Superação na canoagem
18 jun
Um esporte, infelizmente, nada popular, assim como o protagonista de grande feito na Copa do Mundo de Canoagem, na categoria velocidade (uma das 11 existentes na canoagem – tem até a paraolímpica). Com apenas 21 anos, o paulista Nivalter Santos (foto) conquistou, no início deste mês, o melhor resultado na história da competição com uma medalha de ouro na prova de 200 metros da etapa da Hungria.

E o tal do Nivalter parece não dar mole pra ninguém. O presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, João Tomasini Schwertner, lembra que o jovem quebra tabus desde o começo da promissora, ou melhor, já vitoriosa carreira. Foi ele quem classificou, de forma inédita, uma canoa brasileira para uma Olimpíada, ano passado, em Pequim.
E o técnico do campeão, Pedro Sena, logo se encheu de orgulho após a conquista, lembrando, como não poderia deixar de ser, o fato de, aqui no Brasil, não se encontrar as mesmas condições de treinamento ofertadas a um atleta europeu.
Para tentar reverter esta realidade, o Governo Federal criou, em 2004, o já conhecido Bolsa Atleta. Por ano, a canoagem recebe R$ 891 mil, repassados para 76 atletas que conquistaram resultados expressivos em eventos oficiais – em 2006 eram apenas nove canoístas beneficiados.
O valor não tem sido suficiente. Mas, para Tomasini, ‘a esperança é a última que morre’. A expectativa para 2010 é de que o programa alcance mais 80 novos competidores. É torcer para que ela se concretize, a fim de que possamos, em breve, comentar outros feitos como o aqui noticiado.

