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Às 0:14

Torben mira mais um título

14 out

Torben Grael – não confundam com o outro Grael, o irmão Lars, que perdeu uma das pernas devido à irresponsabilidade de um louco que jogou sua lancha por sobre o velejador, na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro. Trata-se, como já conhecido por todos, de um belo iatista brasileiro que completou, em junho passado, 49 anos de muitas glórias no esporte. O velejador descendente de dinamarqueses é o detentor do maior número de medalhas olímpicas no país, com dois ouros em Atlanta e Atenas, uma prata em Los Angeles e um bronze em Sidney.

Eis que, mesmo sem ainda pensar em aposentadoria – dando a volta ao mundo em um barco, sempre desafiando as adversidades do tempo e, sobretudo, os mistérios de sua casa, o mar -, Grael já é novamente cogitado para abocanhar mais um importante prêmio. Desta feitam ele poderá ser eleito o velejador do ano pela Federação Internacional de Vela. Para levar o caneco, irá disputar com outros quatro colegas de profissão: dois franceses, um britânico e um australiano. O vencedor sairá no próximo dia 10 de novembro.

Por aqui, sábado passado, o esporte de Torben Grael tomou a poluída Lagoa Mundaú, palco de mais uma edição do Ecovela Braskem, que reuniu mais de 200 competidores, entre velejadores profissionais e pescadores da região. Ao todo, 131 embarcações, de cinco categorias, coloriram o cenário que, há muito, necessita urgentemente de uma ação eficaz por parte de nossos gestores públicos.

A Braskem, consciente de seu papel social, voltou a levar à comunidade do entorno da lagoa dicas de como preservar o meio ambiente que o cerca, por meio da já tradicional gincana ecológica. Uma iniciativa que Torben Grael certamente aplaudiria.

Às 2:43

Nada de boneca!

15 mai

bonecaA ‘louca’ da foto quer entrar para o famoso Livro dos Recordes. Jessica Watson, que ainda vai completar 16 anos na semana que vem, pretende se tornar a pessoa mais jovem a dar a volta ao mundo sob o comando de um barco, sozinha e sem escalas. O objetivo é superar a marca de outra garota, de apenas 18 anos e que conseguiu a façanha em 1999.

Jessica espera completar o percurso de 40 mil quilômetros em alto mar em menos de um ano. Tarefa que muita menina da mesma idade não desejaria fazer, nem que lhe pagasse. Para a maioria, nada melhor do que a terra firme, cinema, shopping e paqueras.

Jessica, é claro, terá todo um aparato de segurança a seu redor, em caso de emergência. Não há como negar que ela daria mais para modelo do que para velejadora. Mas se a adrenalina está no sangue, então boa sorte! Afinal, o mar dos tubarões (a Austrália também é mundialmente conhecida pelo terror de peixe) é o primeiro de muitos a percorrer.

Às 0:39

Olha a onda!!

6 fev

Iatismo Scheidt

Mais um post cuja foto encanta por si só. Trata-se do veleiro Luna Rossa, que tem como um dos tripulantes o melhor velejador brasileiro Robert Scheidt, bicampeão olímpico da classe Star. A imagem, do Globo Esporte – que acompanha as eliminatórias da Regata Louis Vuitton (sem querer, faço propaganda da caríssima bolsa feminina), na Nova Zelândia – é digna de prêmio.

A embarcação, apesar das fortes ondas, segue com chances de chegar à final. Desafiar o mar nunca foi fácil!

Às 13:29

Australianos 'driblam tubarão' e vencem regata

28 dez

Imaginem o susto, mesmo a quem já encara o mar – e sua misteriosa imensidão – como um amigo! Os tripulantes do barco australiano Wild Oats XI foram surpreendidos, neste domingo, por um ousado tubarão que quase botou a perder o tetracampeonato da equipe na Sidney Hobart, tradicional regata sempre realizada no fim de ano no país dos tubarões. Ou seja, era de se esperar.

Mas o inusitado é que o bicho, do nada, mordeu o barco e furou o leme, obrigando os tripulantes a fazerem uma rápida parada para o conserto. É o velho ditado: todo o cuidado é pouco em território inimigo.

Superado o tubarão, os campeões cruzaram a linha de chegada com um dia, 20 horas, 34 minutos e 14 segundos. Situações do tipo nos fazem recordar o drama – felizmente pouco noticiado nos dias atuais – de surfistas pernambucanos.

Lembro-me também de uma ocasião em que, ‘metido a surfista’, arrisquei-me nas ondas da Praia do Francês. Avistar um golfinho – eles sempre dão as caras por lá - foi o suficiente para me fazer desistir. Deus me livre!

Às 0:30

O mais rápido do mundo

30 out

GraelO veterano iatista brasileiro Torben Grael, 38, obteve mais uma conquista em sua gloriosa carreira construída nos mares Brasil afora. Nesta quarta-feira, quando da disputa da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, o barco comandado pelo descendente de dinamarqueses atingiu a maior velocidade entre os barcos a vela ao completar o trecho de 1.084 km em 24 horas, alcançando uma velocidade média de 45,2 km/h.

Torben destacou os bons ventos como o fator positivo. Em contrapartida, lembrou os problemas inerentes ao navegar noturno, com as ondas que costumam surgir ‘de repente’ sem a luminosidade da lua por sobre o mar. Se o escritor baiano Jorge Amado com Grael estivesse, também sentiria falta ‘dos cabelos de Iemanjá’ – quem já leu ‘Mar Morto’ sabe do que estou falando.

Mas, desculpando-me pela digressão, Torben Grael ainda garantiu que, se as condições do mar da cidade do Cabo, na África do Sul, estivessem melhores, a embarcação teria atingindo uma velocidade ainda maior.

Para quem foi levado a velejar a partir dos cinco anos de idade pelo avô, arriscar-se ao mar desta forma é como dirigir na madrugada, com o trânsito completamente livre. Só para lembrar: Grael já conquistou, nada mais, nada menos, que quatro medalhas olimpícas: Atenas (2004), Sidney (2000), Atlanta (1996) – todas na classe Star – e Los Angeles (1984), na classe Soling – em que o barco é para três tripulantes, geralmente mesclando velejadores jovens e de mais idade, acima dos 40 anos.