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Às 13:19

'Negligente' Daiane comemora punição

4 fev

daiane_coletivaA ginasta Daiane dos Santos – que, já com seus 27 anos de idade, ainda pensa em Seleção Brasileira – passa por um momento de renovação. O recomeço, digamos assim, é motivado por punição da Federação Internacional de Ginástica (FIG), que, para muitos, foi considerada branda, de apenas cinco meses. Afinal, a ginasta campeã mundial de solo em 2003 foi flagrada no exame antidoping depois de tomar um diurético durante tratamento estético.

Ela admitiu ter sido negligente e, por isso, comemorou a pequena punição – que poderia lhe render até dois anos longe das competições. Em entrevista coletiva à imprensa, a veterana disse não desejar a ninguém o que está passando, lembrando, contudo, merecer uma nova chance.

Agora concentrada em tratar um velho problema de joelho (uma cirurgia afastou a gaúcha da Seleção em outubro de 2008), Daiane não consegue esconder o desejo de, apesar dos pesares, figurar nos Jogos de Londres, em 2012. Antes disso, porém, quer participar do Pan-americano do México e do Mundial da Holanda – ambas as disputas marcadas para o segundo semestre, quando finda a suspensão da ginasta.

Disseram-lhe que Daiane foi muito verdadeira. Isso deve ter sensibilizado a federação internacional. Contudo, para voltar a convencer uma outra comissão julgadora, terá de trabalhar, e muito, para retomar a velha forma.

Diferentemente de vários outros atletas flagrados nesse tipo de exame, Daiane disse que tomou a substância furosemida sob recomendação médica para reduzir uma gordurinha localizada. Contudo, mais uma vez, a Confederação Brasileira (CBG) foi criticada, desta vez pelo Pinheiros (o clube de Daiane), que lembrou o fato de a entidade não ter comunicado a FIG que a ginasta estava em recuperação clínica, o que poderia ter evitado a abertura do processo de investigação.

Agora é muito tarde. Felizmente, dos males, o menor. É torcer para que o caso, mais uma vez, sirva de lição. Basta lembrarmos o castigo imposto, no ano passado, a velocistas brasileiros que se preparavam para brigar por medalha no Mundial de Berlim. Entre os punidos, o alagoano Bruno Lins, que ingeriu o que não devia e acabou afastado por dois longos anos.

Às 2:15

Venceu, mas não ganhou medalha

19 nov

ginasta1Para se ver como são as coisas. Desorganização existe em tudo que é lugar. É por isso que depois insistem em se referir às modalidades que não o futebol como esporte amador. Devido a amadorismos como o que aqui passo a relatar. Tudo porque o brasileiro Arthur Zanetti – vice-campeão nas argolas quando da disputa da etapa de Stuttgart, na Alemanha, da Copa do Mundo de Ginástica – não viu nem a cor da medalha a que tinha direito após competir e subir ao pódio.

E o motivo? Até hoje ele aguarda uma explicação. Por mais plausível que ela possa vir a parecer, nada justificará tamanha gafe. E justo a quem conquistou a primeira medalha numa competição internacional. O ginasta – que, na foto, parece sorrir para esquecer o vezame - não guarda mágoa. Mas não dá para esconder o sentimento de frustração. Pois, se fato do tipo fosse registrado por aqui, tenho certeza de que não nos poupariam severas críticas – levando em consideração o preconceito que circula os países do ainda chamado primeiro mundo.

Enquanto isso, uma das maiores ginastas brasileiras segue buscando explicação ao fato de ter sido pega em exame antidoping. Ela alegou que não sabia que a furosemida é um tipo de diurético proibido pela Federação Internacional de Ginástica, acusando a Confederação Brasileira – mais uma vez em maus lençóis – de omissão no caso. Apesar da má fase, a veterana ginasta de 26 anos (idade já considerada avançada neste esporte e que já lhe rendeu uma operação no joelho) sonha disputar as Olimpíadas de Londres, em 2012, ano em que deverá se aposentar.

Ao menos numa Olimpíada, tem-se a certeza de que a prometida medalha será entregue. Resta saber se algum brasileiro, na ginástica, vai abocanhar ao menos uma de bronze. 

Às 0:03

Surpresa na ginástica

16 out

O jovem Sérgio Sasaki, de apenas 17 anos, surpreendeu a todos, nesta quinta-feira, no Mundial de Londres. Conseguiu vaga na final do individual – depois de competir no cavalo sem alça, seguindo às paralelas, ao solo, e, finalmente, à apresentação com argolas – e chegou a 19ª posição, superando a marca de Mosiah Rodrigues, que, em 2005, alcançou o 23º lugar.

Para alguns, nada disso seria suficiente para tamanha comemoração. Contudo, àquele que só encontra dificuldade para fazer esporte neste país, a colocação já é considerada um feito à ginástica brasileira.

E o fato de ele ser estreante com a Seleção valoriza ainda mais o esforço de quem sonho um dia ser campeão olímpico. Só não vale escorregar como o ídolo, Diego Hipolyto, que desperdiçou a chance de conquistar uma medalha – talvez a mais esperada entre todos os ginastas – em Pequim.

Outra ‘criança’ de destaque é a pequena Bruna Leal. Com apenas 16 anos, a grande promessa brasileira em Londres já está na decisão do individual depois de garantir a classificação ao ficar em 23º lugar, entre as 24 coleguinhas que seguiram adiante. Motivo de orgulho para quem, com tão pouca idade, já dedicou nove anos de sua vida ao esporte, já somando outros dois em que está longe dos pais. Tudo pelo esporte!

Enquanto isso, as ‘veteranas’ seguem com problemas. Exemplo mais claro disto é a briga, que parece não querer cessar, entre Jade Barbosa e a Confederação Brasileira de Ginástica.

Tudo porque, depois de um ano afastada das competições por causa de uma lesão no punho direito, Jade (outra grande esperança em Pequim, onde conquistou apenas o 10º lugar) agora questiona a entidade sobre equívoco no repasse das costas de patrocínio, depois de dizer ao país que a Confederação não lhe teria dispensado o devido apoio para tratar o machucado - Jade, de fato, teve de se humilhar para conseguir apoio, vendendo uniforme em seu site.

Acusou-a ainda de perseguição, apontando a técnica Irina Ilyaschenko como sua grande algoz. Segundo Jade, a pressão era tamanha que a ucraniana chegava a impedi-la de tomar água, além de ter sido obrigada a ingerir remédios em excesso como paliativo às dores que a atleta do Flamengo sofria.

A treinadora nega tudo e a novela segue longe de um final feliz.

Às 1:38

Dinamarca em Maceió

11 out

O Holstebro Gym Team, da Dinamarca, estará mais uma vez em Maceió, no próximo dia 19, para nova e grandiosa apresentação sobre tudo o que se imagina de ginástica, tanto na artística, quanto na rítmica. Quem está trazendo o grupo é o Serviço Social do Comércio de Alagoas (Sesc-AL). Será uma hora de apresentação dos 45 ginastas europeus, com entrada franca, a partir das 15 horas, no ginásio do Sesc-Poço.

O evento, que conta com o apoio da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, é uma grande oportunidade de se deslumbrar com tamanha técnica de quem vem do centro da ginástica mundial. Em julho passado, os ginastas aqui estiveram para um workshop – contrariando o dramaturgo Ariano Suassuna, avesso a estrangeirismos – destinado a 300 estudantes de escolas públicas da capital.

O grupo de ginastas – cujo objetivo é rodar o planeta difundindo as tradições dinamarquesas – é formado por 23 mulheres e 22 homens, de 17 a 27 anos de idade, com ampla experiência no esporte que deriva do balé. Na primeira vez em que estiveram em solo alagoano, a garotada que compõe diversas iniciativas de cunho social, como o Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e o Grupo Trampolim, de Boca da Mata, viu como desafiar a gravidade com muita acrobacia. 

Em Alagoas, tem-se ainda o exemplo do Circo Escola, ‘tocado’ pelo colega Gilvan Ciríaco. Mesmo sem o devido apoio, ele reúne crianças e adolescentes que residem no entorno do lixão de Maceió para tentar afastá-los do mal que é garantir a sobrevivência entre os porcos. Como a ginástica, em Alagoas, permanece refém de apoios isolados, o referido circo, pelo que sei, continua a funcionar em condições precárias. Talvez o pessoal da Dinamarca possa, desta feita, dar uma ajudinha!

Às 12:56

A presença ilustre do Jeal

23 ago

daniA edição 2009 dos Jogos Estudantis de Alagoas (Jeal) foi um sucesso. Mais de quatro mil pessoas estiveram reunidas no maior evento esportivo do estado, que contou com a participação de mais de 2.600 estudantes, distribuídos em 250 equipes de 112 escolas (62 públicas e 50 particulares), da capital ao interior, inscritas no certame que ‘abraçou’ 11 modalidades. A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte – que ainda sofre para encerrar a greve dos professores – disponibilizou toda a infra-estrutura de que dispunha, como transporte, alojamento e alimentação, para fazer dos Jogos um exemplo de organização.

Foram nove dias de disputas em dez praças esportivas da capital. No encerramento do evento, o secretário Rogério Teófilo garantiu que o governo estadual já dispõe de R$ 25 milhões para investir na construção de quadras e ginásios esportivos. Os que dedicam uma vida inteira ao esporte não poderiam ouvir notícia melhor, embora saibamos que ainda há muito a se fazer.

Contudo, dou o braço a torcer ao menos no quesito divulgação. Vi, pela primeira vez, distribuírem panfletos nas ruas, informando a população da realização dos Jogos cuja abertura contou com a presença ilustre da ginasta paulista, de 24 anos, Daniele Hypólito, a primeira brasileira a ganhar uma medalha (prata no solo em 2001, na Bélgica) em Mundiais. A atleta do Flamengo (e ela agradece a Deus continuar contando com o apoio do clube), Daniele – na foto acima, ladeada pelo secretário-adjunto, Jorge Sexto - esbanjou simpatia em entrevista ao colega Abides de Oliveira, editor de esportes da Gazeta de Alagoas.

Recordista de medalhas em Pan-americanos, Hypólito esteve em Maceió (não se sabe a que preço) para prestigiar o Jeal e voltar a dizer que o nível da ginástica brasileira tem evoluído, apesar de a própria ginasta admitir também ter comido o pão que o diabo amassou no início da carreira. Na entrevista, Daniele cita, com muita propriedade, o ano pós-olímpico como um momento mais que angustiante. Mesmo que se conquiste uma medalha, encerrada uma Olimpíada, as ameaças de corte são inevitáveis.

Foi o que aconteceu com o campeão mundial e irmão Diego Hipólyto, que ‘fracassou’ em Pequim e fez com que o Flamengo cogitasse o abandono dos esportes olímpicos. Tempos depois, o clube carioca decidiu manter o apoio à ginástica. Talvez por isso que Daniele já planeja se aposentar em 2012, quando pretende disputar sua última Olimpíada, quando já terá 27 anos, idade considerada avançada para quem precisa se transformar numa mola para subir ao pódio.

Só senti falta de uma pergunta a Daniele: sobre com que olhos ela enxergava a ginástica em Alagoas. Sei que, por aqui, a GR, ou Ginástica Rítmica, permanece bastante difundida no ambiente escolar. O Sesi Cambona, por exemplo, construiu um belíssimo estádio, já aproveitado pela Federação local. Mas no que diz respeito à ginástica ‘propriamente dita’, pouco, ou nada, ouve-se falar – recordo-me apenas de um trabalho desenvolvido no Colégio Sacramento. Uma pena! 

Às 1:37

Diego vence, mas ginástica padece

20 mai

Eleito o melhor ginasta brasileiro do ano passado, Diego Hipólito conquistou, no último fim de semana, duas medalhas de ouro na etapa de Glasgow da Copa do Mundo de Ginástica. Os triunfos foram no solo e no salto. Diego comemorou bastante. Também pudera! Não deve estar sendo nada fácil ter de driblar a falta de apoio – o Flamengo, seu clube, anunciou, no início deste ano, um corte de 20% nas ‘despesas’. Como sempre, a corda sempre rompe no lado mais fraco!

O imbróglio envolvendo os atletas olímpicos rubro-negros, infelizmente, não é de hoje. Em janeiro do ano passado, Jade Barbosa – a queridinha do torcedor brasileiro nas últimas Olimpíadas, apesar de ela, assim como toda a delegação, nada ter conquistado em Pequim - ameaçou trocar o Fla pelo Pinheiros por não possuir um contrato com o clube carioca. Este ano, a constrangimento foi pior: a jovem ginasta teve de apelar aos fãs, vendendo camisas em seu portal na internet, a fim de arrecadar grana para dar seqüência ao tratamento de uma séria lesão.

E olhe que o Flamengo, muito preocupado com o futebol – onde também dá vexame (apesar de campeão estadual), atrasando salários -, disse que os R$ 18 milhões a receber da Petrobras (que, por sinal, agora será investigada, talvez para a infelicidade de alguns rubro-negros), está abaixo do esperado pelos dirigentes para o planejamento de 2009. É isso aí…

Às 23:32

Ginasta olímpica em Maceió

4 mai

Reproduzo abaixo entrevista exclusiva, à Gazetaweb, da ginasta Camila Ferezin, medalhista em dois Pan-americanos e que esteve em Maceió no último fim de semana, para a alegria de Ana Paula, da Espaço Gym, e suas alunas. É sempre bom conversar com quem tem a ensinar. Camila (a de verde, na foto) é uma delas, além de muito simpática, e bonita, claro!

camila_ferezin

A ginasta Camila Ferezin – que participou de duas Olimpíadas (a última foi a de Atenas, em 2004) e conquistou o ouro nas edições de Winnipeg e Santo Domingo dos Jogos Pan-americanos – esteve em Maceió, durante quatro dias, ministrando a 1ª Clínica de Aperfeiçoamento Técnico em Ginástica Rítmica, evento realizado no ginásio do Colégio Santa Úrsula, no bairro Jatiúca.

Especialista em Ginástica Rítmica pela Universidade Norte do Paraná (Unopar) – situada em Londrina-PR, onde leciona -, Camila, 32, falou à Gazetaweb sobre a importância da iniciativa às mais de 50 meninas, de escolas públicas e particulares da capital, que participaram do curso, comentando ainda o problema da falta de patrocínio – devido à crise, o Flamengo foi um dos clubes brasileiros que anunciou redução de investimentos: não mais apoiará seus ginastas, entre eles, Diego Hipólito.

“O apoio oriundo da realização do Pan-americano no Rio de Janeiro está se perdendo. Mas quero crer que tudo isso seja fruto apenas desta crise passageira. É uma pena. Infelizmente, as coisas ainda demoram a chegar às regiões Norte e Nordeste. Mas a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) vem trabalhando para mudar esta realidade. Prova disto é que sua sede está em Aracajú”, avaliou a ginasta, destacando a importância de as atletas alagoanas se capacitarem.

“É sempre bom porque elas passam a somar novas experiências. Até porque a ginástica rítmica está em tempos de renovação, já que o código de pontuação, com base nas diretrizes da Federação Internacional, sofre alterações de quatro em quatro anos”, explicou a ginasta, ressaltando a necessidade de adaptação física e técnica pelas atletas.

Já a também professora de GR, Ana Paula Souza, da Escola Espaço Gym, disse que as participantes – entre acadêmicas de Educação Física, alunas e professoras de ginástica de Alagoas, Pernambuco e Paraíba – aproveitaram ao máximo a oportunidade de colher ensinamentos ‘junto a uma atleta tão gabaritada’.

“Estamos preparando nossas garotas, que treinam no clube Fênix, para competições nacionais em Brasília (DF) e Joinville (SC), nos próximos meses de outubro e novembro, respectivamente. Por isso, a importância desta clínica”, destacou a professora. “O maior obstáculo, de fato, ainda tem sido a falta de patrocínio. No Sul, vemos grandes clubes e empresas apoiarem a ginástica, que é um esporte caro. Uma maça [um dos equipamentos usados na ginástica rítmica], por exemplo, custa R$ 120, enquanto que uma bola chega a custar R$ 300″, emendou.

Às 12:57

Federação Internacional não apoia meninos na ginástica

14 fev

Ginástica MeninosO preconceito não está presente apenas entre nós. Na Espanha, a Federação de ginástica anunciou que irá organizar o primeiro campeonato nacional da modalidade, só que para homens. Foi o bastante para a Federação Internacional simplesmente dizer que não apoiará o evento. E por quê? Ainda não se sabe.

E não é a primeira vez que os espanhóis apostam nos meninos que preferem fitas e arcos. Em 2005, eles foram autorizados a disputar entre as garotas. Com a proibição, veio o protesto – que parece ter surtido efeito – dos pais dos atletas.

Cristofer Hernández é exemplo. Conheceu a ginástica há 14 anos e até já venceu meninas. Com o feito, chegou a ser aplaudido de pé. As rivais dizem que eles não têm elasticidade. Mas nada que a perseverança não supere.

E Cristofer, como não poderia deixar de ser, lembra que muitos estranharam o fato de o coleguinha não jogar futebol. Por aqui, lembro-me de um rapaz chamado Tiago, que se encantou pelo nado sincronizado, outro esporte predominantemente feminino.

À época (há uns três anos), ele treinava com a equipe da professora Erielza Homero, na piscina da Vila Olímpica Albano Franco, na Cambona. Mas não tenho mais notícias de Tiago. Não deve ter resistido à pressão, seguida da falta de apoio. Se na Espanha a realidade não é muito diferente, imagine o que se deve enfrentar em Alagoas?

Às 1:36

Flamengo descarta esporte 'amador'

9 jan

Tenho certa simpatia pelo Vasco da Gama – apesar de rebaixado à Série B -, mas garanto não escrever motivado por qualquer sentimento de torcedor frustrado com seu time. Desta feita, a crítica ao Clube de Regatas Flamengo é motivada pela falta de apoio aos esportes que não o futebol – se bem que, neste aspecto, o torcedor rubro-negro também encerrou a temporada de 2008 com sentimento semelhante ao do vascaíno: o da frustração por não terem conseguido, por pura incompetência, vaga na Libertadores.

Flamengo descarta amador

Pois bem. O presidente do Flamengo, Márcio Braga, já deu mostras de que não deve continuar com o apoio à ginástica, confirmando o corte de verbas para o esporte ‘amador’ em 2009. Garantidos, segundo ele, apenas o remo e o basquete.

A explicação é simples: o futebol, logicamente, permanece porque é o que mantém o clube; o remo, por ser um clube de regatas; e o basquete, devido à tradição. Ou seja, está na cara que ‘vai sobrar’ para os irmãos Diego (foto) e Daniele Hypólito, além de Jade Barbosa – que, inclusive, já cogitou defender outro país -, três de nossos principais ginástas.

Como não houve retorno com a Olimpíada do ano passado, o trio deve cair fora. Infelizmente, é a visão do clube empresa. Mas, desta forma, como se pensar em medalha em 2012?

Às 23:29

Jade cogita abandonar seleção

30 dez

jade com lesão graveMais um problema envolvendo a ginástica nacional. Agora é Jade Barbosa quem alimenta as desavenças entre alguns atletas e a Confederação. Tudo porque a ginasta deseja cobrar na Justiça o dinheiro gasto pela família no tratamento de grave lesão que pode mudar os planos da atleta para a temporada 2009.

Reportagem do jornal O Globo revela que a família já decidiu: Jade não vai se apresentar à seleção brasileira em janeiro, em protesto contra a indicação de Maria Luciene Resende à presidência da Confederação.

A tal Luciene seria, para a madrasta de Jade, a continuidade da filosofia implantada na gestão de Vicélia Florenzano, que não teria se preocupado o suficiente com a lesão que comprometeu o desempenho de Jade em Pequim, apenas a 10ª colocada nas Olimpíadas deste ano.

O fato é que tais declarações surgem no momento em que Jade afirma receber convites para atuar nos Estados Unidos, ‘onde teria condições de viver do esporte’.  

O médico Ricardo Laranjeira afirma que um osso do punho direito de Jade está ‘morto’. Ele admite recorrer, inclusive, a um especialista em Miami. Ou seja, 2009 parece que não irá começar nada bem para a ginasta. E esquecer os tombos na China (foto) não deve estar sendo tarefa fácil.