'Negligente' Daiane comemora punição
4 fev
A ginasta Daiane dos Santos – que, já com seus 27 anos de idade, ainda pensa em Seleção Brasileira – passa por um momento de renovação. O recomeço, digamos assim, é motivado por punição da Federação Internacional de Ginástica (FIG), que, para muitos, foi considerada branda, de apenas cinco meses. Afinal, a ginasta campeã mundial de solo em 2003 foi flagrada no exame antidoping depois de tomar um diurético durante tratamento estético.
Ela admitiu ter sido negligente e, por isso, comemorou a pequena punição – que poderia lhe render até dois anos longe das competições. Em entrevista coletiva à imprensa, a veterana disse não desejar a ninguém o que está passando, lembrando, contudo, merecer uma nova chance.
Agora concentrada em tratar um velho problema de joelho (uma cirurgia afastou a gaúcha da Seleção em outubro de 2008), Daiane não consegue esconder o desejo de, apesar dos pesares, figurar nos Jogos de Londres, em 2012. Antes disso, porém, quer participar do Pan-americano do México e do Mundial da Holanda – ambas as disputas marcadas para o segundo semestre, quando finda a suspensão da ginasta.
Disseram-lhe que Daiane foi muito verdadeira. Isso deve ter sensibilizado a federação internacional. Contudo, para voltar a convencer uma outra comissão julgadora, terá de trabalhar, e muito, para retomar a velha forma.
Diferentemente de vários outros atletas flagrados nesse tipo de exame, Daiane disse que tomou a substância furosemida sob recomendação médica para reduzir uma gordurinha localizada. Contudo, mais uma vez, a Confederação Brasileira (CBG) foi criticada, desta vez pelo Pinheiros (o clube de Daiane), que lembrou o fato de a entidade não ter comunicado a FIG que a ginasta estava em recuperação clínica, o que poderia ter evitado a abertura do processo de investigação.
Agora é muito tarde. Felizmente, dos males, o menor. É torcer para que o caso, mais uma vez, sirva de lição. Basta lembrarmos o castigo imposto, no ano passado, a velocistas brasileiros que se preparavam para brigar por medalha no Mundial de Berlim. Entre os punidos, o alagoano Bruno Lins, que ingeriu o que não devia e acabou afastado por dois longos anos.


Para se ver como são as coisas. Desorganização existe em tudo que é lugar. É por isso que depois insistem em se referir às modalidades que não o futebol como esporte amador. Devido a amadorismos como o que aqui passo a relatar. Tudo porque o brasileiro Arthur Zanetti – vice-campeão nas argolas quando da disputa da etapa de Stuttgart, na Alemanha, da Copa do Mundo de Ginástica – não viu nem a cor da medalha a que tinha direito após competir e subir ao pódio.

A edição 2009 dos Jogos Estudantis de Alagoas (Jeal) foi um sucesso. Mais de quatro mil pessoas estiveram reunidas no maior evento esportivo do estado, que contou com a participação de mais de 2.600 estudantes, distribuídos em 250 equipes de 112 escolas (62 públicas e 50 particulares), da capital ao interior, inscritas no certame que ‘abraçou’ 11 modalidades. A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte – que ainda sofre para encerrar a greve dos professores – disponibilizou toda a infra-estrutura de que dispunha, como transporte, alojamento e alimentação, para fazer dos Jogos um exemplo de organização.
O preconceito não está presente apenas entre nós. Na Espanha, a Federação de ginástica anunciou que irá organizar o primeiro campeonato nacional da modalidade, só que para homens. Foi o bastante para a Federação Internacional simplesmente dizer que não apoiará o evento. E por quê? Ainda não se sabe.
Mais um problema envolvendo a ginástica nacional. Agora é Jade Barbosa quem alimenta as desavenças entre alguns atletas e a Confederação. Tudo porque a ginasta deseja cobrar na Justiça o dinheiro gasto pela família no tratamento de grave lesão que pode mudar os planos da atleta para a temporada 2009.