Uma sumidade no tênis brasileiro. Assim é Hugo Hoyama, mesatenista de 39 anos que trabalha para disputar a quinta Olimpíada da vitoriosa carreira, principalmente em se tratando de um esporte que, para muitos, ainda se confunde com o ‘ping-pong’.
Contudo, longe de parecer com a brincadeira comumente vista nos salões de jogos, o tênis de mesa é levado muito a sério por dezenas de atletas em Alagoas. Basta acompanhar o empenho de nossos mesatenistas, que, no Jaraguá Tênis Clube, põem a bolinha para pular em ritmo de competição.
Flávio Seixas, presidente da Federação local, já me falou por diversas vezes sobre a importância da popularização do tênis de mesa. Mas a velha pergunta vem à tona: como fazê-lo sem o devido apoio? Concentração à beira da mesa que é verde, mas nada tem a ver com o futebol não compra os materiais necessários ao cotidiano do esporte. Uma raquete profissional, por exemplo, supera o preço de muita chuteira, custando cerca de R$ 130.
Mas, desculpando-me pela pertinente digressão, retornemos à esperança do melhor mesatenista brasileiro que já atuou na Suécia, Bélgica e Japão (o país do esporte), sendo convocado pela primeira vez à Seleção Brasileira Adulta quando tinha apenas 17 anos. Segundo o próprio, foi devido à falta de confiança em seu jogo que a vaga para as Olimpíadas de Pequim ainda não saiu, o que deverá acontecer em breve.
Ele foi derrotado, nesta semana, pelo tcheko Lubomir Jancarik, em partida válida pelo Pré-Olímpico, resultado que acaba com o sonho da convocação para a disputa do torneio de simples. Agora é brigar para se recuperar plenamente de uma contusão e, com isso, defender a equipe brasileira na China isso se, de fato, for convocado.
No Pan do Brasil o último de sua vida, fato que o fez chorar na despedida , Hugo conquistou dois bronzes no torneio de simples, mas bateu o recorde do nadador Gustavo Borges ao ganhar a oitava medalha de ouro no torneio, na disputa por equipes. Porém, a melhor colocação em Olimpíadas foi apenas o nono lugar em Atlanta-1996.