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Às 20:55

Arbitragem na berlinda

2 fev

O campeonato alagoano se vê mais uma vez envolto numa série de queixas relativas à arbitragem. Não pouparam nem Francisco Carlos do Nascimento, o mais novo árbitro Fifa. Mas nada se comparou à rodada na qual o CRB apenas empatou com o Coruripe – que, agora sem vencer em seis jogos, segurava a lanterna da competição –, na noite dessa quarta, no Estádio Rei Pelé.

Isso porque Josevaldo Bisarria, o homem do apito, teria invertido lances em favor do Galo, além de ter amarelado a metade do time visitante, como destacou o técnico Elenilson Santos, reportando-se, com certo exagero, à conduta do árbitro como escandalosa, como se estivesse a atribuir o mau resultado ao desempenho do juiz.

Mas o resultado (1×1) foi justo, devido à inoperância do time alviverde (criou e chutou muito pouco), que encontrara a felicidade de encaixar uma boa jogada pela direita, abrindo o marcador no começo da partida. Fechou-se como pôde, para desespero do torcedor regatiano, que não mais tolera a sonolência de certos jogadores em campo.

Com isso, a bola batia e voltava, como se o Galo estivesse diante de uma muralha instransponível, esbarrando nos próprios erros. E quando a bola chegava, os responsáveis pela conclusão davam vexame, irritando ainda mais a fiel nação alvirrubra. A fase anda tão ruim que até um dos destaques do time (que, no entanto, não pode carregar a equipe nas costas), o meia Ewerton Maradona, desperdiçou um pênalti, apesar do chute consciente, no cantinho esquerdo de Delmir.

E por falar em Delmir, eis outro protagonista do ‘espetáculo’ dessa quarta. Depois de assinalar um pênalti – que para muitos não existiu, com Aloísio Chulapa recorrendo à velha malandragem na grande área – para o CRB, Bisarria ainda expulsou o goleiro alviverde, que, no final das contas, apesar do protesto que quase resultou em agressão, foi merecida.

Não levaram em consideração o fato de o goleiro, já pendurado com o amarelo, ter gastado o tempo do jogo durante todo o segundo tempo, quando o Coruripe vencia por 1×0. O suposto erro pode ter sido determinante, mas todos nós somos falíveis. Além disso, o jogador, por sua vez, parece estar mal acostumado, desmerecendo a chance de ser expulso.

Os clubes devem se preocupar um pouco mais com si mesmos, esforçando-se para a contratação de reforços. Assistir à reprise de lances polêmicos e remoer os equívocos da arbitragem, com o tempo a voar numa competição de tiro curto, não leva a nada. E o que, na opinião do amigo internauta, a Comissão de Arbitragem realmente poderia fazer nesse sentido? Punir resolveria? Há peças de reposição?

Às 20:18

A quarta substituição

2 fev

A Fifa, entidade máxima do futebol mundial, estuda a possibilidade de os times passarem a efetuar a quarta substituição durante as prorrogações, aumentando em uma o número de mudanças à disposição dos treinadores. Trata-se de uma medida interessante, sobretudo para as equipes consideradas menores e que, por um motivo qualquer, não se preparam como deveriam para a fase eliminatória de um torneio.

Contudo, a prorrogação é algo temido por todos, até mesmo por quem se julga dono de condição física invejável, pois, superados os 90 minutos do tempo normal, não são apenas as pernas que começam a pesar, mas também a cabeça. O aspecto psicológico, portanto, sempre será determinante em situações do tipo, dificultando ainda mais a luta contra a exaustão.

E nem sempre o atleta que entra descansado na segunda etapa, ou no tempo extra, larga em vantagem sobre os que iniciaram a partida, já que, por vezes, o suplente não consegue incorporar o calor do jogo nos minutos finais. Mas se utilizado estrategicamente, a quarta mudança, surgindo nas costas da zaga, pode realmente fazer a diferença.

Às 19:47

Flamenguista de coração

28 jan

Todos acompanharam a apresentação do atacante Vagner Love, a grande contratação do Flamengo para a temporada que se inicia. Para alguns, a direção rubro-negra fez um grande escarcéu, apesar de se saber que o jogador pode realmente fazer a diferença no clube carioca, principalmente ao lado de Ronaldinho Gaúcho. No entanto, para a maioria, Love seria e fato uma atração à parte, não apenas pela qualidade em campo, mas também pelo amor que demonstra nutrir pelo clube do coração.

O chamado império do amor, contudo, já foi descartado, em virtude da má fase do atacante Adriano – que, por sua vez, também gosta de reviver as origens, sempre a visitar a Vila do Cruzeiro. A presidente do Fla, Patrícia Amorim, também ressaltou o fato de o clube manter uma boa relação com o Corinthians, que segue a suportar o jogador, cujos excessos já comprometem a curta, mas vitoriosa carreira.

O time carioca desembolsou a bagatela de R$ 22,8 milhões para garantir o retorno do atacante. O investimento, apesar de alto, deve surtir efeito o efeito desejado, inclusive no que diz respeito às ações de marketing, pois, saber explorar a imagem do atleta é algo que o Flamengo certamente já está a fazer, numa relação custo-benefício infinitamente superior àquela que envolve o Timão e o colega Adriano.

Love disse querer morrer no Flamengo, garantindo que seu amor pelo clube seria quase que incondicional. E o sentimento do jogador, independentemente de qualquer outra coisa, pode ser visto como algo louvável, sobretudo numa época em que não mais se vê o ‘amor à camisa’ de outrora, pelos mais diversos aspectos, como o próprio fator financeiro – o que, no final das contas, sempre prevalece.  

Foi bonito ver a grande festa que o torcedor rubro-negro preparou para recepcionar o atacante ‘de Seleção’. Demonstrando uma humildade digna de campeão, Love até já refez as famosas trancinhas, colorindo-as em vermelho e preto, como já fizera em 2010.

Patrícia, espertamente, logo aproveitou o ensejo para relativizar a perda do atacante Thiago Neves, que se transferiu para o rival Fluminense – time que o projetou –, afirmando que Love ‘compensa qualquer esforço’, dada a representatividade do jogador para a nação rubro-negra.

E quem ganha não é apenas o Flamengo, mas também o futebol brasileiro, que conseguiu repatriar (aos trancos e barrancos) mais um craque. É torcer para que a nova estrela flamenguista não gere nenhuma ciumeira, descartada no caso de a presidente rubro-negra – ela ainda trabalha para melhorar a relação entre Ronaldinho, que manda um bocado, e o técnico Vanderlei Luxemburgo – pagar os salários do restante do elenco rigorosamente em dia.

Às 21:27

Zagueiro premiado

24 jan

Não é todo dia que se vê um zagueiro, especialmente brasileiro, premiado numa competição de alto nível como a Liga Italiana. Refiro-me, desta feita, a Thiago Silva, ex-jogador do Fluminense que deixou o país para brilhar na Europa, e justamente em um clube cuja tradição de bons zagueiros segue bastante viva. Com a camisa do Milan, conquistou o respeito do torcedor rubro-negro, exigente que só ele.

O zagueirão recebeu o Oscar do futebol italiano em badalada cerimônia que também premiou outros craques, como o atacante sueco Ibrahimovic, companheiro de equipe que foi eleito o melhor jogador do ano passado. Durante a festa, dançou o ‘Ai, se eu te pego’, o hit de Michel Teló que ganhou o mundo, já com versão até em japonês – para desespero de quem tenta fazer música de verdade.

O jogador de 27 anos ficou internacionalmente conhecido pela técnica apurada, com uma saída de bola atípica para a posição que escolhera, além do forte chute com a perna direita, atributos que o tornaram um dos melhores do planeta. Que Thiago siga evoluindo até a Copa de 2014, ajudando-nos a conquistar o hexa em solo nacional.

E o melhor de tudo é saber que os brasileiros têm conquistado cada vez mais respeito. O veterano Lúcio, que já defendeu a Seleção em duas Copas do Mundo, é mais um exemplo de que nosso futebol não é feito somente de bons jogadores do meio para a frente. Somado a Júlio César, eleito o melhor goleiro do mundo, ainda poderemos ter uma defesa, ao menos no papel, fortalecida no Mundial do Brasil.

Às 2:35

Primeira vítima

24 jan

Caiu o primeiro técnico a dirigir um dos dez clubes do Campeonato Alagoano. Trata-se de Carlos Rabelo, que comandou o Coruripe por apenas três rodadas, já que o time do Litoral Sul, com apenas dois empates e uma derrota, ocupa a oitava colocação, beirando a temida zona de rebaixamento e já se preparando para encarar o CSA (que também não vai bem das pernas), na noite desta quarta-feira (25), no Estádio Rei Pelé.

Já havíamos discutido o assunto em post anterior, quando debatemos a infeliz cultura do nosso futebol, no qual o vilão da história nunca deixou de ser o treinador. E a novela promete não acabar, sobretudo por estarmos diante de um campeonato ‘de tiro curto’, com uma tabela capaz de sobrecarregar qualquer atleta.

Não se leva em conta o desgaste de um jogo no sertão, por exemplo. Somente o resultado é o que importa. Somar três pontos é uma obrigação para quem não se contenta com nada que não seja o título. Afinal, de nada vale jogar bem se a rede não balança. Mas atender à expectativa do torcedor, cada vez mais exigente, não tem sido tarefa fácil, apesar de o certame começar recheado de atrações.

No último domingo, o Coruripe chegou a estar perdendo para o Sport Santo Antônio, em Atalaia, por 3×1, mas reagiu em tempo hábil para conseguir um valoroso empate, numa tarde em que o meia Adrianinho (ex-CSA) esteve inspirado, assinalando, de pênalti, o terceiro gol alviverde – levando-o à Seleção da terceira rodada.

Quem comanda interinamente o Hulk é o auxiliar Café, que terá muito trabalho para tentar surpreender o Azulão em Maceió. Coincidência ou não, Celso Teixeira (outro que também estaria ameaçado, apesar de a direção azulina dizer o contrário) vai para o confronto, logo contra o ex-clube, sob pressão, precisando vencer para afastar o Time do Mutange da parte de baixo da tabela, pois, o objetivo é se manter entre os quatro que estarão classificados para a fase eliminatória.

Certamente sairá vencedor o time que errar menos. E errar é o que os treinadores – principalmente aqueles que já estariam na berlinda – menos desejam, apesar de ainda partirmos para a quarta rodada.

Às 1:36

A Copa da tecnologia

24 jan

A próxima Copa do Mundo, mais do que qualquer outra, promete ser a Copa na qual a tecnologia deverá ter maior influência. Desde que não se interfira no resultado, sem favorecer qualquer das partes, os vários instrumentos que buscam a perfeição no tocante à arbitragem são de muita valia, pois, infelizmente, o dono do apito ainda pode agir de maneira tendenciosa, para a revolta de quem defende o futebol limpo.

O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, garantiu que a Copa do Brasil, em 2014, não terá polêmicas como a registrada em 2010, quando, em solo africano, os ingleses tiveram gol anulado em partida contra a Alemanha, que acabou goleando e avançando na competição, depois de o árbitro simplesmente não enxergar a bola cruzar a linha da barra, em chute de fora da área.

No Mundial que se aproxima, os árbitros serão alertados com um sinal sonoro sempre que a redonda cruzar a faixa. A medida tem por objetivo evitar que se tome uma decisão duvidosa, por impulso. Além disso, as muitas câmeras que serão instaladas nos palcos da Copa prometem não deixar nada escapar, sobretudo no tocante ao comportamento do torcedor – espera-se que o público brasileiro dê exemplo, a fim de se evitar qualquer novo vexame, pois, o atraso para a entrega dos principais estádios já nos representa motivo de grande preocupação.

E talvez a única grata surpresa fique por conta de quem, até pouco tempo, ganhava os noticiários por mancadas como o não pagamento do condomínio de imóvel que comprou no Rio de Janeiro. Refiro-me ao baixinho Romário, o ex-jogador que agora se destaca no Congresso, pois, como deputado federal, tem sido um fiel defensor da transparência com relação ao montante a ser destinado para o Mundial, repercutindo as suspeitas de superfaturamento.

O grande nome do Tetra também tem se dedicado à causa dos portadores de necessidades especiais – motivo pelo qual já esteve em Alagoas no ano passado, conhecendo o trabalho da Associação dos Deficientes Físicos, que já foi presidida por uma colega de Câmara, a ex-vereadora Rosinha da Adefal. Sem rabo preso (a não ser que esteja a serviço de alguém), transformou-se em mais uma grande dor de cabeça para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Estejamos confiantes, apesar do quase solitário protesto. Afinal, agora com o alagoano Aldo Rebelo no Ministério dos Esportes, além da promessa de que ONGs não mais ditarão as regras, a expectativa é a de que a pasta supere os escândalos que derrubaram Orlando Silva, acusado de desviar recursos que realizariam o sonho de muitos atletas.

Às 19:57

O pisão

21 jan

A imprensa internacional repercutiu a lambança protagonizada pelo zagueiro Pepe, que pisou a mão do atacante argentino Lionel Messi, do Barcelona, na partida em que o Real Madrid, time do luso-brasileiro que já defendeu CRB e Corinthians Alagoano (hoje Corinthians do Pilar), acabou derrotado em casa, em pleno Santiago Bernabéu. Pepe pediu desculpas, disse que não teve a intenção de machucar o melhor do mundo e, ainda assim, jornais da Espanha insinuaram que ele teria mentido.

Foi o bastante para o assunto – a quem já deram exagerada importância – ganhar ainda mais repercussão, para a infelicidade do jogador, que foi chamado até de ‘idiota’ pelo atacante inglês Rooney, do Manchester United. No entanto, o técnico José Mourinho saiu em defesa do atleta, refutando a informação de que o zagueirão não vai enfrentar o Barça na próxima quarta-feira (25), desta vez pela Copa do Rei, como forma de puni-lo pela agressão ‘involuntária’.

Quem pôde acompanhar o lance pela televisão deve ter percebido que Pepe, antes de acertar a mão do argentino, olhou para baixo, como se o tivesse feito propositalmente, como se realmente desejasse feri-lo com as travas da chuteira – tática que, infelizmente, ainda é muito usada por quem não consegue marcar o oponente, recorrendo à violência disfarçada de ‘catimba’ para amedrontar o adversário.

Ainda de acordo com Mourinho, Pepe só não deverá jogar contra o rival devido a problema muscular. Ou seja, o atleta já foi perdoado por quem, neste caso, precisava demonstrar o apoio de que necessitava. Afinal, mesmo que o jogador tenha se precipitado, o lance não seria capaz de comprometer o futuro do defensor, que não se considera violento. Além disso, se o talento não fosse capaz de superar tal excesso, certamente o jogador não estaria a defender, já há quatro anos, um dos maiores clubes do mundo.

Indigesto mesmo é ouvir as pérolas do nosso ‘Rei’ Pelé, que disse só conversar com Messi apenas se o argentino ganhar três Copas e marcar 1.283 gols. Compará-lo ao argentino, ou a qualquer outro craque da atualidade, sempre será algo descabido. Mas Pelé parece se deixar levar pela provocação de setores da imprensa, ávidos por uma boa manchete, pois, o ex-jogador reagiu com indignação a comentário do atacante do Barça, que, por sua vez, afirmara, com desdém, ainda não ter assistido ao filme sobre o atleta do século.

Na sequência, Guardiola, técnico do Barcelona, disse que Messi não precisa ganhar Copa ou marcar mil gols para provar que é um jogador ‘imenso’. E se um dia Messi ao menos chegar perto da marca história do brasileiro? Com força de vontade, o jogador, ainda com 24 anos, realizaria feito igualmente importante, em época na qual o futebol se tornou um esporte muito mais competitivo.

Pelé teria reagido com certo patriotismo – coisa que parece lhe faltar, por exemplo, quando a Seleção entra em campo. É certo que a rivalidade com o país vizinho sempre mexerá conosco. Mas, neste caso, calar-se seria a melhor opção.

Às 21:26

Trocar não resolve

17 jan

O CRB mostrou, mais uma vez, que tem time para ser campeão, muito embora não devamos tomar conclusões precipitadas, pois, o Campeonato Alagoano sequer chegou a segunda rodada. Mas a vitória regatiana no primeiro clássico das multidões do ano foi maiúscula: goleada sobre o maior rival, para delírio do torcedor, e performance que agradou a todos, superando, dentro de campo, o entusiasmo (talvez precoce) do torcedor azulino.

Largar com três pontos é sempre muito importante, mas é preciso que se continue com os pés no chão. Afinal, um clube, para ser campeão, precisa se preparar para um campeonato inteiro, e não apenas para um jogo, como bem lembrado pelo técnico Celso Teixeira.

E por falar em Celso, eis a preocupação da valente torcida azulina, em virtude da quantidade de boatos que já surgem quanto à possibilidade de mudanças drásticas, a começar pelo comando técnico do Time do Mutange. Levar o torcedor ao Rei Pelé é muito fácil. Basta jogar. Porém, sem o mínimo de qualidade, mantê-lo no estádio se torna algo nebuloso.

Mas vai o alerta: mandar meia dúzia de jogadores embora, contratar igual número de reforços e dispensar o técnico não é a melhor opção, mesmo que o CSA tenha novo resultado adverso nesta quarta-feira (18), desta vez contra o CSE, do folclórico atacante Túlio Maravilha.

Não defendo a postura de Celso Teixeira, que, por vezes, excede-se com comentários dispensáveis – como ao afirmar que teria sido ameaçado de morte, valorizando, em demasia, as provocações extra-campo. Contudo, esperava-se um comportamento um pouco mais sereno, após a derrota para o CRB, em se tratando de alguém tão calejado no futebol.

Mas e por que dispensar Celso não resolveria? Porque o treinador, apesar de tamanho questionamento, ainda tem o grupo azulino (qualificado, ou não) nas suas mãos. Afinal, foi este Celso quem indicou a maioria dos jogadores, a exemplo da dupla de ataque, formada por Edson Di e Paulinho Marília, com quem atuou por um bom tempo no Coruripe.

Ou seja, mandá-lo embora seria incorrer no risco de, no mínimo, presenciar este grupo de jogadores fazer espécie de ‘corpo mole’, como forma de retaliar a decisão – que, reforço, seria precipitada.

E o torcedor (que não pode ‘morrer de véspera’, temendo novo rebaixamento) tem de voltar ao Trapichão para apoiar o CSA, depositando um pouco mais de confiança no time que ainda busca mais que entrosamento neste início de competição.

Às 20:17

Túlio é mais que futebol

17 jan

O atacante Túlio Maravilha, campeão brasileiro pelo Botafogo, em 1995, segue surpreendendo a todos. Agora no futebol alagoano, teve uma estreia mais que satisfatório com a camisa do CSE. Em Palmeira, na tarde do último domingo, fez gol e deu a assistência para companheiro de ataque marcar o segundo, em partida recheada de festa, com direito à irreverência que poucos conseguem ter, como Túlio, cujo folclore continua a encantar muita gente.

E ele permanece trabalhando para alcançar a marca de mil gols – com o assinalado contra o Coruripe, restariam agora apenas 24. Seria algo inacreditável vê-lo atingir a principal meta de sua carreira, aos 42 anos, disputando um campeonato nada fácil como o nosso Estadual. Contudo, se os adversários deixarem, Túlio vai balançar a rede em mais oportunidades.

O engraçado é que o presidente do Tricolor disse que Túlio seria contratado apenas para jogar em casa, no Estádio Juca Sampaio. Ele está morando em Maceió com a esposa, certamente curtindo as belezas naturais da capital alagoana, tendo um carro à inteira disposição do jorgador para levá-lo até Palmeira. E contanto que dê conta do recado dentro de campo – como o fez contra o alviverde -, Túlio pode fazer o que quiser fora dele.

Como de costume, após a partida do domingo, ele agradeceu a todos: imprensa, torcida e companheiros de equipe. Marqueteiro, aproveitou ainda o ensejo para mandar um abraço para o prefeito da cidade que o acolheu com enorme carinho (com direito a passeio em carro aberto), James Ribeiro. “São mais vinte votos garantidos”, brincou.

A brincadeira do veterano, contudo, soou recheada de interesses, o que é natural, em se tratando de mais um ano em que Alagoas inteira será tomada pelo clima, nem sempre amistoso, das eleições municipais.

É a relação, quase indestrutível, entre futebol e política, que continua a explorar o esporte (mesmo com pífio e esporádico investimento) enquanto poderosa ferramenta para se angariar votos – como bem lembrado pelo jogador, cuja astúcia é capaz de transformá-lo numa atração à parte, mesmo antes de a bola rolar.

Às 21:08

Jogo das Estrelas 2

2 jan

Pouco gente soube. Por isso, trago a informação quase que em primeira mão. Refiro-me a outro jogo das estrelas, além daquele que ocorreu na noite da última quinta-feira, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. Isso porque Murici, na Zona da Mata alagoana, também recebeu vários craques, neste fim de ano, para uma partida festiva, no José Gomes da Costa, estádio do time de mesmo nome e que segue se preparando forte para a estreia no Estadual 2012.

Entre os que marcaram presença, para a alegria da população muriciense, destaque para o meia Eninho, que já defendeu Coruripe e CRB, além do próprio Murici, ainda em mas que, com a camisa do Murici, ainda em 2006, depois de ajudar o Galo a escapar do rebaixamento para a Série C do Brasileiro no soar do gongo – com direito a gol na ‘estranha’ vitória por 2×0 sobre o Remo (que, naquele momento, nada aspirava na competição), no Trapichão.

Eninho, com quem tive o prazer de estudar no Cristo Rei, no bairro do Farol, ainda defendeu vários clubes brasileiros, como Grêmio, Guarani e Portuguesa de Desportos, antes de se transferir para o outro lado do mundo, já que hoje brilha com a camisa verde limão do Jeonbuk Hyundai Motors, da Coreia do Sul, onde se tornou ídoloem três temporadas.

Conversei rapidamente com Eninho no Trapichão, minutos antes de o jogador entrar em campo para mais uma partida festiva, reencontrando amigos na terra onde o pai, o ex-jogador azulino Ênio Oliveira voltou a servir ao CSA, já que agora comanda a equipe Sub-18, já tendo viajado para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Eninho me falou que está muito bem na Coreia e que, por isso, ainda não tem o menor desejo de retornar para o Brasil, apesar de o assédio sempre existir – com a exceção dos clubes alagoanos, que não têm condições financeiras de repatriar o artilheiro da K-League em 2008 (Eninho ainda foi escolhido para a Seleção da Liga Coreana em 2009 e 2010).

Em 2011, o meio-campista de 30 anos sagrou-se bicampeão coreano, com, vitória por 2×1 sobre o Ulsan. Eninho deixou sua marca, empatando a disputa no segundo tempo, em cobrança de pênalti, e outro meia, Luiz Henrique (com passagens por Palmeiras e São Caetano), assinalou o gol da vitória para o time que tem ainda outro brasileiro: o preparador físico Fábio Lefundes.

O time de Eninho – que jogou apenas alguns minutos na capital alagoana, mas cuja aparição foi o suficiente para os fãs matarem a saudade – está em São Paulo para a pré-temporada do Jeonbuk, numa clara demonstração da força dos sul-coreanos, que dão show em termos de estrutura.

O jogador seria útil a qualquer time alagoano, principalmente àqueles que não dispõem de craques como o meia Everlan – que permanece no Murici, de quem pouco se está a ouvir falar, pois, o Alviverde, campeão em 2010, vem novamente forte para a disputa, contando ainda com peças importantes para o esquema do técnico Flávio Barros, a exemplo do atacante Alexsandro e do zagueiro Sinval.