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Às 19:40

Sérvio resistente

2 fev

O sérvio Novak Djokovic, tenista de 24 anos, entrou para a história do esporte, conquistando seu quinto Grand Slam no último domingo ao superar o espanhol Rafael Nadal, por 3 sets a 2, em disputa de altíssimo nível, a mais longa de que se tinha notícia no Aberto da Austrália, com 5h53min de muito suor, resistência e concentração. Considerado um jogador polivalente, Djokovic deu nova demonstração da força de seu jogo, tentando reverter o retrospecto negativo contra o rival, apesar de ter vencido todos os confrontos contra Nadal em 2011.

Não é a toa que estamos a escrever sobre o melhor do mundo. Muitos especialistas se disseram impressionados com a força mental do jogador, que até superaria um grande ídolo do tênis mundial, o norte-americano André Agassi, no quesito devolução. E o momento do esporte, no que diz respeito a talentos como o do sérvio, tornou-se algo digno de comemoração. Afinal, atletas como o suíço Roger Federer, já com 30 anos de idade, continuam a protagonizar jogadas fenomenais.

Talvez seja por isso que poucos se arriscam a apostar em alguém, dada a incrível disposição de profissionais que já se tornaram alvo de estudo por fisiologistas, em virtude do esforço mais que exagerado, comparado ao de um ultramaratonista.

Mas o tempo é curto e Djokovic já pensa em mais um grande desafio, estabelecendo Roland Garros (a charmosa competição francesa na qual brilhou Guga Kuerten, que aposentou a raquete aos 31 anos) como prioridade em 2012, visto que este é o único Grand Slam que lhe falta na curta, mas já vitoriosa carreira.

Às 13:54

O sucessor de Guga?

9 fev

Thomaz Bellucci. Paulista de 24 anos que começa finalmente a despontar no esporte como o melhor tenista brasileiro. Chegou às quartas de final de um Grand Slam em Roland Garros (onde Guga foi tricampeão no saibro), perdendo somente para o espanhol Rafael Nadal, um dos melhores do mundo.

Com isso, ao lado do xará Thomaz Koch, alcançou a gloriosa marca de 2º melhor jogador brasileiro da história ao figurar na 24ª posição do ranking da ATP, perdendo apenas para o nosso Gustavo Kuerten, que já foi o número 1 do mundo, aposentando a raquete devido a sério problema na lombar. Bellucci hoje é o 31º - nada mal para quem se profissionalizou no esporte há somente seis anos.

Agora comandado pelo técnico Larri Passos – o eterno comandante de Guga –, Thomaz parece querer repetir a história construída pelo colega catarinense e torcedor do Avaí.

A única característica de Bellucci que destoaria daquelas que nos fazem lembrar o Guga é a emoção que o primeiro imprime em quadra. Para liberá-la a favor de seu jogo, o técnico Larri – exigente que só ele – já o autorizou inclusive a quebrar raquetes quando possível, justamente para extravasar tamanha vibração.

Bom é quando se tem grana para quebrar equipamento tão caro ao bel prazer. Seria como uma dona de casa rica a destruir, quando estressada demais, pratos de porcelana ou copos de cristal.

Mas o ganho de energia em quadra, benéfico para quem precisa superar um momento adverso na partida, já é resultado do trabalho de Larri Passos, já que, segundo o treinador gaúcho, o tenista fazia, de início, o estilo caladão.

Bellucci estreia no Aberto do Brasil nesta quarta-feira, diante de um argentino 66º colocado no ranking da ATP, já valendo vaga para as quartas-de-final da competição.

Às 3:53

Feras da solidariedade

23 dez

O espanhol Rafael Nadal (o da esquerda) e o suíço Roger Federer são os melhores tenistas do mundo. Isso todo mundo já sabe. No entanto, ambos os craques da raquete também são feras em outro quesito: a solidariedade.

O primeiro é o atual campeão olímpico. Somente neste ano, Nadal conquistou três títulos de Grand Slam, sendo um em Roland Garros, outro na lendária grama de Wimblendon, e o último no US Open, além de mais quatro importantes conquistas pela ATP, a Associação de Tenistas Profissionais, em quadras da Espanha, Itália e França.

Já o rival, mas companheiro longe das quatro linhas, Roger Federer, já é considerado por muitos críticos o melhor tenista de todos os tempos. Muito técnico e mais experiente, ganhou praticamente tudo o que disputou, já sendo considerado o maior campeão de Grand Slams (são nada mais, nada menos, que 16 ao todo – o último foi o Aberto da Austrália, em janeiro).

Mas desta feita, ambos estão novamente competindo em prol de uma causa muito mais nobre, com o objetivo de se arrecadar recursos a serem destinados para instituições filantrópicas criadas por ambos e que levam o nome dos tenistas, cada uma. Em Madri, a casa de Nadal, eles realizaram um segundo jogo beneficente. A melhor de duas partidas agora está empatada, para o bem dos mais necessitados, já que cada fundação acabou contemplada.

No primeiro jogo, em Zurique, na Suíça, foram arrecadados dois milhões e meio de dólares, enquanto que, na capital espanhola, todo o piso usado no confronto entre os líderes do ranking mundial será leiloado e a grana, é claro, revertida para a entidade do suíço, que levou a melhor diante de sua torcida.

Será que houve combinação de resultados? Se a resposta for sim, o caráter do evento receberá ainda mais elogios, assim como os dispensados à iniciativa do brasileiro Gustavo Kuerten.

Guga, tricampeão do Roland Garros (onde deitou e rolou no piso que mais gostava, o saibro) também realizou neste mês partida beneficente em que brincou de reviver a sadia rivalidade construída com uma lenda do tênis mundial, o norte-americano André Agassi (ambos já aposentados).

O motivo do encontro foi o mesmo: ajudar crianças carentes, incentivando-as à prática esportiva, em comemoração aos 10 anos do dia em que assumiu o topo do ranking ao desbancar o colega yankee no Master de Lisboa, em Portugal.

É isso aí! Que o sentimento de compaixão para com os mais pobres aflore permanentemente, e não apenas no Natal. Somente assim poderemos ver o esporte brasileiro mais socialmente comprometido.

Às 5:19

O ícone do tênis

18 set

O espanhol Rafael Nadal, com apenas 24 anos de idade, simplesmente já é considerado o melhor tenista do mundo. Garantido como o número 1 do planeta até o fim do ano, Nadal integra o seleto grupo de atletas que venceram todos os principais torneios da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), ao lado de outras feras como o norte-americano André Agassi e o suíço Roger Federer. Este por sua vez, já chegou a ser comparado ao espanhol, como recentemente fez a TV Globo, só que no futebol, entre Ronaldinho Gaúcho e o argentino, melhor do mundo, Lionel Messi.

Apesar de os dois se equivalerem – ressaltando-se o risco de se incorrer no erro de dizer que um é melhor que o outro –, é inegável que Messi (apesar de nunca ter conquistado uma Copa do Mundo) pode vir a superar Gaúcho até facilmente, visto que o brasileiro, com seus mais de 30 anos, sequer foi convocado para o último Mundial, na África do Sul. No caso do cenário da bolinha amarela que precisa cruzar a rede de um lado para o outro, a comparação seria a mesma, sendo que Nadal levaria vantagem justamente por também ser mais jovem e já muito talentoso.

E a consagração do espanhol – que, deixando a modéstia à parte, já disse com todas as letras que é mesmo o melhor tenista de todos os tempos, ao menos em seu país – veio com a conquista da única competição que lhe faltava: depois de um ouro olímpico em Pequim, além dos troféus conquistados em torneios como Roland Garros, Wimbledon e US Open, eis que uma vitória, por dois sets a um, entra para a história do esporte.

Em Nova Iorque, Nadal derrotou o sérvio Novak Djokovic e faturou o seu oitavo Grand Slam. Como era de se esperar, o espanhol foi recebido com muita festa na terra natal, Mallorca. Acostumado a vencer, cada vez mais difícil será vermos alguém batê-lo em quadra!

Às 15:02

Iniciativa louvável

27 mai

Vivemos a criticar – como reclama, sem motivo, o presidente Lula e, mais recentemente, o deputado estadual por Alagoas, Temóteo Correia, dando conta de que a imprensa teria certa obsessão por fatos negativos, de modo a retratá-los de forma sensacionalista. Mas este é apenas um posicionamento, equivocado, daqueles que costumam generalizar as coisas.

Desta feita, dou o braço a torcer, reconhecendo como muito importante iniciativa do Jaraguá Tênis Clube, que, em parceria com o Governo do Estado, finalmente irá tocar um projeto de inclusão social por meio do esporte ainda tido como de elite.

O objetivo do projeto, denominado Projeto Social Marina Tavares (foto), em homenagem a um dos destaques do tênis em Alagoas, é difundir a prática da modalidade. O Executivo, segundo o secretário adjunto de Estado do Esporte, Luiz Antônio Camargo Ribas, o ‘Catarina’, entrará com uma ajuda de custo de R$ 30 mil para viabilizar a execução das primeiras atividades do projeto que será coordenado pela própria Marina Tavares.

O projeto atenderá, inicialmente, cerca de 50 crianças e adolescentes de baixa renda. Com raquete e bola na mão, eles certamente encontrarão no esporte esperança por dias melhores.

Às 19:42

A irmã da melhor do mundo

23 fev

Ela tem nome – muito apropriado, por sinal – de um planeta do sistema solar, tamanha a grandiosidade de sua performance no esporte. Refiro-me a uma das melhores tenistas da história Venus Williams voltou às páginas de jornais depois de fazer algo que parece já lhe é de costume: vencer.

A experiente tenista de 29 anos e quinta colocada no ranking mundial das mulheres tenistas abocanhou, pelo segundo ano consecutivo, o troféu do WTA (a associação do tênis feminino) de Dubai ao derrotar, semana passada, a bielorrussa Victoria Azarenka por dois sets a zero (6/3 e 7/5).

Venus agora acumula, nada mais, nada menos, que 42 títulos, número que supera, em muita, o tempo em que se dedicou integralmente às quadras, conquistando sete Grand Slams, sendo cinco em Wimbledon (a última em 2008) e duas no US Open.

Como se não bastasse, Venus ainda tem uma irmã de igual talento e que atende pelo nome Serena. Não é a toa que já lhe apelidaram de ‘Serena Slam’. Afinal, a morena é a atual líder do ranking. A irmã Venus – também dona de um jogo agressivo – tem ainda três medalhas olímpicas, mas Serena costuma dar show com uma raquete na mão, sendo a única mulher do mundo a ter conquistado todos os Grand Slams e dois ouros, em torneio de duplas, numa Olimpíada (em 2000 e 2008, em Pequim).

Além de tudo, a irmã mais nova, Serena (28 anos) – já punida por indisciplina quando no exercício de sua profissão, também conhecida pela educação e elegância de desportistas e expectadores – ainda se arrisca como atriz. É, de fato, talento para dar e vender. Não é a toa que já lhe apelidaram de ‘Serena Slam’.

Às 0:51

Tiago critica geração perdida

21 fev

O garoto ainda é a bola da vez. O único latino-americano a conquistar um Grand Slam Juvenil, o tenista alagoano Tiago Fernandes parece dar início a uma nova geração do esporte no País, depois que o ídolo Gustavo Kuerten – com quem já teve a oportunidade de dividir uma quadra em partida oficial – venceu três vezes em Roland Garros.

Reportagem do Esporte Espetacular, com o jornalista Régis Rösing, de quem sou fã de carteirinha, traz a opinião de quem só não teve dificuldade para começar no esporte graças à ajuda dos pais – confira a entrevista completa no vídeo acima.

Na entrevista, o jovem de 17 anos reconhece que a família sempre teve uma boa condição social e que, também por isso, conseguiu se dar bem com a raquete na mão. Por falar em raquete, esta é apenas uma das caras ferramentas necessárias à prática da modalidade que, no Brasil, como atesta Tiago, não conseguiu acompanhar a evolução observada em outros países.

Ele afirma esperar que seu exemplo possa seduzir garotos como ele. O mais importante, que as crianças mais carentes encontrem meios de se dedicar integralmente ao esporte, como ele pôde, a fim de que possamos formar novos campeões.

Talvez a dita geração perdida (a de Guga, na opinião de Tiago), assim como a década perdida (em que a economia latino-americana sofreu forte estagnação), seja fruto da irresponsabilidade de maus gestores, no caso em foco, do esporte.

Tudo bem. O trabalho de base existe. Não é a toa que o campeão Tiago é alagoano, onde o esporte não é tão valorizado assim – apesar de o tenista logo ter fugido daqui quando percebeu que poderia ser um vencedor. Contudo, ainda não se vê um grande projeto de popularização do tênis, levando-o aos morros e favelas deste país-continente.

O caso de Tiago seria uma exceção, já que ele passou por outras modalidades, a exemplo do próprio futebol, para enveredar ao tênis. Via de regra, o menino pobre da periferia acaba se rendendo às peladas que ganham qualquer esquina, sobretudo por não conhecer outras atividades que não o futebol.

Enquanto o tênis estiver restrito a condomínios luxuosos dos grandes centros urbanos, este permanecerá, por um bom tempo, estigmatizado como hobby de gente rica. É continuar torcendo para que possamos celebrar novas vitórias como a do paulista Thomaz Bellucci, que, aos 22 anos, conquistou o ATP de Santiago, subiu sete posições no ranking e agora está entre os 30 melhores da Associação de Tenistas Profissionais, na 28ª posição.

Às 19:36

A força de um título

1 fev

O garoto Tiago Fernandes, alagoano que se sagrou campeão do Australian Open na categoria juvenil – igualando-se a astros do tênis mundial –, subiu, nada mais, nada menos, que 22 posições no ranking mundial, saindo da 25ª para a terceira colocação entre os jogadores com até 18 anos de idade, atrás apenas do francês Gianni Mina e do sueco Daniel Berta. Tudo graças à conquista diante do australiano Sean Berman.

E bastou um único título para Tiago ganhar as páginas dos jornais do mundo inteiro, quando, na verdade, o jovem talento já trilhava caminho promissor, tamanha a dedicação do atleta, atestada pelo próprio Gustavo Kuerten, que elogiou o empenho do ‘pupilo’ e fã no esporte.

Engraçado é que a imprensa também destacou a forma serena com que Tiago comemorou a suada e merecida vitória. Nem o próprio jogador, ao fechar o segundo set, imaginava a grandiosidade do triunfo. Como o próprio Tiago afirmou após a partida, a ficha somente deverá cair quando pegar o avião e retornar à casa dos pais, onde a festa já está mais que garantida.

Semana passada, a reportagem da TV Gazeta foi atrás da família de Tiago, que, mesmo do outro lado do mundo, aqui em Maceió, acompanhou, emocionada, a conquista internacional do garoto que já esteve na natação e até nas peladas da vida, disputando uma bola (bem maior do que a das quadras) com garotos da mesma idade. Mas foi com a raquete na mão que Tiago percebeu que poderia deslanchar.

A aposta do filho logo encantou os pais corujas, que dedicaram atenção necessária a quem praticamente já entregou uma vida ao esporte. Tomara que o glamour da vitória em um Grand Slam – associado a novas futuras conquistas – perdure por muito mais tempo, para a alegria de todos.

Às 16:03

Melhor que Guga!

30 jan

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Um alagoano faz história no tênis. O jovem Tiago Fernandes, com apenas 17 anos recém-completados, é o mais novo campeão, na categoria juvenil, do Australia Open. Na Oceania, Tiago superou o anfitrião Sean Berman por dois sets a zero, com parciais 7/5 e 6/3.

E o curioso é que um internauta do Gazetaweb parecia prever a conquista, visto que, em comentário sobre matéria que tratou da economia de Alagoas, lembrou a reportagem que Tiago já estava na decisão do torneio internacional.  

O feito supera, inclusive, o maior tenista do país – o catarinense e tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten –, já que foi a primeira vez em que um brasileiro venceu um Grand Slam em um torneio de simples (Guga havia vencido em 94, em Roland Garros, só que fazendo dupla com o equatoriano Nicolás Lapentti. 

Para se ter uma ideia da importância do título para o esporte brasileiro, Tiago já faz parte do seleto grupo de tenistas campeões de um Grand Slam – que compõe o conjunto de torneios mais importantes do mundo. Ele agora figura na lista como o quarto melhor, atrás de lendas da modalidade, como Maria Esther Bueno – que obteve 19 títulos – e do próprio Guga, ídolo e tio de Tiago. 

Para o alagoano, o empurrão de Guga foi fundamental ao seu sucesso na disputa realizada em quadra rápida – que, entretanto, nunca foi a preferida do já aposentado tenista. Para Tiago – que até já jogou, em Florianópolis, um torneio de duplas ao lado de Gustavo Kuerten –, o apoio, tanto dentro, quanto fora de campo, já lhe é algo inesquecível. 

E levantar a taça não foi nada fácil. Também pudera. Tiago – cujo empenho no esporte já fora destacado pelo blog – teve de superar o nervosismo de uma grande final, ignorando a pressão da torcida e o forte calor, de 37º. Agora, como não poderia deixar de ser, é só comemorar.

Às 11:51

Federer da solidariedade

24 jan

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A tragédia no Haiti comoveu o mundo inteiro, sobretudo pelo fato de um terremoto daquela proporção ter atingido um país já tão miserável, onde milhares de pessoas perderam absolutamente tudo o que tinham. Com tantos homens, mulheres e crianças vagando pelas ruas atrás de água e comida, não demorou muito para algumas celebridades se desfazerem de parte da riqueza que construíram para salvar vidas.

Gisele Bündchen doou R$ 1,5 milhão de dólares, Madonna, outros US$ 200 mil. E o espírito de solidariedade também ganhou atletas, a exemplo do suíço Roger Federer, um dos maiores tenistas do mundo. Ele abriu mão de um dia de treinamento para o Australia Open e decidiu reunir alguns amigos para angariar recursos às vítimas do terremoto que devastou toda uma nação.

Ao deixarem a rivalidade de lado em prol de uma boa causa, estrelas como o espanhol Rafael Nadal e a americana Serena Willams conseguiram reunir 15 mil torcedores, presentes às partidas de duplas. O arrecadado, R$ 250 mil, logo seguiu à Porto Príncipe, a capital do Haiti.

É o esporte dando seu exemplo!