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Às 23:42

O melhor jóquei do Brasil

27 ago

Juvenal, ao lado do cineasta Hermano Figueiredo

Juvenal Machado. O melhor jóquei do Brasil. Poucos conhecem a história desse senhor de mais de 50 anos de idade e que, somente agora, foi merecidamente homenageado pelos serviços prestados ao esporte. Nascido em Delmiro Gouveia, no alto sertão alagoano, Juvenal partiu para o Rio de Janeiro, em busca de uma vida melhor (como todo bom retirante nordestino), logo quando completou 15 anos. Na cidade maravilhosa, passou a cuidar de cavalos.

Ai já viu. Pegou gosto pela coisa e acabou se transformando numa lenda contada no documentário ‘Lá vem o Juvenal’, que será lançado no próximo dia 30. Em Alagoas, a produção – que contou com o apoio do Governo do Estado (Téo Vilela deu R$ 60 mil) – será exibida somente no dia 5 de outubro, no Teatro Gustavo Leite, no bairro de Jaraguá, em Maceió, e no dia 9, em Delmiro Gouveia, sua terra natal.

No Rio, Juvenal foi pentacampeão do tradicional Grande Prêmio do Brasil. Com o feito, ganhou o apelido de Garrincha do Turfe. Afinal, foram nada mais, nada menos, que quatro mil vitórias em 32 anos de carreira.

Na foto, o ex-vaqueiro é o baixinho, ao fundo. O de bigode é o vereador por Delmiro Gouveia, Edvaldo Nascimento (PCdoB), um admirador incontestável de Juvenal e que já bateu de frente com alguns coronéis daquela região. Já o cara do meio é o cineasta e diretor do documentário, Hermano Figueiredo, outro indiscutível incentivador da cultura local e pai do meu amigo Adso, outro apaixonado por cinema.

Às 2:48

O milionário hipismo

22 ago

horse

A foto mostra apenas uma parte da milionária estrutura montada na Sociedade Hípica do Rio, no início deste mês, para a realização da sétima etapa do Athina Onassis Horse Show, competição que reuniu os melhores conjuntos do hipismo mundial aqui no Brasil. O torneio, uma promoção da mulher e amazona mais rica do mundo, a francesa Athina Onassis (cujo império é avaliado em R$ 30 bilhões), impressionou em tudo. Vamos aos números.

Beleza, neste esporte, é quase tudo. Talvez por isso o hipismo, de fato, seja uma atividade para poucos, tamanha a ostentação observada entre um salto e outro. O Grande Prêmio custou nada mais, nada menos, que R$ 2,2 milhões. Entre os astros participantes, o cavalo mais barato custa R$ 1,4 milhão. O mais caro, a bagatela de R$ 14 milhões. Juntos, todos os animais da competição foram avaliados em mais de R$ 400 milhões.

Como não poderia deixar de ser, os quadrúpedes recebem tratamento vip, tratamento este que muita gente tem a oportunidade de desfrutar apenas em sonho. Se o amigo internauta, por exemplo, vencesse a Mega-Sena ou uma edição do Big Brother, desembolsaria, digamos, R$ 1 milhão para comprar um cavalo? Estou quase certo que não, dado o risco do investimento em um patrimônio vivo.

Não quero com isso desestimular os apaixonados por cavalo. Em Alagoas, tem-se conhecimento de alguns animais de competição que ultrapassam R$ 100 mil cada. Daria para comprar um bom carro zero quilômetro, ou uma casa novinha. Se entrarmos no mérito da questão e enveredarmos para o futebol, aí sim a discussão ganhará força. Afinal, tudo na vida é dinheiro.

Mas deixemos este assunto, diante de uma realidade com tantos pobres assalariados, para depois.

Às 15:10

Cavalaria da PM é vice-campeã em Sergipe

20 mar

A equipe hípica do Regimento de Polícia Montada Dom Pedro I da Polícia Militar de Alagoas conquistou, nos últimos dias 13, 14 e 15 deste mês, o vice-campeonato na 2ª edição do Concurso de Saltos da Polícia Militar de Sergipe, em Aracajú, capital daquele estado. Também participaram da competição, onde Alagoas esteve representada por sete conjuntos, militares dos estados da Paraíba, Bahia, Espírito Santo e Goiás.

pm

Destaco a terceira colocação geral na Série Intermediária (com obstáculo de 1 metro de altura) obtida pelo segundo tenente e amigo de infância Diego Vieira, que chegou ao pódio montando o cavalo Bejú. Confira, abaixo, os demais resultados da equipe alagoana:

tabela_pm 

Às 13:42

A gente acha que já viu tudo…

18 fev

Idiotas HipismoQuando a gente acha que já viu tudo, eis mais uma surpresa! Uma disputa, no mínimo diferente, chamou a atenção da imprensa esportiva em Nova Zelândia, apesar de esta nova ‘modalidade’ do turfe não mais ser novidade por lá. É que, em Auckland, jóqueis deixaram as calças de lado para correr, pasmen, apenas com cuecas e calcinhas.

A já tradicional loucura foi somente para homenagear o aniversário de 75 anos do turfe com roupas íntimas. Por aqui, não se tem notícia de qualquer corrida de cavalos em que homens e mulheres disputem ‘sem roupa’.  

Para quem nunca acompanhou uma competição do tipo – mas com cavaleiros e amazonas devidamente vestidos -, o turfe surgiu na Inglaterra no pomposo século XVII, quando eram selecionados os melhores cavalos. Com o tempo, surgiu a preocupação em se cruzar os melhores animais europeus, nascendo então a raça denominada puro sangue inglês – termo que chega a ser meio nazista, mas tudo bem!

Somente no século XIX é que os cavalos começaram a correr, competitivamente, no Brasil. Hoje, já se tem grandes hipódromos, como os de São Paulo, Paraná, Goiás e Rio de Janeiro, sede do Jockey Clube Brasileiro (JCB). Já Maceió não dispõe de um desses (foto abaixo), mas tem uma pista de hipismo – no Parque da Pecuária – que até recebe competições do Norte e Nordeste, onde alguns alagoanos já se destacam.

Nos hipódromos, como em um circuito oval do automobilismo, a exemplo da tradicional pista de Indianápolis (que marca a Fórmula Indy), os competidores, nos chamados páreos – daí a origem da palavra no linguajar mais popular -, correm admirados por um público diverso, assim como no futebol, onde existem a geral, as arquibancadas e as cadeiras especiais.    

Hipódromo Rio

Para conhecer um pouco mais deste esporte, vale acessar a página do CJB.

Às 22:22

De novo a PM: desta vez no hipismo

3 dez

PM cavalaria Diego 

Cavaleiros do regimento de polícia montada da Polícia Militar de Alagoas conquistaram, nos últimos dias 28, 29 e 30 de novembro, em Salvador, cinco medalhas na disputa do 4º Concurso de Saltos das Polícias Militares do Brasil. Um dos melhores resultados foi o do meu amigo tenente Diego Vieira (no lugar mais alto do pódio), campeão na série com obstáculos de até 1 metro.

Para o comandante da cavalaria, tenente-coronel Wilson da Silva, as vitórias são motivo de orgulho à corporação, já que Alagoas, representada com seis atletas-policiais, competiu contra 80 conjuntos (cavaleiros e animais).

Que a PM reproduza este empenho nas ruas de Maceió, melhorando o ‘aproveitamento’ na periferia da cidade. Se bem que alguns questionam a efetividade do patrulhamento com cavalos – desde os primórdios do comunismo, fala-se da estratégia das bolas de gude para derrubar os animais. Então melhor trocar as quatro patas pelas quatro rodas motorizadas.

Às 23:27

Que coisa feia para um cavaleiro

9 out

PessoaPois é. Vê-se de tudo no esporte. Até um cavaleiro que, à galope, dopa o animal para tentar vencer uma competição. Foi o que fez o brasileiro Rodrigo Pessoa com o cavalo Rufus, flagrado no exame anti-doping nos Jogos de Pequim. Pessoa, que foi medalha de ouro em Atenas, acabou suspenso por quatro meses e ainda teve de pagar uma multa de US$ 1,7 mil. E o pior: perdeu o 5º lugar obtido, na última Olimpíada, na prova individual de saltos, assim como a 10ª posição por equipe. Que vergonha!

A Federação Eqüestre Internacional (FEI) frisa que é responsabilidade do cavaleiro assegurar que seu animal não ingeriu nenhuma substância proibida. Ou seja, ou Pessoa largou o cavalo, deixando-o comer qualquer porcaria, ou o fez comer algo que, às regras do esporte, não devia. É lógico que a segunda opção é a mais provável. Contudo, depois veio a se comprovar que a substância detectada é comumente usada para tratar problemas de saúde dos animais, que, apesar do zelo, devem sofrer bastante com a rotina de treinamento. A sorte de Pessoa é que a Federação ainda lhe deu uma colher de chá, reportando-se à ‘conduta ilibada’ do desportista. Mas a ‘moda’ parece ter pegado – para infelicidade dos quadrúpedes. Um colega do ainda maior cavaleiro brasileiro, Bernardo Alves, também foi acusado de dopar o cavalo ‘Chupa Chup’. Que nome para ‘alguém’ acusado de doping! Dizem que para tudo há uma primeira vez. Todo mundo desliza nessa vida. Só não se pode persistir no erro.

Às 21:19

Alagoas volta a brilhar no hipismo

18 set

Eis um esporte bonito, elegante e caro. Assim é o hipismo, que, em Alagoas, tem representantes à altura do investimento necessário. No último fim de semana, nossos cavaleiros e amazonas participaram da 5ª etapa do Circuito Norte-Nordeste, realizado na Sociedade Hípica, no Trapiche da Barra, em Maceió. E eles conquistaram, nada mais, nada menos, que 14 dos 36 troféus em disputa.

O grande destaque foi José Arnaldo Beltrão Neto, que conquistou três títulos na categoria mini-mirim, série extra – as séries são as variações dos obstáculos que os cavalos de cerca de R$ 100 mil precisam superar. E se engana quem pensa que o mérito é apenas do animal. Basta montar os ‘monstros’ lá abrigados para se descobrir que, sem técnica, as relíquias de quatro patas simplesmente não lhe obedecem.

O próximo desafio dos cavaleiros, amazonas e seus respectivos animais de estimação será em São Luís do Maranhão, na disputa da 6ª etapa do torneio, entre os dias 24 e 26 de outubro. Vale a pena continuar a buscar, mesmo que eternamente, a perfeição: por aqui, foram distribuídos R$ 22 mil em prêmios. Nada mal para um Estado em que muita gente sequer dispõe de um lugar apropriado para treinar.