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Às 1:24

Cobrança por secretaria ganha força

2 abr

Longe de querer fazer política ou de utilizar este espaço para promoção pessoal de ninguém - e até me privo de colocar uma imagem da personalidade em questão -, mas justiça seja feita. Afinal, o deputado estadual Alberto Sextafeira tem, de fato, brigado pela valorização de nosso esporte. Isso porque ele tem sido a única voz na Assembleia a cobrar a retomada da Secretaria Estadual de Esporte, hoje fundida à Educação, e por esta, há muito, obscurecida.

Isto ainda tem permeado as discussões entre os desportistas alagoanos, em virtude de, reconhecidamente, o esporte ter perdido espaço ao deixar de ser uma pasta dedicada única e exclusivamente a apoiar nossos talentos, desenvolvendo políticas voltadas tanto ao esporte de rendimento, quanto à inclusão social por meio da prática de alguma modalidade.

Como argumento, Sextafeira lembra estarmos às vésperas de mais uma Copa do Mundo e, principalmente, de uma Olimpíada, de modo que Alagoas tem condições de, em Londres, estar muito bem representada, em 2012, caso o poder público fortaleça a capacidade de atletas como a pequena grande judoca Laís Lessa – cujo drama o blog já descreveu em post anterior.

Esperamos que o governador Teotonio Vilela escute ao menos o apelo de seu líder no Legislativo Estadual.

Às 0:10

Brasil é vice-campeão sul-americano

1 abr

pereira1A delegação verde e amarela terminou em segundo lugar nos Jogos Sul-americanos, encerrados nessa terça-feira (30), em Medellín, na Colômbia, a campeã do certame continental, com 372 medalhas, sendo 144 de ouro – que é a que vala para a contagem numa Olimpíada. Os brasileiros chegaram perto, com 355 medalhas, sendo 133 douradas, contra 89 conquistadas pela Venezuela, que terminou a disputa em terceiro, somando 263 medalhas no total, seguida da nossa ‘querida’ Argentina.

Outros números despertam nossa curiosidade. Somente as meninas da ginástica, por exemplo, faturaram 25 medalhas. Outras modalidades, como a natação, comprovaram sua força, com seis ouros, sendo três da fera Thiago Pereira (foto). Ouro este que também não faltou para as meninas do vôlei, do pólo aquático, do nado sincronizado, entre outros esportes, como o handebol, com o qual nossos jogadores subiram ao lugar mais alto do pódio, ao vencerem a Argentina, por 30×28.

E o saldo da participação brasileira foi positivo, segundo a própria delegação. Afinal, o país esteve representado em 37 modalidades, ficando de fora apenas no beisebol, hipismo, futebol, patinação e softbol (o beisebol das mulheres). Para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), os Jogos Sul-americanos são, para nós, uma preparação para o Pan de 2011 (em Guadalajara, no México) e Olimpíadas de 2012 (em Londres, na Inglaterra). Ou seja, uma excelente oportunidade para as avaliações sempre necessárias.

Às 0:27

Os campeões de 2009

23 dez

PREMIO BRASIL OLIMPICO 2009Por Cesar Cielo, o maior nadador brasileiro da atualidade, todos já esperavam. A surpresa, contudo, no Prêmio Brasil Olímpico foi a escolha da jovem piauiense Sarah Menezes (foto). Com apenas 19 anos, a judoca da Seleção Brasileira foi eleita a melhor atleta do país em 2009, deixando para trás outras feras, como Poliana Okimoto (que este ano fez história na maratona aquática) e Natália Falavigna (destaque no taekwondo).

Enquanto que Cielo desbancou, com 77% dos votos, o ginasta Diego Hypólito e o experiente velejador Torben Grael, Sarah conquistou o prêmio numa disputa um pouco mais apertada, com 46% de preferência entre os jurados – que também acompanharam a emoção do eterno Joaquim Cruz, que chorou ao receber homenagem para recordar o ouro olímpico, no atletismo (800 metros), em 1984, em Los Angeles.

Ela que certamente estará em Londres, em 2012, lembrou, em discurso para uma multidão de colegas atletas, as dificuldades de início da carreira, agradecendo o apoio de patrocinadores – como não poderia deixar de ser – e recordando a terra natal, onde tudo começou.

Em Pequim, a pequena Sarah (que compete no peso ligeiro, para atletas com até 48 kg) acabou eliminada, logo na primeira luta, para uma húngara com quem já havia lutado e que já lhe era considerada um ‘sparring’ – aquele adversário que só apanha e que serve ‘apenas’ de teste ao atleta. Pode-lhe ter faltado experiência, mas nunca força de vontade.

Prova disto é que, em 2010, Sarah promete brigar para chegar ao topo do ranking na sua categoria. Desafio que, para a judoca, parece perfeitamente possível. Afinal, a jovem atleta olímpica, somente neste ano, somou conquistas importantíssimas, como um bronze no Grand Slam de Tóquio, além de dois ouros nas etapas de Madrid e Lisboa da Copa do Mundo, tornando-se a primeira judoca brasileira bicampeã mundial júnior.

Às 23:22

Lula solta o verbo

22 dez

O presidente que mais investiu em esporte. Uma simples prova disto é que Lula – por mais que digam o contrário (e não sou petista!) – esteve na linha de frente da batalha do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. Nessa segunda-feira, durante a festa do Prêmio Brasil Olímpico, no Maracanãzinho, Lula soltou o verbo ao se referir a quem ele considera ser o mau brasileiro, que, ‘de tão azedo, só sabe ver qualidade na nação alheia, sempre agindo com subserviência, entrando na briga já como um perdedor’. 

lula

Em suma, o presidente quis dizer que o Brasil tem sim condições de sediar um evento de tamanha envergadura, apesar de reconhecer os muitos problemas – comparou, com maestria, a política com o esporte, salientando que a primeira até tolera a sorte, ‘mas o segundo, não’. O retirante nordestino mais famoso do século 21 voltou a criticar as opiniões pessimistas, ‘como se algumas pessoas achassem que o país não tem o direito de se lançar a desafios como o vencido em Copenhague’. 

Digamos que a maior parte de seu discurso, no glamoroso evento dessa segunda, tenha sido aprazível, já que despertou em seu povo o sentimento de patriotismo que, também no esporte, permeia o cotidiano de tantas sociedades do mundo, em especial a norte-americana. Contudo, outros trechos, em que afirmou ter se sentido tranquilo quando, à véspera da decisão, acompanhou os noticiários internacionais e nada entendeu, foram simplesmente lamentáveis.

Contudo, a preocupação desses tais pessimistas, como insinuou o presidente, não pode ser de todo desprezada. Afinal, o país tem sim várias outras prioridades, apesar de conhecermos os benefícios advindos da iniciativa do Comitê Olímpico Brasileiro. Mas Lula, na ocasião, bombardeou a disparidade da cobertura, pela mídia internacional, ofertada às delegações candidatas. O petista lembrou, por exemplo, o fato de se ter anunciado ‘mil vezes’ a chegada do avião do Obama, ‘quando quase nada falaram de nós’. 

Por mais que digam que a Olimpíada de 2016 tinha, obrigatoriamente, de ser realizada no continente Sul-americano e, por conseguinte, no Brasil, equívoco dizer que a conquista tenha sido um prêmio de consolação. Eliminamos, como bem lembrou Lula, potências mundiais, e com larga e inédita vantagem, de 40 pontos. Para o presidente, o calor humano do brasileiro fez e fará a diferença, ‘para que tenhamos a maior Olimpíada de todos os tempos’. 

Permanecemos na torcida para que isto ocorra. E se depender do ‘puxão de orelhas’ do presidente no setor privado, poderemos ter surpresas até lá. O recado pode até ter sido um pouco duro, mas foi extremamente pertinente: “É muito fácil uma empresa apoiar um medalhista olímpico. Eu quero ver é apoiar o Zezinho que está iniciando, mas que tem potencial e só precisa de uma ajuda”. 

Afinal, só com coração não se conquista nada.

Às 1:36

Já começou errado!

21 out

Não teve outra. Depois de um fim de semana com saldo trágico, onde a Polícia Militar do Rio de Janeiro contabilizou 14 mortos, 10 ônibus queimados e até a queda de um helicóptero por tiros dos traficantes – que parecem continuar a mandar e desmandar na cidade maravilhosa -, jornais estrangeiros estamparam a escalada da violência na sede das Olimpíadas de 2016. Éramos para discorrer sobre o esporte propriamente dito, mas a insegurança já é, há muito, tema recorrente em toda mesa de bar.

Um periódico francês definiu as ações criminosas como uma guerra civil, destacando ‘não haver mais limites’. Já um diário inglês noticiou que, para alguém que mal acabou de conquistar o direito de receber os Jogos, é muito constrangedor ter de lidar com uma situação como a que esta posta no Rio. O jornal se referiu ao último sábado como algo fora do normal, mesmo em se tratando de uma das cidades mais violentas do mundo.

Vendo um comentário na nossa <i>Gazetaweb</i>, dando conta de que o alagoano tem é de agradecer a Deus pelo resto de tranquilidade que ainda pode ser visto nas ruas de Maceió – apesar das muitas discordâncias -, percebi que, na verdade, há um sentimento de que viver num lugar menos violento que outro já é suficiente. É como se estivéssemos nivelando tudo por baixo, sem restrição. Nesse sentido, fica muito difícil saber aonde iremos chegar.

Agora é continuar a trabalhar para que os traficantes dêem uma trégua ao menos nos dias dos Jogos. Veremos.

Às 16:49

Rio também é Olimpíada

2 out

Que festa! Parecia uma final de Copa do Mundo, com gol de Brasil sobre a Argentina, só que com placar de jogo de basquete (66×32)!! Acabei de acompanhar tudo sobre a escolha do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 – até lá, muita coisa a fazer. A festa, contudo, já cede espaço à imensa responsabilidade ao país derrotado em quatro tentativas – uma com Brasília e três com a mesma ‘cidade maravilhosa’, que agora precisa trabalhar bastante para não decepcionar a chance que lhe foi dada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Longe de um prêmio de consolação, o Brasil deu mostras de que pode sim organizar uma Olimpíada, apesar dos tantos problemas a resolver, a começar pelo sistema de transportes, ainda deficitário. Desbancar Chicago, Tóquio e Madrid – com toda a sua infra-estrutura, tendo 77% do planejado já fora do papel, e tradição no esporte, além do apoio popular (o único que superou o do Brasil) à realização dos Jogos – realmente foi motivo de muito orgulho.

Na Dinamarca, onde foi anunciado o vencedor depois de muito suspense, o presidente Lula – bastante emocionado – disse que o Brasil não derrotou Obama, que até chegou a dizer que não iria a Copenhague apoiar a candidatura norte-americana. De última hora, mudou de ideia, talvez ao perceber a força da candidatura carioca. Esforço em vão. Prevaleceu mesmo o calor humano brasileiro, além da capacidade, já demonstrada, de organizar grandes eventos.

A experiência adquirida com os Jogos Pan-americanos de 2007 – que apresentaram falhas, apesar de nada muito grave -, e a conquista da Copa do Mundo de 2014 (que servirá como mais um teste à realização do maior evento esportivo do mundo), reforçam nossa esperança de que tudo vai dar certo. Ainda bem que desta vez nós vencemos – gastou-se quase R$ 200 milhões com o projeto, finalmente aprovado. Afinal, o desgaste, para daqui a quatro anos, certamente seria muito grande e, com ele, a falta de motivação para tentar trazer, pela primeira vez na história, os Jogos ao continente sul-americano.

Lula afirmou nunca ter sentido tanto orgulho de ser brasileiro, mas já salientou a necessidade de se por de volta os pés no chão. Até que não defendia, no começo, uma candidatura como esta, sempre muito dispendiosa para um país como um nosso. Com a exceção de gafes como a de Pelé – que, durante a campanha, confundiu o astro do basquete Michael Jordan com o Jackson dos palcos, já falecido -, acredita-se que os benefícios irão compensar tamanho investimento, orçado em R$ 1,3 bilhão. Somente o empresário Eike Batista – ex-marido da sambista Luma de Oliveira – fez uma contribuição de R$ 23 milhões para a revitalização da Marina da Glória.

A expectativa é de que sejam mantidos 18 mil empregos após os Jogos. Todos vamos torcer para que isto ocorra, contanto que não se isole os morros cariocas nos pouco mais de 15 dias de disputas, na tentativa de se esconder a flagrante miserabilidade de um povo que pouco ou simplesmente nada lucrará com a competição – caso, por exemplo, este mesmo povo não seja devidamente capacitado para receber os visitantes de todo o planeta.

Bom seria se uma Olimpíada nos trouxesse, para sempre, melhorias à Educação, Saúde e Segurança Pública. Esta até veremos nas duas semanas de jogos, com o Exército provavelmente tomando as ruas. Que o esporte fortaleça nossos dirigentes no combate ao tráfico de drogas. Caso contrário, a vida da ‘garota carioca, swing sangue bom’ – como bem propaga Fernanda Abreu - continuará a mesma quando a pira olímpica se apagar.

Às 1:04

Golfe e rúgbi quase de volta

18 ago

Vi a notícia com alegria, sobretudo por saber que o segundo também tem adeptos em Alagoas. Golfe e rúgbi (foto) estão perto de retornar às Olimpíadas, em 2016, quando os jogos acontecerão em Chicago, Madri, Tóquio ou Rio de Janeiro – as quatro cidades que ainda brigam para sediar a disputa. O anúncio oficial será feito no próximo mês de outubro, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidirá se ambas as modalidades serão, ou não, agraciadas.

rugbi

Na mesma data, lembra a reportagem do Globo Esporte, será anunciado também a cidade vencedora, entre as citadas, e espero que a campeã seja o Rio de Janeiro, apesar das muitas desavenças no que diz respeito ao interesse em sediar um evento deste porte. Assim como para a escolha da cidade, os critérios de seleção das novas modalidades não são poucos. Golfe e rúgbi já deixaram para trás, em 33 quesitos, o squash (tênis entre quatro paredes), beisebol (assim como o golfe, bastante praticado nos Estados Unidos), softbol (uma derivação do beisebol, sendo praticado em ginásios cobertos), caratê (o que muito me surpreende, dada a tradição deste) e patinação, todas já excluídas da lista final.

Ambas as modalidades já estiveram nas Olimpíadas – o golfe não participa de uma desde 1904, enquanto que o rúgbi esteve representado somente até 1924. Ou seja, são anos de espera, um tabu que dezenas de jogadores alagoanos querem ver quebrado na próxima década. É o que deseja a galera do CARC, o Cães de Areia Rugby Clube, o único time que por aqui sobrevive, mesmo sem a ajuda de quem quer que seja.

A equipe surgiu com uma brincadeira de amigos. A coisa foi amadurecendo quando eles passaram a contar, ano passado, com os ensinamentos de um português chamado José Pestana Alpuim, que se dispôs a ser o técnico da garotada que treina no Posto 7, em Jatiúca.

Como é mais simples do que parece – muito parecido com o futebol, exige chuteira, meião, além, é claro, de uma bola, mas de formato oval -, o esporte tem chamado a atenção de possíveis patrocinadores, seduzidos por algumas peculiaridades, como o fato de somente o capitão ter o direito de se dirigir ao árbitro, numa atitude bem diferente da que nos acostumamos a ver no futebol, onde o homem do apito é, quase sempre, o mais xingado, dentro de fora de campo.

Apesar das dificuldades, o grupo já participa de competições interestaduais, como o Nordeste 7’s, onde conseguiram o vice-campeonato em Salvador, em novembro passado, na categoria Júnior. O feito foi considerado excelente. Também pudera, foi o primeiro torneio disputado pelo CARC, que volta a campo, no final do ano, para buscar o título inédito.

Às 0:57

Vale tudo!

26 jun

Suposto esquema de desvio de dinheiro ‘é a bola da vez’ na árdua tarefa do Rio de Janeiro para tentar sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Tudo porque a próxima sede, a capital inglesa Londres, já parece estar envolvida em escândalo que pode comprometer os planos para a maior competição esportiva do mundo.

A suspeita levou a prefeitura daquela cidade a contratar uma empresa de contabilidade para investigar irregularidades nas contas da Agência de Desenvolvimento de Londres, a ADL, responsável pela compra de terrenos onde está sendo construída a Vila Olímpica que irá receber atletas de todo o planeta.  O rombo, pasmem, já chegaria a R$ 329,3 milhões. A citada vila ‘só’ está orçada em R$ 3,2 bilhões.

O objetivo agora é saber se o dinheiro deixou de ser entregue como forma de indenização a industriais que ocupavam a área, ou se a grana foi mesmo desviada, como de costume aqui no Brasil. O sumiço, já adianta reportagem do Globo Esporte, constrange o prefeito Boris Johnson. Mas talvez até ele também esteja envolvido, já que seu vice renunciou ao cargo, acusado de corrupção.

E onde entra a capital carioca nesse meio? Simples. Na comparação – como que querendo nivelar por baixo – com o dito primeiro mundo, comprova-se que o agir de má fé não nos diz respeito, apenas. Vale tudo, muito embora ninguém tenha comemorado – ao menos oficialmente - a notícia por aqui!

Às 13:23

Doping com os dias contados

20 jun

rebeca_forteOs exames antidopings seguem evoluindo. A União Ciclística Internacional (UCI) anunciou o que a entidade já considera ser um marco na caçada àqueles atletas que, sedentos pela vitória a qualquer custo, reportam-se a substâncias proibidas. Trata-se do passaporte biológico, por meio do qual cada competidor tem de informar ao menos seis controles anuais, todos baseados nos parâmetros de medição de sangue. A tecnologia permitiu abrir investigação sobre cinco corredores espanhóis.

Prova de que estamos muito perto de banir toda e qualquer intenção de se levar vantagem, ‘quimicamente’, sobre o adversário, é um equipamento utilizado desde as Olimpíadas de Atenas e cuja capacidade impressiona: faz 250 exames por dia. Embora ainda muito caro, US$ 60 mil, ele simplesmente fareja substâncias proibidas e utilizadas com até 10 meses de antecedência.

Ou seja, está praticamente impossível não ser flagrado competindo sob o efeito de alguma droga, já que os procedimentos chegam a ser, segundo especialistas, mais criteriosos até que investigações criminais.  Quem ganha com isso é o esporte. Afinal, não custa nada levantar suspeitas de fenômenos como Usain Bolt (velocista americano) e Michael Phelps (nadador norte-americano), os grandes destaques da última Olimpíada.

Falar em doping, infelizmente, é lembrar a nadadora brasileira Rebeca Gusmão, banida das competições e que ganhou, repentina e inexplicavelmente, uma massa muscular descomunal para uma mulher – apesar de se saber que a natação esculpe corpos, alargando, por exemplo, os ombros do competidor.

E por onde anda Rebeca? Pelo que se tem notícia, até mês passado, a brasiliense ainda confiava na possibilidade de absolvição pela Corte Arbitral do Esporte, na Suíça. Hoje ela está bem mais magra e menos musculosa. Há seis meses, quando chegou a anunciar que trocaria as piscinas pelo futebol, seu corpo era o da foto acima. A um periódico do Distrito Federal, Rebeca disse que está muito próxima de seus melhores tempos. Tomara!

Às 23:47

Rio 2016: a novela

18 jun

cabralO bilionário projeto de candidatura do Rio de Janeiro às Olimpíadas de 2016 segue dando o que falar. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), falou aos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), na última quarta-feira, na Suíça. Por incrível que pareça, eles não indagaram o gestor público sobre o quesito segurança, que, ao lado de transporte público (o Rio pretende ampliar linhas de metrô e corredores de ônibus), representa um dos gargalos da campanha carioca.

Contudo, na ocasião, Cabral (foto) fez questão de tocar no assunto, lembrando o último Pan-americano, realizado na cidade maravilhosa, como exemplo. Para ele, a polícia comunitária deu mostras de que a violência pode ser contida, ao menos durante os dias de competição. Resta saber até que ponto vai o mascaramento.

É inegável que um evento deste porte trará desenvolvimento. Mas, enquanto isso, o nosso Canal do Sertão, entre outras obras que mexem diretamente com vidas humanas, segue inacabado há anos.