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Às 15:45

'Cuba Libre' em Maceió

17 ago

cubaTodos sabemos que Cuba é referência no esporte – no Pan-americano do Rio de Janeiro, ficou em segundo lugar, com 59 ouros, atrás somente dos Estados Unidos, com 97. Mas talvez o embargo econômico decretado há quase 40 anos pelos norte-americanos – o que já custou a Cuba vários milhões de dólares – parece surtir efeito negativo também no esporte, pois, no último Pan, em 2007, o país de Fidel Castro quase foi ultrapassado pelo Brasil, que conquistou 52 medalhas douradas, entre os 32 países participantes, ficando com o terceiro lugar no geral.

Mas por que lembro o país de falido regime comunista? Porque Cuba esteve aqui representada neste mês de agosto. E muito bem representada, com a vinda do técnico Francisco Acosta Garcia. Professor de luta olímpica, Acosta foi atleta da Seleção Cubana, com quem já foi campeão pan-americano e terceiro colocado no Mundial de Luta Olímpica, a qual passou a se dedicar integralmente ainda com oito anos de idade.

Acosta – que é formado em Cultura Física, curso equivalente à Educação Física no Brasil - veio a Maceió ministrar, no último dia 8, um seminário sobre a modalidade que remonta à Grécia Antiga. Para se ter uma ideia da valorização do esporte em seu país, Fracisco Acosta também se dedica à conclusão de um mestrado em Luta Olímpica. O convite, prontamente aceito pelo treinador, é fruto de um convênio entre a Federação Alagoana de Lutas Associadas (Falla) - com sede numa academia situada na Rua da Praia, no Centro da capital - e a Confederação Brasileira (CBLA).

O objetivo do seminário não poderia ter sido outro: melhorar o nível técnico dos adeptos da Luta em Alagoas. Acosta lembra que, para se praticar a modalidade, apenas força física não basta. “Também é preciso técnica, pois, como qualquer outro esporte, a Luta Olímpica exige suas defesas e contra-ataques. Por isso, em geral, o lutador costuma ser completo”, comentou o professor, em entrevista à colega jornalista e também lutadora Isabella Barros.

E o melhor de tudo. Na mesma entrevista, Acosta destaca que a Luta Olímpica não é um esporte caro. “Quando comecei, treinava só com um short”, recordou o treinador, sobre o começo que, para a maioria, quase sempre é complicado. “A malha e a sapatilha não são equipamentos caros”, reforçou.

No último mês de março, quando da disputa do Campeonato Brasileiro Sênior, em São Paulo, cinco atletas alagoanos participaram do certame que reuniu 100 lutadores de 15 estados brasileiros. Isabella Barros e Moraes Filho voltaram com uma medalha de bronze cada, ambos competindo no estilo livre. O outro é o greco-romano, onde não se usa as pernas, ou seja, o combate é centrado na parte superior do corpo, atacando-se o oponente acima da cintura – o objetivo é imobilizar os dois ombros do adversário até sua rendição.

Este mês, a Seleção Brasileira Cadete retornou da Nicarágua, após a disputa do Pan-americano, com três medalhas na bagagem e a certeza do dever cumprido – já que o apoio ao esporte não vem sendo algo fácil. As más linguas chegam a cogitar a exclusão da modalidade nos Jogos Olímpicos. Seria até um contra-senso ao maior evento esportivo do mundo e cuja própria denominação já carrega a Luta desde os primórdios. 

Às 14:23

Novas conquistas na Luta Olímpica

23 mar

O Campeonato Brasileiro Sênior de Luta Olímpica, realizado entre os dias 20 e 22 de março, reservou surpresas aos cinco atletas alagoanos que foram até Guarujá, no interior paulista, participar da competição.

A colega jornalista Isabella Barros voltou a subir no pódio, desta vez obtendo o bronze na categoria até 59 kg, estilo livre feminino. Além dela, Moraes Filho também ficou com a terceira colocação na categoria até 84 kg, estilo livre masculino. Outros dois atletas foram a São Paulo, mas retornaram ‘apenas’ com a experiência na bagagem: Sérgio Diniz, Jamerson Oliveira e o amigo Marcos Gregório. Nenhum deles participou no estilo greco-romano, que, dizem, exige um pouco mais do atleta.

Moraes Filho, o ‘chefe’ da delegação, considerou o resultado positivo. E não foi pra menos, dada a escancarada falta de apoio permanente ao esporte, ausência que culminou no reduzido número de competidores alagoanos. Duas medalhas para cinco abnegados foi um excelente resultado!

Mas justiça seja feita. Moraes fez questão de ressaltar o apoio do Governo do Estado, que custeou as passagens aéreas à disputa que reuniu 100 atletas de 15 estados brasileiros.

Às 23:41

Luta olímpica: AL é bronze em competição internacional

11 dez

luta olimpica isabelaNão brinque com ela. Caso contrário, correrás o risco de levar um golpe como este da foto, em que a amiga Isabella Barros levanta, sem dó, o colega grandalhão, apesar do esforço. Ela conquistou, nada mais, nada menos, do que uma medalha de bronze em sua estréia em competições.

E não foi uma disputa qualquer: a VII Copa Brasil Internacional de Luta Olímpica, ou luta greco-romana – que na verdade é uma derivação da primeira.Isabella viajou a Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal, onde conseguiu a terceira colocação na categoria até 59 kg.

Com ela, também viajaram os lutadores alagoanos Sérgio Diniz e Diego Moraes. E, desta vez, tenho de me render à iniciativa do Governo do Estado, que apoiou o trio, custeando as passagens, por meio da Secretaria de Estado da Educação e do ESPORTE.

Além de Isabella, também estreou em competições o lutador Diego Moraes, terminando a disputa na categoria até 60 kg na sexta posição. Também no chamado estilo livre, Sérgio Diniz terminou em quarto. A nossa atleta lembra que a Copa Brasil Internacional – que reuniu 163 atletas, sendo alguns lutadores de outros países sul-americanos (Argentina e Equador) – é a segunda competição mais importante do país, ficando atrás apenas do Campeonato Brasileiro.

Excelente notícia! Melhor ainda será se o Governo mantiver e até ampliar o apoio que aqui elogiamos.

Às 23:59

Luta Olímpica: é Alagoas no pódio

12 jun

Para quem pensa que não temos sequer adeptos na luta olímpica – o esporte do ex-BBB Zulu (uma lembrança meio pífia, mas que pode ajudar!), trago uma excelente notícia, em se tratando da falta de apoio predominante aos esportes que não o futebol. Isso porque os alagoanos Sahonnara Barbosa e João Manoel Brandão conquistaram medalhas de ouro e prata, respectivamente, no Campeonato Brasileiro Cadete e Júnior de Luta Olímpica, realizado no último fim de semana em Praia Grande, litoral de São Paulo. Mais de 200 atletas de 12 estados participaram da competição.

Enquanto João Manoel garantiu a segunda posição entre competidores com até 96 kg, no estilo Livre e categoria Júnior, Sahonnara venceu por WO (a oponente não compareceu), também no estilo Livre, categoria Júnior até 44 kg. Como se não bastasse, ela garantiu vaga, sem suar o maiô (vestimenta utilizada durante a luta), no Sul-americano do Equador, a ser realizado ainda neste mês.

Os dois lutadores alagoanos receberam ainda um convite da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA) para aperfeiçoarem suas técnicas no Centro de Treinamento de Luta Greco-romana, em Brasília, com direito a alojamento, alimentação, escola e ajuda de custo – algo que eles nunca esperavam conseguir aqui em Alagoas. Por lá, eles terão a oportunidade de crescer num esporte, que, literalmente, só reúne guerreiros, dentro e fora do tatame.

Os campeões alagoanos, na foto, estão de maiô preto. Agradeço o envio da notícia à amiga Isabella Barros, jornalista entusiasta da luta olímpica e também praticante de kung-ku.