Arquivo | Uncategorized RSS feed para esta seção
Às 15:20

Estranha derrota

27 nov

O CRB perdeu o primeiro jogo da decisão da Série C, jogando em casa, na tarde desse sábado, quando recebeu o ‘favorito’ Joinville. Acompanhei a partida no Rei Pelé e vi um time estranhamente apático no primeiro tempo, como se tivesse desaprendido a jogar. Foram 45 minutos horríveis, com o JEC abrindo vantagem de dois gols, como se treinasse em Maceió, acompanhado de pequena, mas vibrante torcida (foto).

O time de Joinville abriu o marcador com um gol contra do zagueiro Filipe, que, sozinho, conseguiu tocar para a barra quando o goleiro Anderson estava caído, ao invés de afastar o perigo com um chutão para frente. O lance evidenciou o desleixo da equipe de Paulo Comelli na primeira etapa, marcada pela infinidade de passes errados.

A bola não conseguia chegar ao ataque, com Aloísio isolado na frente, e o time visitante, que também não apresentava um futebol brilhante, fazia o suficiente para envolver o Galo, explorando o erro adversário. É bem verdade que o CRB é um time limitado, havendo a clara necessidade de se reforçar para o Brasileiro do ano que vem. Mas esperava, sinceramente, uma postura um pouco mais condizente com a de um finalista.

O Galo acordou tarde, somente no segundo tempo, quando chegou a jogar com três atacantes e conseguiu diminuir a diferença. Mas outro lance estranhamente incrível acabou por sacramentar o fracasso regatiano, com o atacante reserva Cadu desperdiçando grande oportunidade, de cara para o gol. Quem esteve no Trapichão viu o jogador mandar a bola por cima, de frente para a barra, muito longe do goleiro.

Se tivesse feito aquilo para o qual é bem pago, Cadu teria empatado a disputa, de modo que a desvantagem para o segundo jogo, em dezembro, seria bem menor. Com a derrota por 3×1, o Galo dificilmente conseguirá vencer o Joinville, longe daqui, por diferença de três gols, superando a pressão 15 mil torcedores.

Não digo que já é hora de jogar a toalha, mas parece até que negociaram o resultado. Estranho, muito estranho.

Às 16:49

Tapetão

22 fev

Mais uma decisão polêmica em torno da briga por título nacional que se arrastava há décadas, dado o imbroglio jurídico que se formou. Desta feita, a gloriosa Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu reconhecer a conquista do Flamengo em 1987, quando o blogueiro tinha somente três anos de idade, conferindo o mesmo direito ao Sport Recife. O conflito agora gira em torno de quem ficará com a taça entregue ao primeiro time a conquistar cinco títulos brasileiros ou por três vezes seguidas. O detalhe é que o desejado objeto já foi entregue ao São Paulo – que, sem a conquista rubro-negra, ora confirmada, passou a ostentar o quinto troféu.

Só para refrescar a memória de alguns, naquele ano, a CBF não realizou o Brasileiro, motivo pelo qual os clubes decidiram se unir, nascendo então o poderoso Clube dos 13 e a denominada Copa União, com os principais times do País. A Confederação ficou responsável somente pelo módulo amarelo do torneio, composto por equipes que à época formavam a Segunda Divisão, a exemplo do Sport.

Mas CBF decidiu voltar atrás, enquanto que o Clube dos 13 não reconheceu o incremento de times ao certame, por solicitação da ‘coirmã’, quando o campeão e vice de cada módulo deveriam se enfrentar em um quadrangular. Portanto, o campeonato seguiu conforme o regulamento aprovado pelo Clube dos 13, que não abraçava em seus quadros Flamengo e Internacional (campeão e vice, respectivamente, do módulo verde). Com isso, os finalistas do outro módulo, Sport e Guarani, enfrentaram-se pelo título da Copa União.

No entanto, a repentina decisão surpreendeu muita gente, visto que o reconhecimento, anos depois, seria uma forma de reaproximação com o Flamengo – que vinha batalhando pelo título para então celebrar, agora oficialmente, o hexacampeonato de 2009. Tudo porque o clube carioca chegou a fazer ferrenha oposição a CBF quando o Flamengo lançou candidato ao Clube dos 13 o ex-presidente Kleber Leite, que acabou não vindo a ser eleito. Todavia, com o agrado de Ricardo Teixeira, Flamengo e Confederação fazem as pazes definitivamente.

Há também por trás disso tudo o que seria uma estratégia de Flamengo e Corinthians para, juntos, criarem o Clube dos 7, por meio do qual ambos passariam a brigar por maiores cotas televisivas, enfraquecendo então a entidade liderada pelo ex-presidente gremista Fábio Koff.

Não aprecio o mérito da questão, já que ambos, Sport e Flamengo, seriam merecedores do título – mesmo se sabendo que o time pernambucano enfrentara adversários de menor qualidade. O Sport se preparou para conquistar o que de fato passou a ser considerado o Brasileiro da época, enquanto que o Flamengo – que tinha uma equipe fantástica, vindo a se tornar a base da Seleção campeã em 1994, como bem destacado pela mídia – fez o mesmo.

Os clubes fizeram sua parte e brigaram até o fim, apesar de que o Leão da Ilha desejava ser o único campeão daquele ano. Para muitos, fez-se justiça, embora bem tardia. No entanto, é de no mínimo se estranhar a nebulosa articulação, tendo como pivô (como de costume) a ‘digníssima’ CBF.

Às 7:09

Fim de carreira

13 jan

Chegou ao fim a carreira do atacante Washington, campeão brasileiro pelo Fluminense, o título mais importante que conquistara na carreira de 17 anos, sendo seis deles consumidos por problema cardíaco que motivou sua aposentadoria precoce, aos 35 anos. Tudo porque Washington apresentou quadro de hiperglicemia, o aumento do nível de glicose no sangue. Como é diabético, os médicos agora recomendaram que ele pare de vez, apesar da força de vontade que o fez retornar, com louvor, aos gramados.

Foi bom enquanto durou. Chegou a fazer raiva ao torcedor tricolor nesta última temporada, mas ainda conseguiu chegar à Seleção Brasileira, cuja rápida passagem (10 jogos) teve direito a três gols marcados. Convenhamos, foi até além do que realmente desempenhara em campo.

Apesar das limitações, foi ainda artilheiro do Brasileirão em duas edições – 2004 e 2008 –, defendendo as cores de times tradicionais na Turquia e no Japão.

Enfim, Washington foi mais que exemplo no quesito superação. Justamente por isso, mereceu tudo o que conquistou. Afinal, o médico do campeão nacional disse não haver ser humano com a coragem de fazer o que o já ex-jogador fez: desafiar especialistas e se lançar à única atividade que lhe satisfazia por completo (o futebol).

Às 19:09

Campeões premiados

23 dez

Fabiana Murer, do salto com vara, e Murilo, do vôlei, foram os grandes vencedores do Prêmio Brasil Olímpico, cuja solenidade foi realizada na noite da última segunda-feira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A primeira é campeã mundial indoor (cujas disputas ocorrem em estádios fechados) e vencedora da Diamond League (uma das mais importantes competições do atletismo mundial), enquanto que o segundo – com desempenho incontestável nesta temporada – foi eleito o melhor jogador de vôlei nos dois campeonatos internacionais em que faturou o título: a Liga e o Mundial.

Mas quem roubou a cena no evento que também muito ressaltou a geração dos Jogos Olímpicos de 2016 foi o presidente Lula, que deixa o Palácio do Planalto em 2011. Porém, antes disso, no finzinho de mandato, Lula ainda deverá receber alguns mimos – principalmente entre aqueles que por ele foram empregados. Foi o que ocorreu na segunda, quando Lula – rodeado de ministros – abriu a festa.

Carlos Arthur Nuzman (foto acima, ao centro), o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), disse que todos os brasileiros se sentiriam fãs de Lula, pelo fato de ele ter se engajado na luta pela conquista do direito de sediar as Olimpíadas de 2016, que ocorrerão no Rio. Para ele, Lula foi o presidente que mais fez pelo esporte brasileiro.

Entusiasmado como sempre, Lula disse que, se puder, até competirá nos Jogos se, até lá, decidirem criar alguma modalidade para a terceira idade. O presidente foi além ao dizer que sua gestão teria conseguido eliminar o ‘complexo de vira-lata’ que, segundo ele, pairava por sobre muitos brasileiros. Ou seja, para Lula, nosso país pode sim organizar, e com sucesso, um evento do porte de uma Olimpíada.

Resta apenas saber se, nos pouco mais de cinco anos que restam, nossos dirigentes conseguirão, de fato, dotar a ‘cidade maravilhosa’ de estrutura para receber atletas e turistas do mundo inteiro – sem que se recorra à política do cobertor curto.

Mas voltemos à premiação para atletas de 47 modalidades, cuja votação partiu de um júri composto por jornalistas e personalidades do esporte, somados à opinião popular. E apesar de Murilo e Fabiana terem sido as estrelas da cerimônia, o troféu também estaria em boas mãos se tivesse sido entregue a qualquer um dos finalistas.

Afinal, quase chegaram lá, entre os homens, feras como Cesar Cielo, da natação, e Leandro Guilheiro, do judô. Já entre as mulheres, quem acertou a trave foi Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, além da dupla de vôlei de praia Juliana e Larissa.

Por fim, o momento mais emocionante da premiação foi uma homenagem prestada pelo COB ao ex-pugilista campeão mundial em 1950, Éder Jofre (foto ao lado), que, sem palavras, recebeu o troféu sem conseguir conter o choro. Em bela reportagem especial do SporTV, conheci a história de Jofre, um batalhador dentro e fora do ringue, que contara com o imprescindível apoio do pai ao longo da carreira e que, à época, lutava muito mais pela vontade de vencer do que pelo dinheiro que o suor lhe rendia.

Os demais premiados foram Bernardinho e Élson Miranda, técnicos da seleção masculina de vôlei e da saltadora Fabiana Murer, respectivamente. Já entre os paraatletas, os campeões Daniel Dias (nadador de 22 anos que conquistou nove medalhas nos Jogos Paraolímpícos de Pequim, tendo superado a marca de Clodoaldo Silva, com sete numa mesma edição dos Jogos) e Edênia Garcia (tricampeã mundial nos 50 metros costa) foram os vencedores.

Às 1:24

Calma Felipão!

2 nov

Luis Felipe Scolari voltou a dar entrevista durante a reapresentação do Palmeiras nesta segunda-feira, mas não se retratou por ter dito palavrões e até chamando um repórter de palhaço – devido à insistência do mesmo em perguntar sobre a condição física do meio-campista Valdivia. Foi o bastante para um grupo de repórteres paulistas, em protesto, usarem nariz de palhaço – o que considerei um exagero – para forçar o renomado treinador a não mais agir desta forma.

De fato temos conhecimento de certos profissionais de imprensa que só servem para tumultuar ainda mais o ambiente – em alguns casos mais graves, até movidos por interesses escusos.

Outro motivo de insatisfação por parte do técnico palmeirense seria a divulgação, por veículo especializado, do valor que Felipão embolsa para comandar o clube do Palestra Itália, como se isto não fosse fácil de ser descoberto, e como se o jornalista simplesmente se desse por satisfeito em perguntar sobre futebol. Repórter fuça absolutamente tudo, pois, é cobrado para isto, o que de certa forma é compreensível – desde que não se exagere!

Ele pode não ser obrigado a dar entrevistas, mas certamente será bem mais cobrado se com os jornalistas não falar. Afinal, são milhares de fanáticos palmeirenses a fim de saber de perto o que têm ocorrido ao Palmeiras.

Talvez o estresse de Felipão seja fruto da recusa do convite para novamente comandar a seleção brasileira. Estaria o pentacampeão do mundo arrependido? Certamente que não, pois, desse jeito, já teria sido banido pelo Ricardo Teixeira – que adora se ‘render’ aos caprichos da grande mídia.

Às 18:23

Voltamos em breve!

23 jul

Olá amigo internauta! Peço-lhe desculpa pela falta de atualização do nosso blog, que entra de férias neste final de julho e começo do mês de agosto, certo de que retornaremos muito em breve e com ‘gosto de gás’, contando com a compreensão e participação de todos.

Passo a dispensar, momentaneamente, quase todas as atenções à conclusão de minha tese de especialização – sem deixar de lado o nosso gratificante e prazeroso trabalho pela Gazetaweb, sobretudo com as coberturas esportivas.

Grande abraço!

Às 21:08

Ministro lança ‘desafio’

16 jul

Ou o ministro do Esporte, Orlando Silva, está de brincadeira, ou simplesmente desconhece a realidade deste falido Estado. Isso porque Orlando Silva (foto abaixo) lançou, em Maceió, um desafio quase impossível: ver Prefeitura e Governo do Estado transformarem nossa terra em um centro de excelência esportiva, dotando-a de condições para receber jogos-treino de seleções que participarão do Mundial do Brasil, em 2014.

A declaração foi feita quando de sua rápida passagem, nesta sexta-feira (16), pela capital alagoana, onde participou da solenidade de inauguração da primeira etapa da Vila Olímpica Lauthenay Perdigão (uma justíssima homenagem ao diretor do nosso Museu dos Esportes), situada no Conjunto Village Campestre, no Tabuleiro.

Tudo bem que até temos um bom e reformado estádio, o Rei Pelé. Mas a fala do ministro se reporta a um objetivo bem maior, que é o de proporcionar aos nossos atletas de rendimento a chance de um dia participarem de uma olimpíada, tendo, em Maceió, um local apropriado para se qualificarem a altura. 

O ministro disse até ter gostado do que viu na capital alagoana, afirmando que se estaria a duplicar os investimentos com o dinheiro repassado pelo governo federal, afirmando ainda louvar iniciativas como a Academia da Terceira Idade, também inaugurada nesta sexta, no Benedito Bentes.

Na oportunidade, Orlando destacou ainda a possibilidade de, nas áreas ribeirinhas dos municípios devastados pelas enchentes em Alagoas, construir-se espaços para o desporto e o lazer das comunidades afetadas. Tudo muito bonito. Afinal, o esporte continua sendo uma excelente ferramenta de inclusão social. Até aí, tudo bem!

O problema é que o discurso, apesar do esforço, ainda permanece muito distante da prática. Afinal, não adianta somente área de lazer, quando não se tem o devido e permanente incentivo àquele que tenta sobreviver do esporte em Alagoas.

A Vila Olímpica (imagem acima) custará R$ 2,1 milhões, tudo vindo de Brasília. Contudo, até agora construíram apenas campo de futebol, duas quadras poliesportivas, além de salas para judô, handebol e ginástica – falta piscina olímpica, pista de atletismo, entre outras novidades. 

Retirar crianças da rua, mantendo-as de alguma forma entretidas com alguma modalidade esportiva, continua sendo uma real opção de investimento. Mas reforço: e o atleta propriamente dito, que muitas vezes precisa se humilhar para conseguir uma passagem de ônibus? Sobre isso, pouco ou simplesmente nada se ouve falar.

Silva, que é o mais novo cidadão honorário do município de Maceió – em homenagem concedida pelo vereador Galba Novaes -, chegou a ser acusado de gastar mais de R$ 20 mil com cartão corporativo do governo federal, para pagamento de diárias e alimentação durante viagens oficiais. Contudo, reconhecendo o mal entendido, nosso ministro logo decidiu devolver a quantia, fazendo as pazes com a opinião pública.

E só para alimentar a polêmica principal: a nossa ‘vizinha’ Aracajú-SE, por exemplo, é a cidade-sede da Confederação Brasileira de Ginástica. E Maceió?