Estranha derrota
27 nov

O CRB perdeu o primeiro jogo da decisão da Série C, jogando em casa, na tarde desse sábado, quando recebeu o ‘favorito’ Joinville. Acompanhei a partida no Rei Pelé e vi um time estranhamente apático no primeiro tempo, como se tivesse desaprendido a jogar. Foram 45 minutos horríveis, com o JEC abrindo vantagem de dois gols, como se treinasse em Maceió, acompanhado de pequena, mas vibrante torcida (foto).
O time de Joinville abriu o marcador com um gol contra do zagueiro Filipe, que, sozinho, conseguiu tocar para a barra quando o goleiro Anderson estava caído, ao invés de afastar o perigo com um chutão para frente. O lance evidenciou o desleixo da equipe de Paulo Comelli na primeira etapa, marcada pela infinidade de passes errados.
A bola não conseguia chegar ao ataque, com Aloísio isolado na frente, e o time visitante, que também não apresentava um futebol brilhante, fazia o suficiente para envolver o Galo, explorando o erro adversário. É bem verdade que o CRB é um time limitado, havendo a clara necessidade de se reforçar para o Brasileiro do ano que vem. Mas esperava, sinceramente, uma postura um pouco mais condizente com a de um finalista.
O Galo acordou tarde, somente no segundo tempo, quando chegou a jogar com três atacantes e conseguiu diminuir a diferença. Mas outro lance estranhamente incrível acabou por sacramentar o fracasso regatiano, com o atacante reserva Cadu desperdiçando grande oportunidade, de cara para o gol. Quem esteve no Trapichão viu o jogador mandar a bola por cima, de frente para a barra, muito longe do goleiro.
Se tivesse feito aquilo para o qual é bem pago, Cadu teria empatado a disputa, de modo que a desvantagem para o segundo jogo, em dezembro, seria bem menor. Com a derrota por 3×1, o Galo dificilmente conseguirá vencer o Joinville, longe daqui, por diferença de três gols, superando a pressão 15 mil torcedores.
Não digo que já é hora de jogar a toalha, mas parece até que negociaram o resultado. Estranho, muito estranho.



Chegou ao fim a carreira do atacante Washington, campeão brasileiro pelo Fluminense, o título mais importante que conquistara na carreira de 17 anos, sendo seis deles consumidos por problema cardíaco que motivou sua aposentadoria precoce, aos 35 anos. Tudo porque Washington apresentou quadro de hiperglicemia, o aumento do nível de glicose no sangue. Como é diabético, os médicos agora recomendaram que ele pare de vez, apesar da força de vontade que o fez retornar, com louvor, aos gramados.
Fabiana Murer, do salto com vara, e Murilo, do vôlei, foram os grandes vencedores do Prêmio Brasil Olímpico, cuja solenidade foi realizada na noite da última segunda-feira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A primeira é campeã mundial indoor (cujas disputas ocorrem em estádios fechados) e vencedora da Diamond League (uma das mais importantes competições do atletismo mundial), enquanto que o segundo – com desempenho incontestável nesta temporada – foi eleito o melhor jogador de vôlei nos dois campeonatos internacionais em que faturou o título: a Liga e o Mundial.
Entusiasmado como sempre, Lula disse que, se puder, até competirá nos Jogos se, até lá, decidirem criar alguma modalidade para a terceira idade. O presidente foi além ao dizer que sua gestão teria conseguido eliminar o ‘complexo de vira-lata’ que, segundo ele, pairava por sobre muitos brasileiros. Ou seja, para Lula, nosso país pode sim organizar, e com sucesso, um evento do porte de uma Olimpíada.
Afinal, quase chegaram lá, entre os homens, feras como Cesar Cielo, da natação, e Leandro Guilheiro, do judô. Já entre as mulheres, quem acertou a trave foi Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, além da dupla de vôlei de praia Juliana e Larissa.
Luis Felipe Scolari voltou a dar entrevista durante a reapresentação do Palmeiras nesta segunda-feira, mas não se retratou por ter dito palavrões e até chamando um repórter de palhaço – devido à insistência do mesmo em perguntar sobre a condição física do meio-campista Valdivia. Foi o bastante para um grupo de repórteres paulistas, em protesto, usarem nariz de palhaço – o que considerei um exagero – para forçar o renomado treinador a não mais agir desta forma.
Na oportunidade, Orlando destacou ainda a possibilidade de, nas áreas ribeirinhas dos municípios devastados pelas enchentes em Alagoas, construir-se espaços para o desporto e o lazer das comunidades afetadas. Tudo muito bonito. Afinal, o esporte continua sendo uma excelente ferramenta de inclusão social. Até aí, tudo bem!