelo terceiro lugar, as cariocas Bruna Motta e Flávia Moura por dois sets a zero, parciais 18/11 e 20/18.

O título da etapa foi conquistado pela dupla carioca Amanda Maltez e Gabby Drumont, apesar de o título ter ficado para outra dupla do Rio de Janeiro, formada por Fernanda Nunes e Patrícia Wink, que estiveram em todas as finais da competição e acabaram vice-campeãs na terra do maior festival da cultura alemã no Brasil, com tradicional festa, como não poderia deixar de ser, regada a muita cerveja.

Entre os homens, a dupla campeã geral foi a mesma que venceu a etapa de Santa Cruz do Sul. Os paraibanos Álvaro Filho e Vitor Felipe conquistaram o quarto título em seis etapas disputadas e faturaram o caneco com 2.040 pontos na classificação geral, contra 1.600 da dupla segunda colocada no ranking.

Alagoas, com Sandressa representada, terminou a competição, no individual geral, na 14ª posição, com 140 pontos, entre 113 atletas participantes. Já no último dia 15, a dupla formada por Talita e Maria Elisa (AL/PE) venceu, entre as profissionais, a 11ª etapa (a de Maceió) do circuito nacional - apesar de as campeãs terem entrado em quadra com o título garantido por antecipação. Na grande final, com a arena montada na Praia de Pajuçara completamente lotada, elas derrotaram as vice-líderes do ranking Ângela e Vivian (DF/PA) por dois sets a 0 (parciais 18/14 e 18/12), subindo ao lugar mais alto do pódio pela quarta vez consecutiva no ano.

Às 20:00

Vôlei sempre imbatível

23 nov

volei_brasil

A seleção brasileira masculina de voleibol voltou a brilhar – algo já rotineiro no mundo dos saques, bloqueios e cortadas. O time do incansável técnico Bernardinho faturou mais um título (o 3º) da Copa dos Campeões – já as meninas de José Roberto Guimarães ficaram com o vice. Em Nagoya, no Japão, o pessoal de olhos puxados teve de se render ao talento de uma equipe que simplesmente passeou em quadra. Tanto que, como destacou reportagem do Globo Esporte, o quase sempre tenso Bernardinho parecia comandar mais um treino do grupo que segue derrubando tudo o que vê pela frente.

E a vitória teve gostinho especial, sobre os donos da casa, por três sets a zero (parciais 25/12, 26/24 e 25/22). A seleção fecha a temporada 2009 com tudo o que tinha direito, vencendo os três torneios que disputou: além da Copa dos Campeões (que envolveu seis países), levou a Liga Mundial e o Sul-americano. De quebra, Bruninho, filho de Bernardinho, foi eleito o melhor levantador do certame, para orgulho do pai coruja.

O treinador – que não abandona sua filosofia mesmo nos melhores momentos – reconheceu o saldo positivo, mas salientou que seus comandados se esforçaram ao máximo, ‘certos de que ainda não chegaram a lugar algum’. Isso porque Bernardinho já começa a estudar a preparação, sobretudo a dos novatos, para as Olimpíadas de 2012, em Londres. E olhe que a seleção treinou apenas uma semana para a disputa na Ásia. Em cinco jogos, foram apenas três sets desperdiçados: dois para Cuba e um para o Irã.

Contra os japoneses, os brasileiros não tiveram muita dificuldade para superar a pressão da torcida – mesmo com o som ensurdecedor dos bastões infláveis. Com um verdadeiro paredão de 2,12m liderando o bloqueio – se a partida fosse contra outro país daquele continente, certamente teriam feito alguma paródia, tipo ‘muralha da China’, com o gigante Leandro Vissotto –, o Brasil acabou conquistando o torcedor japonês, que sorriu com mais um ‘peixinho’ em quadra, a já tradicional forma de comemoração dos nossos campeões.

Às 23:54

A capital brasileira do vôlei de praia

11 nov

Maceió se transforma, nesta quinta-feira, 12, na capital brasileira do vôlei de praia. Mais uma vez, a capital alagoana será palco de uma etapa do Circuito Nacional, que roda o país com as feras do voleibol nas areias. No primeiro dia de disputas na arena montada na Praia de Pajuçara – próximo ao Beer CRB -, as duplas com menor pontuação no ranking vão disputar as últimas 16 vagas na fase seguinte, quando tem início o torneio principal. Os jogos terão início às 8h30.

A grande decisão será no domingo, com as finais no masculino e feminino, além da promessa de grande público, sempre um show à parte. Quem quiser acompanhar as partidas precisará de apenas um quilo de alimento não perecível – todo o arrecadado será distribuído, pelos próprios atletas, como de costume, a instituições de caridade de Maceió.

Já àqueles que, por algum motivo, não puderem acompanhar as disputas ao vivo, vale uma dica. O pessoal da assessoria de comunicação do evento lembra que os jogos são transmitidos pela internet, no site da Confederação Brasileira de Voleibol.

Campeões como Virna, Nalbert – este, assim como a primeira, foi um dos muitos a largar a quadra para buscar um lugar ao sol na areia -, Ricardo e Emanuel (estes medalhistas olímpicos e que, recentemente, anunciaram o fim de uma parceria de sucesso) também estarão por aqui.

E para completar, Maceió também poderá ser palco da decisão no masculino, já que, no feminino, o páreo já está definido, com a alagoana Talita (a da esquerda, na foto acima) e Maria Elisa campeãs por antecipação. Portanto, se faltar vontade às meninas, os meninos Alison e Harley, por sua vez, prometem brigar pelo título.

Às 1:09

Estrela do vôlei em Arapiraca

28 out

Adriana Behar. Ex-jogadora de vôlei de praia que, ao lado de Shelda – com quem jogou por mais de 14 anos – conquistou tudo nas areias do Brasil e do Mundo. Só encontrou dificuldade com uma dupla norte-americana que, por vezes, tornou-se uma pedra no caminho de glórias das rainhas da praia (da outra rainha, guardo ressentimento*). Afinal, os números comprovam o sucesso: foram 900 vitórias e 100 títulos conquistados. 

Pois bem. A estrela do vôlei esteve, nesta terça-feira, na capital do fumo e do Agreste alagoano. Em Arapiraca, Behar participou da solenidade de abertura dos festejos pelos 85 anos de emancipação política daquele município, que só cresce. Ela esteve reunida, pela manhã, com 350 crianças atendidas pelo programa AABB Comunidade, do Banco do Brasil, principal patrocinador, já há bastante tempo, do voleibol nacional. 

À tarde, Behar desfilou em carro aberto pelas principais ruas da cidade, onde difundiu o projeto ‘Embaixadores do Esporte’, criado em 2003 com o objetivo de se incentivar a prática esportiva. Para quem conquistou duas medalhas (ambas de prata) em Olimpíada, além de nove títulos no Circuito Brasileiro – que roda o país todos os anos -, nada melhor do que, um dia, encontrar tempo para transmitir à garotada o que aprendeu  no esporte.

Bom também para quem precisa fazer política na cidade. Nem o esporte escapa da fúria eleitoreira.

*Explico: Quando de sua recente passagem por Maceió, para mais uma etapa do Circuito Brasileiro, na Praia de Pajuçara, levei – e juro, sem qualquer motivo – um baita fora da Shelda. Depois acabei ouvindo, de pessoas que fazem o vôlei nacional, que a jogadora não seria tão simpática quanto a colega de profissão. Tolice. Afinal, muita gente não deu exemplo ’fora de campo’ e, nem assim, deixou de ser visto como herói àquilo que se propôs a fazer (Romário é um exemplo claro disto). É a vida!

Às 0:38

Fim de casamento

11 out

Eles estão para o vôlei de praia masculino, assim como Adriana Behar e Shelda estavam para o feminino – elas encerraram parceria, em janeiro do ano passado, depois de 12 anos de muitas conquistas (114 no total, sendo duas medalhas de prata em Olimpíadas). Mas a dupla de sucesso – como tantas outras na música sertaneja – acabou de acabar, depois de sete anos de sucesso nas areias do Brasil e do mundo.

Refiro-me a Ricardo e Emanuel, campeões olímpicos que, na última sexta-feira, anunciaram o fim do casamento que colheu, assim como o das meninas, bons frutos: duas medalhas olímpicas – a última de bronze, ano passado, em Pequim, e uma de ouro, em 2004, em Atenas. A emoção, como não poderia deixar de ser, tomou conta de ambos, apesar de garantirem que encerrarão a temporada, competindo em mais quatro etapas do Circuito Brasileiro, em João Pessoa, Recife, Maceió e Salvador. Quando vierem à Pajuçara, em novembro próximo, tenho certeza de que a arena estará, mais uma vez, superlotada, desta feita para o adeus da dupla.

E a reportagem do Globo Esporte logo tratou de esclarecer algo que geralmente costumam especular. A dupla garantiu que não houve nenhuma briga capaz de motivar a separação. Eles disseram que chegou a hora de parar, de se dedicar as suas esposas e de transmitir a experiência que adquiriram a outras gerações, visando à preparação de atletas para as Olimpíadas de Londres, em 2012, e do Rio de Janeiro, em 2016.

Emanuel, que é casado com a ex-jogadora Leila – que brilhou nas quadras com a Seleção Brasileira -, mora no Rio e treina em João Pessoa. Ou seja, a distância, para ele, vinha atrapalhando a relação conjugal.

Contudo, os jogadores desconversam sobre os novos parceiros para 2010, apesar de já saberem que, um dia, ainda irão se encontrar na areia, só que, desta vez, como rivais. Emanuel lembra que seria muito estranho, algo como desafiar alguém da família. Certo é que, como atesta o próprio, será muito difícil encontrarmos outra dupla tão forte quanto a que se finda.

Às 1:10

SP impecável; AL faz o possível

3 set

O fim de semana também foi excelente para os amantes do voleibol. Isso porque Maceió também foi palco do Campeonato Brasileiro Juvenil Feminino, competição que consagrou, no Ginásio Presidente Fernando Collor, no bairro do Trapiche, a Seleção de São Paulo, campeão sem perder sequer um set. Desbancou todo mundo nos cinco jogos que disputou e, na final, não deu chance para as meninas de Minas Gerais – que até complicaram a vida das adversárias nos dois últimos sets (33/31 e 27/25), mas nada capaz de ameaçar o título paulista.

Já a seleção alagoana, anfitriã da competição, terminou o Brasileiro em 10º lugar entre as 16 seleções participantes. O resultado, para o presidente da Federação local, o ex-vereador Valter Pitombo Laranjeiras, foi satisfatório, já que Alagoas permanece na Primeira Divisão em 2010.

O evento também teve como ponto chave a presença do técnico da Seleção Brasileira Juvenil, Antônio Rizola, que elogiou o nível técnico da competição e garantiu que algumas garotas estarão sendo lembradas nas próximas convocações. O time de Rizola conquistou, de forma invicta, em junho passado, o título da Juniorek Cup, torneio criado há 11 anos e disputado na Polônia. Na ocasião, as brasileiras derrotaram as anfitriãs por três sets a zero e se consagraram como as primeiras não europeias a chegarem ao topo.

Confira a classificação geral do Brasileiro em Maceió:

1º) São Paulo
2º) Minas Gerais
3º) Rio de Janeiro
4º) Santa Catarina
5º) Rio Grande do Sul
6º) Pará
7º) Ceará
8º) Maranhão
9º) Paraná
10º) Alagoas
11º) Pernambuco
12º) Distrito Federal
13º) Paraíba
14º) Rio Grande do Norte
15º) Mato Grosso do Sul
16º) Amapá

Às 17:21

Vôlei impecável

24 ago

O fim de semana foi mesmo muito bom para o Brasil. Além do show de Rubinho na Fórmula 1, o vôlei também não deixou por menos. Isso porque a Seleção Brasileira Feminina agora é octacampeã do Grand Pix, feito conquistado, de forma invicta, diante do Japão, e na casa dos anfitriões. O povo de olhinhos puxados tentou de tudo: fez barulho com as tradicionais espadas de borracha e não parou de cantar. Mas de nada adiantou.

volei

O nervosismo de início logo deu lugar ao talento das brasileiras, que desbancaram o time do sol nascente por três sets a um, com parciais de 25/21, 25/27, 25/19 e 25/19. Agora as japonesas terão de arregalar os olhos – já são oito anos sem conseguir vencer nossas meninas.

E a imprensa destacou uma coincidência que pode dizer muita coisa. O título veio exatamente um ano após a conquista do inédito ouro olímpico, em Pequim, na China, outro país asiático. Ou seja, o dia 23 de agosto entrou para a história do vôlei nacional. E como se não bastasse, a data foi duplamente especial para a ponteira Mari, que completou 26 anos de idade nesse domingo. Não poderia ter recebido presente melhor.

Com 14 vitórias em 14 jogos, o time do técnico Zé Roberto ainda teve a melhor jogadora da competição, a oposto Sheilla, e a melhor bloqueadora, cujo troféu ficou com a jogadora Fabiana. Ambas ajudaram o Brasil a conquistar o quarto título na temporada. Apesar da campanha impecável, elas mantêm um discurso pés no chão. Discurso de campeãs.