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Às 23:13

Alagoano na seleção brasileira

30 mar

carlos_felipe1Há muito o garoto alagoano chamado Carlos Felipe se destaca no handebol. Atleta do Sport Club Corinthians Alagoano, Felipe foi convocado pelo técnico Bruno Maziero, mais conhecido como Macarrão, para integrar a seleção brasileira juvenil, que se prepara para a fase classificatória dos Jogos Olímpicos da Juventude. A competição será realizada no próximo mês de agosto, em Cingapura, reunindo cerca de 3.600 atletas, entre 14 e 18 anos, de todos os 205 países filiados ao Comitê Olímpico Internacional (COI), disputando medalhas em 26 modalidades.

Carlos Felipe já detém um currículo invejável no esporte. É vice-campeão brasileiro cadete, campeão das copas Norte e Nordeste de Seleções, além de cinco0 vezes campeão alagoano, e duas vezes vice-campeão das Olimpíadas Escolares. Tantos importantes títulos credenciaram-no à vaga ora conquistada, passando a integrar um seleto grupo de 22 atletas, representantes dos estados do Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas e Pernambuco.

Antes disso, porém, Carlos Felipe e a seleção brasileira juvenil treinam em Blumenau visando à disputa de outra grandiosa competição: o Pan-Americano da categoria, que será disputado de 13 a 17 de abril, em Balneário Camboriú, interior de Santa Catarina. O certame vale, além do título das Américas, a tão sonhada vaga para os Jogos Olímpicos da Juventude.

Entusiasmado, Macarrão destaca já haver um entrosamento do grupo, acompanhado por ele durante três anos. Com a homogeneidade do time que, segundo ele, tem se fortalecido nos três quesitos do esporte (físico, técnico e tático), o treinador da equipe juvenil esperar ir além da conquista da vaga para o torneio em Cingapura.

Contudo, muitas águas vão rolar até o início da seletiva. Afinal, Macarrão ainda precisa eliminar seis dos 22 atletas que têm à disposição. Carlos Felipe, para nossa alegria, certamente estará entre eles.

Às 19:38

Cadeirantes agora com handebol

14 ago

handebol_adefal

Pois é. Depois do sucesso do basquete entre atletas portadores de deficiência física – os chamados cadeirantes -, agora é a vez de o handebol ganhar a simpatia dos mesmos. No último sábado, 8, a Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) realizou um curso para dezenas de interessados em praticar a modalidade que, se entre os ditos já é considerada difícil, imagine entre aqueles que precisam fazer duas coisas ao mesmo tempo: dominar bola e cadeira de rodas.

O professor Décio Roberto Calegari, responsável pelo curso, destaca a importância do esporte como instrumento de inclusão social.  Décio, que ’só’ é doutor em Educação Física Adaptada pela Universidade Paranaense (Unipar), explica ter recorrido à ciência para levar o handebol aos deficientes. Conta que os resultados, benéficos, é claro, foram comprovados por meio de estudos realizados na própria universidade e já encaminhados, inclusive, ao congresso da última Paraolimpíada, em Pequim, na China.

Não é à toa que estamos entre os primeiros nas disputas entre os atletas portadores de deficiência física. Dos 69 países participantes da Paraolimpíada de 2008, ficamos em nono lugar, com 47 medalhas, sendo 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze. No topo da tabela, a rivalidade permanece entre as nações campeãs com os atletas ditos normais: China e Estados Unidos, campeã e terceira colocada, respectivamente.

O curso, realizado na Faculdade de Alagoas (FAL), também contou com o apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel) – ninguém pagou nada. É torcer para que iniciativas do tipo continuem a ter o devido apoio. Os cadeirantes – já com tantos problemas no dia a dia em um lugar onde a acessibilidade (e o respeito à diferença) é quase zero - agradecem!

Às 0:14

Copa Guerreiros surpreende em números

24 abr

handebol_alA tradicional Copa Guerreiros de Handebol, que se ausentou do calendário esportivo alagoano em 2008, voltou ao cenário da modalidade, para a alegria de seus milhares de adeptos no estado. Foram 1.300 atletas de 102 equipes, na sétima edição do torneio já considerado um dos melhores Nordeste.

E para coordenar uma competição com tanta gente, foram muitas horas sem dormir entre os mais de 200 dirigentes, que também receberam um representante da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que veio avaliar a organização do certame, e, com certeza, deixou Maceió com uma boa impressão, após os quatro dias de disputas – que reuniram atletas de todas as categorias, do pré-mirim ao adulto.

Entre os que participaram da competição com idade entre 15 e 16 anos, uma motivação a mais: a presença, na capital alagoana, do técnico da Seleção Brasileira cadete, André Diniz.

O grande vencedor desta edição da Copa Guerreiros foi o Colégio Monteiro Lobato, que inscreveu sete equipes. Em segundo ficou o Madalena Sofia, e, em terceiro, o Corinthians/Santa Amélia.

Às 13:39

Juninho vai brilhar na França

2 abr

juniorJuninho ou Marinho. Tanto faz como, os mais íntimos, queiram chamá-lo. Refiro-me a João Marinho Falcão Júnior, que, com apenas 18 anos, já está na França tentando um futuro melhor. Em Ninis, ele fará testes, na categoria júnior, buscando por lá a profissionalização. Independentemente de qualquer coisa, Juninho já é considerado um grande vencedor por todos.

Tudo começou quando o talento do jovem atleta alagoano despertou o interesse do treinador francês Gean Nita, que observara o jogador participando de curso no Maranhão. Foi quando o tal francês deciciu lhe fazer um convite irrecusável: conhecer o melhor handebol do mundo.

Por aqui, ele já vestiu as cores do Colégio Santa Amélia e do Corinthians Alagoano. E o mais curioso é que sua genitora, além de mãe coruja, foi quem lhe deu as primeiras orientações no esporte. A técnica Edleuza Rocha, acompanhada de dezenas de amigos do garoto, emocionou-se com a despedida do filho, na última terça-feira, no aeroporto Zumbi dos Palmares.

Humilde, Juninho disse precisar ganhar massa muscular para poder ‘dividir bola’ com os grandalhões europeus. “Vou ter que malhar muito”, declarou ele, que fez questão de frisar que sua despedida não é um adeus, mas um longo até breve.

Torcemos para que este ‘até breve’, de fato, estenda-se por alguns meses, a fim de que o atleta possa se firmar no handebol francês, e, à Alagoas, retornar apenas para merecidas férias. Boa sorte Juninho!

Às 1:29

Handebol: Brasil ganha Mundial feminino

6 fev

A confirmação é da Federação Internacional, para a felicidade de Manoel Luiz Oliveira, presidente da Confederação Brasileira da modalidade, e ‘delírio’ das meninas do handebol tupiniquim. A escolha, segundo ele, foi fruto de um consenso com os demais candidatos, que desistiram em prol da candidatura brasileira. O que pouco importa.

Os jogos serão realizados em Santa Catarina, cuja infra-estrutura nos municípios escolhidos (a capital Florianópolis é um deles) agradou a organização do evento, visto que o projeto foi aprovado por unanimidade. Uma grande vitória para quem ainda colhe prejuízos com as chuvas que devastaram o estado.

Vitória, contudo, que custará caro: R$ 18 milhões, fruto de diversas parcerias, segundo Oliveira. Mas muitas águas vão rolar até 2011. E tenho certeza de que nosso bom Deus não permitirá que elas retornem com tanta força por sobre Santa Catarina.

Força mesmo, só a das meninas da Seleção Brasileira – que vêm evoluindo gradativamente desde a conquista do Pan de 1999, apesar de, na última Olimpíada de Pequim, terem brigado apenas pela nona colocação.

Às 13:09

Handebol na areia é para quem agüenta!

8 mar

Já imaginou marcar um gol e somar dois pontos? Ter um jogador expulso e poder substituí-lo por outro no decorrer do jogo? ‘Regalias’ assim só no handebol de areia, que, não menos fácil que o futebol, exige muita agilidade daqueles que precisam se adaptar às características de um esporte que começa a chamar a atenção, sobretudo nas cidades agraciadas pelo extenso litoral nordestino. Na manhã deste domingo, acompanhei algumas das partidas da I Copa ‘AL Esporte’ de Handebol de Areia, cujas disputas aconteceram na areia da praia de Ponta Verde, em Maceió.

O forte calor e a dificuldade em controlar a bola no solo ‘fofo’, onde não há condições de tocá-la ao chão, são algumas das dificuldades. Além disso, cada penalidade (cuja distância em relação à trave é menor) vale dois pontos, assim como os gols mais trabalhados, em que se observa uma jogada construída com agilidade.

Mas algumas regras até lembram outras modalidades, como o basquete, onde o time tem um tempo limite para fazer o arremesso final. No handebol de areia, o chamado jogo passivo – onde a equipe começa a tocar a bola em demasia – também é punido com a reversão do jogo.

Abrindo a transmissão do AL Esporte – quase que totalmente dedicado às mulheres, por ocasião do Dia Internacional da Mulher –, da TV Gazeta, enfrentaram-se as equipes do Cecepe B e do Cefet (já com tradição no handebol de quadra, mas, na areia, acabou derrotada por dois tempos a zero).

A diretora técnica da Federação Alagoana de Handebol, Márcia Medeiros, em entrevista ao apresentador Madson Delano, explicou que, apesar de Alagoas estar entre os melhores do Nordeste, ainda falta muito para que a modalidade ganhe força a nível nacional. E o problema todos já conhecem: a falta de apoio.

Este grande obstáculo, contudo, já começa a ser ignorado por verdadeiras abnegadas, como bem mostrou o AL Esporte, homenageando talvez o maior exemplo de dedicação ao nosso esporte. Com o Esporte Clube Alagoas, o ECA, Dona Esmeralda resiste à conivência do poder público – digo isto porque, já por duas vezes, a vi chorar por não conseguir patrocínio para competir fora de Alagoas – e promove inclusão social com dinheiro do próprio bolso, reunindo garotos e garotas residentes nas proximidades do Sítio São Jorge. Os treinamentos acontecem em um campo de ‘terra batida’, e os uniformes é a própria Dona Esmeralda quem os lava após a atividade.

Pois bem. Parabéns às feras do judô, Ingrid Madiany e Ádila Pacheco, à incansável Thaize Christianne, do karatê, à consagrada Bianca Andrade, do jiu-jitsu. A todas as mulheres desportistas, meus parabéns!