UFC na veia
17 jan

A madrugada do último domingo foi de muita emoção para os amantes do MMA, a mistura de artes marciais que encantou o planeta, já tendo se transformado no esporte que mais cresce no mundo. A Globo transmitiu três combates em que lutadores brasileiros estiveram no octógono, em arena montada no Rio de Janeiro, terra do jiu-jitsu, uma das modalidades que integram o Mixed Martial Arts.
Todos venceram por nocaute (os cinco do chamado card principal finalizaram seus adversários). Um dos destaques foi Vitor Belfort, que venceu o americano Anthony Johnson com um belo esgana-galo, aos 4min49s do primeiro round, levando o público (que já gritava o seu nome durante a luta) ao delírio, com direito a beijo da esposa Joana Prado, que peitou os seguranças para abraçá-lo.
Também pudera. Belfort venceu um adversário que não chegou nem perto de bater o peso recomendado, antes da luta contra o brasileiro, o que revoltou o presidente do campeonato, Dana White.
Quem também brilhou foi o ‘fransino’ José Aldo, campeão na categoria peso pena. Ele também desbancou um americano, Chad Mendes – que disse ter se inspirado no Rocky Balboa, sonhando vencer o brasileiro, na casa do adversário, em confronto de cinema.
Mas prevaleceu o favoritismo do lutador amazonense, que também venceu no primeiro round, acertando uma incrível joelhada no rosto do oponente, que logo ficou descordado.
Galvão Bueno – que, para narrar o UFC, parece misturar gírias que utiliza ao descrever as disputas de futebol e Fórmula 1 – também foi à loucura, contando com o apoio do campeão Anderson Silva, que comentou as lutas e sorriu ao ver o colega de profissão correr em direção ao público (foto), quebrando o protocolo, para comemorar o feito no Brasil.
José Aldo, que já estuda subir de peso no UFC, agradeceu à torcida e disse, com a humildade de um grande vencedor, que utilizará a grana conquistada (cerca de US$ 300 mil) para quitar parte de imóvel que está comprando no Rio. Para alguém que, já casado, chegou a improvisar um tatame como cama, na academia onde treina, morar em um belo apartamento no Flamengo é a realização de mais um sonho.


A TV Globo passou a transmitir o UFC, maior competição de MMA (as artes marciais mistas) do planeta, já estreando com conquista mais que importante do catarinense Júnior Cigano, que logo foi convidado por Galvão Bueno para participar como convidado especial do ‘Bem Amigos’, do SporTV.
O lutador brasileiro de MMA (a mistura de artes marciais que ganhou o mundo) é o mais novo contratado do Corinthians Paulista, que, definitivamente, transa em todas para – com um bom trabalho de marketing – faturar cada vez mais na comercialização de produtos alusivos ao clube.
Impressionante é como o MMA (artes marciais mistas, no português) tem conquistado o mundo inteiro. Se o jiu-jitsu superou a barreira imposta pelo preconceito de alguns, o antigo vale-tudo hoje, além de melhorado nesta versão, tem seduzido todos os públicos, sobretudo os amantes do esporte em que o contato físico é ininterrupto. Tudo porque, além da qualidade técnica daqueles que o fazem, os brasileiros estão simplesmente entre os melhores do planeta.
Ele é pouco conhecido por aqui, assim como a infinita maioria de abnegados atletas que se dedicam a modalidades que não o futebol. Refiro-me ao cidadão chamado Thiago Jambo, lutador de MMA (a junção de artes marciais numa única luta, em que quase tudo vale). No próximo dia 4 de dezembro, o também torcedor do CSA subirá ao ringue para mais uma literal batalha, no Parque São Jorge, em São Paulo.
O nome é de assustar. Cristiane Justino Venâncio Santos, ou Cris Cyborg (foto), 24 anos. Ela é a primeira campeã mundial de vale tudo na história do esporte, tendo sete vitórias e apenas uma derrota no currículo. Nesse domingo, a curitibana precisou de apenas cinco minutos para fazer história e vencer a americana Gina Carano, na casa da adversária, em San José, na Califórnia.
Thiago jambo. Para quem nunca ouviu falar deste cara, eis o currículo da fera: com 14 lutas na carreira, são 12 vitórias e duas derrotas – ele já está há quatro anos sem perder. O alagoano de 1,80m e 86 kg integra o seleto grupo de lutadores do MMA, o Mixed Martial Arts, ou, em grosso português, Artes Marciais Misturadas, que nada mais é que um ‘vale tudo’ que exige de seus competidores, digamos, uma técnica mais apurada.