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Às 20:56

UFC na veia

17 jan

A madrugada do último domingo foi de muita emoção para os amantes do MMA, a mistura de artes marciais que encantou o planeta, já tendo se transformado no esporte que mais cresce no mundo. A Globo transmitiu três combates em que lutadores brasileiros estiveram no octógono, em arena montada no Rio de Janeiro, terra do jiu-jitsu, uma das modalidades que integram o Mixed Martial Arts.

Todos venceram por nocaute (os cinco do chamado card principal finalizaram seus adversários). Um dos destaques foi Vitor Belfort, que venceu o americano Anthony Johnson com um belo esgana-galo, aos 4min49s do primeiro round, levando o público (que já gritava o seu nome durante a luta) ao delírio, com direito a beijo da esposa Joana Prado, que peitou os seguranças para abraçá-lo.

Também pudera. Belfort venceu um adversário que não chegou nem perto de bater o peso recomendado, antes da luta contra o brasileiro, o que revoltou o presidente do campeonato, Dana White.

Quem também brilhou foi o ‘fransino’ José Aldo, campeão na categoria peso pena. Ele também desbancou um americano, Chad Mendes – que disse ter se inspirado no Rocky Balboa, sonhando vencer o brasileiro, na casa do adversário, em confronto de cinema.

Mas prevaleceu o favoritismo do lutador amazonense, que também venceu no primeiro round, acertando uma incrível joelhada no rosto do oponente, que logo ficou descordado.

Galvão Bueno – que, para narrar o UFC, parece misturar gírias que utiliza ao descrever as disputas de futebol e Fórmula 1 – também foi à loucura, contando com o apoio do campeão Anderson Silva, que comentou as lutas e sorriu ao ver o colega de profissão correr em direção ao público (foto), quebrando o protocolo, para comemorar o feito no Brasil.

José Aldo, que já estuda subir de peso no UFC, agradeceu à torcida e disse, com a humildade de um grande vencedor, que utilizará a grana conquistada (cerca de US$ 300 mil) para quitar parte de imóvel que está comprando no Rio. Para alguém que, já casado, chegou a improvisar um tatame como cama, na academia onde treina, morar em um belo apartamento no Flamengo é a realização de mais um sonho.

Às 1:52

UFC na Globo

30 nov

A TV Globo passou a transmitir o UFC, maior competição de MMA (as artes marciais mistas) do planeta, já estreando com conquista mais que importante do catarinense Júnior Cigano, que logo foi convidado por Galvão Bueno para participar como convidado especial do ‘Bem Amigos’, do SporTV.

O reconhecimento é tardio, mas nunca é tarde para um recomeço – no caso em foco, o começo propriamente dito, em se tratando de um esporte que somente agora ganha a tv aberta, apesar dos milhões de dólares que há muito movimenta.

Quando do retorno a Salvador, Júnior – que se criou na Bahia – foi recebido com festa (foto) digna de campeão mundial dos pesos pesados, depois de histórica vitória, por nocaute, sobre o mexicano naturalizado norte-americano, Cain Velásquez, roubando-lhe o cinturão logo com um minuto do primeiro round.

Na terrinha, recebeu o merecido abraço de outros ídolos, como o ex-pugilista e deputado federal Popó, além dos colegas de MMA, Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, todos baianos. O feito de Júnior, inclusive, levou o governador daquele estado a propor a elaboração de um projeto social, de modo que crianças e adolescentes possam conhecer de perto o esporte que só cresce no mundo inteiro.

A intenção é, além de divulgar o MMA na terra do acarajé, retirar a juventude da ociosidade, afastando-a do mundo das drogas. Afinal, lutar não é brigar, como ainda defende alguns poucos avessos a esportes de contato como o o jiu-jitsu, arte também utilizada no MMA, mas que acabou descartada pelo lutador brasileiro no confronto pelo inédito cinturão, em virtude de dores no joelho esquerdo.

Agora serão cerca de quatro meses de recuperação até levarem o campeão novamente ao octógono, com o título em jogo. O melhor de tudo é que, com a Globo na parada, o MMA certamente conquistará cada vez mais adeptos por aqui, mesmo com as lutas transmitidas durante a madrugada – em virtude do fuso horário, pois, a maioria das batalhas ocorre nos Estados Unidos, onde vive e treina a maioria dos brasileiros que esbanjam talento com a evolução do vale-tudo.

Às 15:21

Novo corintiano

9 ago

O lutador brasileiro de MMA (a mistura de artes marciais que ganhou o mundo) é o mais novo contratado do Corinthians Paulista, que, definitivamente, transa em todas para – com um bom trabalho de marketing – faturar cada vez mais na comercialização de produtos alusivos ao clube.

Desta feita, a novidade é o campeão dos pesos médios do UFC, Anderson Silva, que sempre se declarou corintiano, motivo pelo qual a direção alvinegra decidiu nele investir.

A partir do UFC Rio, o maior evento de MMA que o país já almejou receber, no próximo dia 27, Anderson será ‘da Fiel’, carregando a imagem do Corinthians sempre que subir ao octógono. O Timão está, inclusive, disposto a criar uma academia para melhor servir à estrela do vale-tudo ‘melhorado’. O homem aranha, como é mais conhecido, assinou contrato de apenas um ano.

A paixão pelo Corinthians foi revelada planeta após a inesquecível luta em que derrotou outra fera do esporte, o também brasileiro Vitor Belfort, com um chute no queixo do oponente, como se estivesse a lutar capoeira, findando o combate em questão de segundos. E o interessante é que a vinda de Anderson foi viabilizada pela agência de Ronaldo Fenômeno, que já bate um bolão agora no setor empresarial, agenciando atletas profissionais.

Silva já se prepara para desbancar outro desafiante, um japonês que acredita ter condições de derrubá-lo. Será uma disputa memorável, visto que o paulista de 36 anos ainda não consegue imaginar o tamanho da emoção de defender o título, pela primeira vez em casa, diante de seu torcedor. E certamente não serão poucos na terra do jiu-jitsu.

Às 3:59

A fera Anderson Silva

8 fev

Impressionante é como o MMA (artes marciais mistas, no português) tem conquistado o mundo inteiro. Se o jiu-jitsu superou a barreira imposta pelo preconceito de alguns, o antigo vale-tudo hoje, além de melhorado nesta versão, tem seduzido todos os públicos, sobretudo os amantes do esporte em que o contato físico é ininterrupto. Tudo porque, além da qualidade técnica daqueles que o fazem, os brasileiros estão simplesmente entre os melhores do planeta.

Só para citar alguns dos guerreiros que, infelizmente, ainda são pouco lembrados pela grande mídia – as lutas só podem ser vistas em canais de TV por assinatura –, temos os irmãos baianos Rogério Minotouro e Rodrigo Minotauro, além de Anderson Pitbull e Lyoto Machida, cuja especialidade é o caratê, com o qual parece bailar em um ringue ocupado somente por quem é muito corajoso.

Dizem até que o MMA tem roubado fãs do boxe, já que os lutadores do primeiro também utilizam – na chamada ‘trocação’ – a modalidade eternizada nos cinemas por Sylvester Stallone. Prova da paixão que começa a surgir estaria na grande quantidade de comentários sobre mais uma vitória, histórica, de Anderson Silva sobre outro brasileiro, o desafiante Vitor Belfort, em duelo realizado em Las Vegas e válido pelo título dos pesos médios.

Foram nada mais, nada menos, do que 109 comentários em matéria que publicamos na Gazetaweb. Isso até as 23h30 dessa segunda-feira, 06. E o número não para de crescer, superando, inclusive, os textos relacionados ao futebol local – que, convenhamos, não vive boa fase.

Sobre a luta transmitida pelo SporTV no último fim de semana, Anderson – considerado o melhor lutador do mundo na categoria, dada a malícia e perspicácia com que entra no ringue, entre outras inúmeras qualidades – precisou de apenas três minutos e dezenove segundos para nocautear o adversário, com um chute frontal no rosto de Belfort, que desabou e, por sorte, sentiu (já que a vista logo embaçou) o árbitro encerrar a luta em seguida.

Belfort continua muito bom, mas, na atualidade, não há ninguém páreo para Anderson. Ele quase perdeu um confronto recentemente, mas conseguiu a finalização ‘aos 45 minutos do segundo tempo’, quando estava em desvantagem na contagem de pontos, surpreendendo a todos numa arena lotada e onde prevaleceu a máxima de que ‘o jogo só termina quando acaba’.

Alguns chegaram a afirmar que Anderson Silva teria contado com um pouco de sorte para vencer o desafio contra o compatriota. No entanto, àqueles que consomem meses de treinamento para uma batalha ‘apenas’, sorte parece não fazer parte do vocabulário do lutador.

Ao término do combate, Anderson agradeceu o apoio que tem recebido do ator norte-americano Steven Seagal, lutador de aikidô, arte marcial japonesa que se baseia em técnicas samurais. Tudo porque, segundo o próprio Anderson, foi o colega quem lhe ensinou o chute ‘do momento’, responsável pela última vitória no MMA. Contudo, para muitos, o brasileiro teria se espelhado na ginga da capoeira para desbancar seu oponente.

Divergências à parte, o importante é que Anderson Silva segue crescendo e se reinventando a cada luta, carregando consigo a bandeira brasileira e a do Corinthians Paulista, já que, em Las Vegas, o lutador resolveu também homenagear o jogador Ronaldo – que já deveria ter deixado o futebol –, com quem já foi comparado devido à determinação de ambos. Se o atacante corintiano tivesse a flexibilidade do colega, aí sim teríamos dois ‘fenômenos’.

Mas há algo que parece incomodar os organizadores do MMA. Tudo porque Anderson, já milionário, não se esforçaria para se tornar mais vendável – as lutas movimentam muita grana e quem paga para vê-las exige um pouco mais de emoção. Ou seja, o pessoal receia que um dia os confrontos com Anderson Silva no octógono percam a graça, já que o brasileiro tem derrubado todo mundo.

No entanto, o brasileiro parece ainda não ter se vendido ‘por completo’, a ponto de fazer corpo mole para permitir que o adversário encaixe alguns socos e chutes, satisfazendo, em parte, o grande público. Mas no fundo, se quiser mesmo ser o ídolo de todos, terá de continuar massacrando quem o desafiar. Foi assim que ele chegou ao topo e é desta forma que a imensa maioria quer continuar a vê-lo.

Às 4:52

Alagoano em ação!

27 nov

Ele é pouco conhecido por aqui, assim como a infinita maioria de abnegados atletas que se dedicam a modalidades que não o futebol. Refiro-me ao cidadão chamado Thiago Jambo, lutador de MMA (a junção de artes marciais numa única luta, em que quase tudo vale). No próximo dia 4 de dezembro, o também torcedor do CSA subirá ao ringue para mais uma literal batalha, no Parque São Jorge, em São Paulo.

Thiagão vai encarar, em mais uma edição do evento denominado Bitetti Combat 8, um atleta estrangeiro: Eiji Ishikaua, vindo da terra do sol nascente. O lutador briga para abocanhar o cinturão do Ultimate Fighting Championship, o famoso UFC, onde competem feras como os irmãos baianos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro – considerados craques no jiu-jitsu, um dos principais elementos do Mixed Martial Arts. 

Jambo, já com 30 anos de idade, treina na Bahia e espera vencer mais uma vez para então realizar o sonho de competir no Japão, entre os melhores atletas do planeta na categoria. Contra o adversário de olhos puxados e que esbanja um cartel de mais de 40 lutas, Thiago revela já ter traçado uma estratégia para massacrá-lo. 

É torcer para que a mão do alagoano de 1,80m de altura e 86kg esteja cada vez mais pesada daqui para frente. Afinal, Jambo – com 14 lutas no currículo, sendo 12 vitórias – lutará em casa, podendo retornar à terra natal com mais um nocaute na bagagem, comemorando o feito junto aos amigos do Centro de Treinamento G1, na Ponta Verde.

Às 3:42

G1 Combat é só adrenalina

21 nov

porradao241

Mês passado, Maceió foi palco de mais uma edição do G1 Combat, um já tradicional torneio de artes marciais que reúne os melhores atletas do estado e regiões circunvizinhas quando o assunto é vale tudo. O evento, organizado pela Academia G1 – situada no bairro de Ponta Verde –, também envolveu combates (foram sete ao todo) no boxe e muay thai, o boxe tailandês (onde também se utiliza o chute).

Gilson Okuyama (Kimura G1), ‘veterano’ lutador de judô (onde se acostumou a vencer), decidiu arriscar a sorte. À reportagem do programa Esporte Campeão, ele disse ter treinado bastante outros fundamentos, como os do jiu-jitsu, para não deixar o ringue ‘massacrado’, diante de dezenas de apaixonados pelo esporte – na principal disputa do encontro.

“Não há coisa melhor do que lutar em casa, diante da esposa e dos amigos”, declarou o desportista (foto), que esmurrou o adversário - o pernambucano Leonardo Barreto (Champion) - ‘até enjoar’. Com isso, o resultado não poderia ter sido outro a não ser a vitória para o lutador de olhos puxados que não deixa por menos quando o assunto é uma boa briga.

O velho preconceito, para os organizadores e participantes do evento, tem sido superado aos poucos. “O vale-tudo é um esporte como qualquer outro, com regras. Todo mundo gosta de luta. É preciso abolir a ideia de que isso seja uma selvageria”, comentou Ronaldo Miranda, da Academia G1, para a alegria dos amantes da modalidade que cresceu tanto ao ponto de hoje ser conhecida como MMA (Artes Marciais Mistas – devido à inclusão de novas regras). 

Só para se ter uma ideia da evolução do esporte que também acontece dentro de jaulas que o amigo internauta já deve ter observado na TV, um ’simples’ combate de jiu-jitsu – uma das artes marciais do MMA - aqui no Brasil chega a render, facilmente, mais de R$ 100 mil ao vencedor. E o detalhe é que um dos maiores lutadores na atualidade é brasileiro.

No topo de sua categoria (a médio-pesado), Anderson Silva alcançou status que lhe rende muito respeito por onde passa. Prestígio que outros compatriotas também conquistaram à base de muita porrada, como os famosos irmãos baianos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro. Por aqui, devido à falta de apoio, a dinheirama ainda é sonho, prevalecendo mesmo a ‘vontade de bater’ como ‘combustível maior’.

Às 3:55

Campeã mundial de vale tudo é brasileira

17 ago

cyborgO nome é de assustar. Cristiane Justino Venâncio Santos, ou Cris Cyborg (foto), 24 anos. Ela é a primeira campeã mundial de vale tudo na história do esporte, tendo sete vitórias e apenas uma derrota no currículo. Nesse domingo, a curitibana precisou de apenas cinco minutos para fazer história e vencer a americana Gina Carano, na casa da adversária, em San José, na Califórnia.

E foi um massacre! Cris se sobressaiu ainda no primeiro round, evitando as tentativas da americana em levá-la ao chão – como comumente acontece no vale tudo, onde muitos definem a luta com técnicas de jiu-jitsu. Foi no muay thai mesmo – o chamado boxe tailandês – que Cyborg desbancou a coitadinha, ignorando a pressão da torcida local, transformando-a em um verdadeiro saco de pancada.

A vencedora do StrikeForce – considerado o segundo evento em importância no MMA (Mixed Martial Arts, ou simplesmente vale tudo) – também quebrou um rótulo indesejável criado por jornais yankees nos dias que antecederam a disputa. Nos states, referiam-se à luta como o confronto entre a bela e a feia.

Como beleza em nada contribui em cima do ringue – principalmente no esporte em que se dá a cara para bater -, melhor para a brasileira, que teve de deixar o país por não encontrar, por aqui, adversária à altura.

A mulher brasileira é mesmo muito forte. E corajosa. Basta tentar pular a cerca para conferir.

Às 20:15

Thiago Jambo luta, em maio, no Canadá

8 abr


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Neste esporte, o atleta pode recorrer a qualquer golpe das mais diferentes artes marciais, como o boxe, jiu-jitsu, caratê, judô, muay thai (ou boxe tailandês), entre outras. Jambo, que treina duas vezes ao dia, durante seis dias da semana, faz parte do Team Nogueira, embora já tenha vestido a camisa do Minotauro Team, do ícone do Vale Tudo no Brasil, o baiano Rodrigo Minotauro (ao lado de Jambo, ao centro).

Jambo agora se prepara para a próxima edição do King of the Cage, competição que será realizada no próximo dia 8 de maio, no Canadá. O brasileiro terá pela frente Nick Hinchliffe, atleta local com 13 lutas no currículo, sendo 10 vitórias. Páreo duro! Mas sou mais o nosso representante, reverenciado mundo afora, embora pouco conhecido por aqui.