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Às 15:34

Alagoano vence no jiu-jitsu

2 set

Alagoas não para de brilhar. Desta vez foi o viçosense Gustavo Vasconcelos quem triunfou em mais uma competição internacional. Apesar de beirar o quadragésimo ano de vida, Gustavo esbanjou técnica e muita força de vontade ao conquistar o vice-campeonato no Mundial de Jiu-jitsu realizado em agosto passado, em São Paulo. Agora são 13 as medalhas no vasto currículo, que já o credencia a nova vitória neste mês de setembro, quando disputa o Mundial Olímpico, em competição a ser realizada em Salvador-BA.

Professor da modalidade em escolas da ‘Princesa das Matas’ – como é apelidada a querida Viçosa –, Gustavo ainda encontra disposição para formar atletas tão bons quanto ele, já que três de seus alunos também já garantiram presença na mesma disputa: os servidores Ricardo Alves e Marcos Barbosa, além do professor universitário Tiago Tito, todos inscritos entre os iniciantes (faixa branca).

Em São Paulo, Gustavo Vasconcelos – que conta com o apoio da Prefeitura de Viçosa – desbancou dois norte-americanos e um chileno, sendo derrotado, por um compatriota, somente na grande final.

Para a colega assessora Thácia Simone, Gustavo contou que não esperava chegar à decisão, afirmando ter crescido durante a luta mediante a tentativa de intimidação pelos adversários – o que é natural ao esporte, sobretudo em modalidades onde o contato físico é inevitável.

E Gustavo não para por ai, sempre buscando meios de continuar crescendo no jiu-jitsu – modalidade que, definitivamente, abandonou a alcunha de hobby dos ‘bad boys’ cariocas, movimentando milhões de dólares em todo o mundo. Em dezembro passado, por exemplo, Guga participou do Word League Pro Jiu-Jitsu, competição realizada em São Paulo, onde desembarcou com o intuito inicial de ganhar experiência. No entanto, o modesto objetivo logo foi superado por uma valiosa medalha de prata em sua categoria.

Mais um motivo para o patrocínio do lutador (no mais abrangente significado da palavra) ir além da louvável iniciativa da Prefeitura de Viçosa.

Às 1:54

Vicente Júnior é bicampeão nos EUA

5 mai

junior24O atleta carioca, mas já naturalizado alagoano, Vicente Júnior, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio no início deste mês.

Isso porque, no último dia 1º de maio, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde se sagrou bicampeão do New York Open em sua categoria, a master, faixa preta e peso pluma.

Na última luta, Vicente pisou o tatame para finalizar o japonês Nobi Katsuyuki, com um golpe conhecido no jiu-jitsu como arm-lock.

Depois de conquistar o bronze no Panamericano da modalidade, também em território yankee, Vicente agora dá continuidade aos treinamentos visando à disputa do Mundial, que, neste ano, será realizado na Califórnia.

Vale conferir o vídeo da luta decisiva desta fera cujo coração consegue ser maior do que o talento quando vestido com um quimono:

Às 13:02

Bianca é campeã mundial

18 jun

 bianca

- Com assessoria 

Bianca Andrade Barreto - atleta alagoana patrocinada pelo Sesi e atual campeã brasileira de Jiu-jitsu na categoria adulto, peso pena - voltou a brilhar no início deste de mês, desta vez nos Estados Unidos. A faixa-preta conquistou o pentacampeonato na 14ª edição do Mundial da modalidade, realizado entre os dias 4 e 7, no Ginásio State University Domingues Hilss, em Los Angeles, Califórnia.

Acostumada a vencer, Bianca desbancou, na semifinal, a norte-americana Jenniffer Petrina, que dividiu a 3ª colocação com a brasileira Fabiana Borges. Já na grande decisão, Bianca precisou de apenas 30 segundos para atropelar a japonesa Sayaka Shioda. Mais um grande triunfo da família Gracie Barra.

Às 1:03

Alagoano participa do Brasileiro de Jiu-jitsu

15 mai

ederMais um alagoano vai tentar a sorte no Campeonato Brasileiro de Jiu-jitsu. Trata-se do jovem Éder Paiva (de branco, na foto), o Edinho, discípulo do professor Diojone Farias – da Academia Gracie Barra.

Éder viajou nesta quinta-feira para o Rio de Janeiro, onde volta a pisar o tatame no próximo fim de semana, competindo, na categoria pesadíssimo/absoluto, no Tijuca Tênis Clube.

“Estou fazendo um trabalho específico de perda de peso para que eu possa ter mais mobilidade nas lutas. Espero subir ao pódio mais uma vez”, comenta o lutador, que conta com o apoio da fábrica de polpa de frutas Santa Luzia.

Éder, atual campeão estadual, está no esporte desde 1998. Há pouco tempo, chegou ao ponto de não poder lutar devido a uma outra briga, aquela travada com a balança e natural à maioria dos esportes de contato, sobretudo na categoria em que compete. “Para muitos, o chão é o limite, mas para mim, é apenas o começo”, entusiasma-se o lutador, que dedica seis exaustivos dias de sua semana aos treinos.

Tudo para um dia ser reconhecido nacionalmente e, quiçá, conhecer os Estados Unidos, realizando assim um sonho de infância, como relatado pelo próprio. Que Éder consiga não apenas conhecer, mas competir e vencer em solo yankee, assim como já fizeram seus ídolos, Diojone e Bianca Andrade (ambos de preto, na foto), campeões mundiais.

Às 0:48

Vicente Júnior: um 'alagoano' tantas vezes campeão

3 set

Ele é carioca, mas alagoano ‘de coração’! O lutador de jiu-jitsu Vicente Júnior (de quimono preto) voltou a subir no lugar mais alto do pódio, desta vez disputando o Mundial Esportivo 2008, realizado em julho passado, no Ibirapuera, em São Paulo. Vicente venceu as três lutas que disputou, todas com finalizações que, embora pouco conhecidas, equivalem-se ao ippon do judô ou ao nocaute do boxe.

Com um ‘arm lock’, um ‘triângulo’ e um ‘mão de vaca’, Vicente – que é faixa-preta – foi o melhor na categoria peso pluma na competição que reuniu, nada mais, nada menos, que três mil atletas e 124 academias.

Vicente lembra que não esperava conquistar o título, pois, além das já tradicionais dificuldades para competir representando Alagoas – como a eterna falta de patrocínio à maioria de nossos atletas –, teve de se recuperar do trauma de ter sofrido um acidente de carro neste ano.

Felizmente, o reconhecimento veio quando de seu retorno. Em Rio Largo, onde, mesmo sem apoio, ele iniciou um projeto social, Vicente desfilou em um carro do Corpo de Bombeiros. E com a convicção de quem já teve a oportunidade de conhecer seu trabalho de perto, afirmo sem medo: Vicente é um lutador dentro e fora do tatame. Volto a agradecer à jornalista Isabella Barros, que me comunicou mais este grande feito. Parabéns Vicente!

Às 0:29

Mais medalhas em torneio internacional

31 jul

Agora foi a vez de duas feras do jiu-jitsu conquistarem medalha para Alagoas em um torneio internacional. Os jovensAlan Fagundes dos Santos, de 17 anos, e Teovânio Alves, 16, suaram o quimono no último final de semana, na cidade maravilhosa, onde conseguiram – respectivamente – as medalhas de ouro e bronze, cada um em sua categoria. E o desafio não foi para qualquer um: o Rio Internacional de Jiu-Jitsu, competição organizada pela Confederação Brasileira.

Alan (à esquerda da foto), que, assim como o colega lutador, é faixa-azul, venceu na final o atual campeão brasileiro, o carioca Cainan Vidal, da mais tradicional academia de jiu-jitsu do Rio de Janeiro – considerada a capital mundial do esporte –, a Gracie Barra (que, em Alagoas, tem como grandes representantes o casal Diojone Farias e Bianca Andrade, que já cansou de ser campeã em tudo que disputa).

O técnico de ambos (no centro da foto), Aldo Correia – que coordena o Projeto Futuros Atletas (que funciona em Coruripe e, com o apoio da prefeitura local, que até já foi noticia no Fantástico como exemplo de apoio ao esporte como instrumento de inclusão social) –, acredita no potencial da dupla.

Às 0:11

Bianca: a melhor do mundo!

17 jun

Assim é a alagoana Bianca Andrade, que, neste mês de junho, conquistou mais um grande título a sua consagrada carreira no esporte ainda rotulado, equivocadamente, por alguns como violento. Bianca venceu a francesa Lourance Coursin, em luta realizada na Universidade da Califórnia. Bianca, que é treinada pelo professor Diojone Farias, da Gracie Barra, conta com o apoio do Sesi, Probiótica e Mormaii.

A alagoana é um exemplo de dedicação à modalidade. Sempre contornando a falta de apoio, inclusive pela mídia, Bianca não cansa de trabalhar para formar novos atletas, capazes de, como ela, figurar entre os melhores do país. “Fiz uma final emocionante”, disse Bianca, em entrevista à Gazeta de Alagoas, a quem também revelou ter eliminado a japonesa Saiaka Shioda, seu carrasco no Mundial do ano passado, nas semifinais da competição.

Além de mais uma medalha a sua galeria, Bianca também é a atual campeã brasileira e mundial de jiu-jitsu sem kimono – este título também conquistado nos Estados Unidos.

Às 20:59

Vicente Júnior: vitórias dentro e fora do tatame

2 abr

Se brigar contra a falta de patrocínio já é difícil, imagine ter de pisar um tatame, sem as condições adequadas encontradas pelo adversário, para encarar alguém escancaradamente mais preparado. Quem já passou, por diversas vezes, por situações do tipo foi o lutador de Jiu-jitsu carioca, mas alagoano por natureza, Vicente Júnior. Com nove títulos estaduais e uma medalha de bronze conquistada no Mundial da modalidade em 2004, no Rio de Janeiro (o país deste esporte), Vicente já levou muitos ‘nãos’ aos buscar apoio em Alagoas.

Mas o ‘esquecimento’ por parte das iniciativas pública e privada não desanimou Vicente, que logo encontrou forças para, ‘aos trancos e barrancos’, desenvolver um trabalho social na periferia do município de Rio Largo. Por lá, dezenas de crianças e adolescentes encontraram, no jiu-jitsu, estímulo para ignorar os obstáculos da vida.

Apesar da mais importante conquista de sua carreira na cidade maravilhosa, o bronze na disputa internacional não foi capaz de desbancar a “pelada estadual”. Quando procurou um meio de comunicação local para divulgar seu feito, foi-lhe inventada a desculpa de que teria de esperar pelo mês em que o futebol pára no Brasil, dezembro, para que uma matéria fosse publicada sobre a sua vitória. Dá para acreditar?

De fato, o futebol sempre será prioridade num país que respira o esporte. Mas, no caso de Vicente, uma exceção teria de ser aberta de qualquer maneira. Mas, para quem começou a competir com quimonos costurados a mão pela própria mãe – tendo, inclusive, a se acostumar com o comportamento preconceituoso de alguns –, isso não foi nada. Difícil foi ter de aceitar sua não participação em um torneio que reuniu, ano passado, atletas de toda a Europa em Lisboa, Portugal, por falta de recursos.