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Às 1:32

Desafiante ‘gaiato’

27 jul

Esssa não podia passar batida mesmo! O ex-tetracampeão mundial de boxe Acelino Popó Freitas, hoje deputado federal pelo Estado onde começou a dar seus primeiros socos (com os quais, diga-se de passagem, conseguiu tirar a família da miséria), foi desafiado a fazer uma luta de despedida contra um desconhecido que, aos 21 anos, segundo ele, aproveita-se da mídia para crescer no esporte.

Isso porque o paulista Michael Oliveira, depois de conquistar seu primeiro título entre os pesos médios, sagrando-se campeçao latino do Conselho Mundial de Boxe (CMB) ao derrotar um dominicano, no últimodia 16, em São Paulo e por nocaute.Foi o bastante para motivá-lo a chamar para a briga o baiano que brilhou entre os superpenas e leves, mas que, devido à idade (35 anos), trocou as luvas pela atividade política, em Brasília.

O pugilista mais jovem hoje mora na Flórida e, em seu site oficial, afirma manter-se invicto em 14 lutas disputadas em menos de três anos de carreira. No entanto, o ‘convite’ soou como provocação para o ex-campeão mundial, que já estudava a possibilidade de fazer uma luta final, apenas para satisfazer o filho, que nunca o viu no ringue.

E o pretendente já acirrou os ânimos, de modo que Popó já começa a externar sua ‘ira’. Disse que o lutador não passaria de um gaiato que se profissionalizou com apenas duas lutas, afirmando que o mesmo precisaria respeitá-lo. Disse ainda que a nação brasileira sempre o respeitou e que, se o escolher como adversário para a grande despedida, irá arrebentá-lo, treinando como se estivesse em busca de mais um título mundial.

Tal rivalidade, mesmo que ainda incipiente, é o que também faz do boxe esta modalidade apaixonante, que sobrevive ao tempo – apesar da dura concorrência com o MMA, a mistura de artes marciais na qual brasileiros também despontam e que tem conquistado o mundo inteiro.

É esperar para ver se de fato Popó ainda tem força para dar folga ao terno e gravata, protagonizando o que seria mais um evento repleto de expectativa. A galera certamente gostará de ver o deputado cumprir a promessa!

Às 17:47

Exemplo

8 jan

A força de vontade do brasileiro é realmente algo incomensurável. Quando se acha que o sujeito vai desistir, eis que o desejo de ser alguém na vida supera toda e qualquer dificuldade. Refiro-me, desta feita, a um projeto desenvolvido em São Paulo e que tem como objetivo inicial retirar jovens das ruas e, por conseguinte, do mundo das drogas. Este seria apenas mais uma iniciativa cujo objetivo é tentar fazer o que o Estado não consegue, não fosse a forma como a mesma foi concebida. 

Pois bem. Na maior metrópole brasileira, três viadutos deixaram de ser meras engrenagens criadas para facilitar o fluxo de veículos em grandes cidades, já que um cidadão que atende pelo nome de Nilson Garrido teve a brilhante ideia de improvisar uma academia de boxe embaixo de uma passarela no Anhangabaú, transformando o que era um espaço ocioso em um centro de inclusão social pelo esporte. 

Já são mais de 130 alunos, entre moradores de rua e ex-presidiários que enxergam na prática esportiva a chance de se verem livres da marginalidade em todos os sentidos. A academia, logicamente, nada cobra dos que nela se exercitam, somente contribuindo à manutenção da mesma. Por lá, geladeira e botijão de gás servem de saco de pancada, dada a tradicional falta de apoio. A sobrevivência é garantida somente com doações isoladas e irrisórias contribuições mensais, quando possível, por parte de alguns alunos. 

A Prefeitura então decidiu ‘ajudar’, cedendo outro espaço, embaixo do Viaduto do Café. É como se o então prefeito, ainda em 2005, tivesse retirado um menino da sarjeta, abrigando-o num barraco de lona. Ou seja, quase nada fez. 

Menos mal é que a ideia sensibilizou a iniciativa privada. Com isso, logo conseguiram modernos aparelhos de ginástica. Hoje, a academia oferece também aulas de judô, jiu-jitsu, capoeira e boxe tailandês (ou muay thai), dispondo ainda de uma biblioteca com 15 mil volumes, além de um mini laboratório de informática, com máquinas também doadas. 

Um programa de televisão deu amplo destaque ao projeto, descrevendo o empenho de um dos alunos do ex-pugilista Garrido, que conseguiu recuperar um alcoólatra, retirando-o do vício com exercícios diários como levantar pneu de caminhão e dar martelada em pedras de obras inacabadas. O cidadão hoje disputa, com sucesso, competições interestaduais, como se não bastasse o exemplo de vida que finalmente começa a sensibilizar alguns nobres corações.

O triste é que o poder público segue deixando a desejar.

Às 15:29

Esportes de risco

6 out

Assustado, mas não surpreso, fiquei com a notícia de que um lutador entrou em coma após um golpe certeiro em disputa válida por cinturão da Liga Paulista de Boxe Profissional. Jefferson Gonçalo, de 39 anos, até resistiu ao duro golpe que sofrera no quarto assalto – quando foi informado de que um vaso na região do pescoço havia rompido, comprometendo assim a oxigenação do cérebro –, mas veio a desabar logo em seguida, desmaiando e tendo de ser retirado nos braços.

Gonçalo teve de abandonar a luta contra Ismael Bueno, que já disse a todos os jornais ainda se sentir mal com a situação, revelando até já ter orado pela recuperação do rival, cujo quadro de saúde não é nada bom, pois, o lutador passou por cirurgia de cinco horas, teve parte do cérebro retirada, não responde a estímulos e ficará com o lado esquerdo do corpo paralisado, havendo ainda o risco de morte. Que situação!

Contudo, como bem lembrou Ismael, todo lutador que sobe ao ringue tem consciência do risco que está a correr. Eis que me vem a necessidade de se refletir sobre o tema, no sentido de que se garanta mais segurança a quem troca socos e pontapés em um quadrado.

Acredito que seria o caso de os lutadores destes esportes de contato usarem uma proteção na cabeça (tão vulnerável nestas circunstâncias), com o competidor passando a vencer talvez apenas por pontos. Digamos que perderíamos a emoção de um nocaute, mas seria para o bem de todos, resguardando a integridade física do competidor.

E digo isto por até gostar de assistir às lutas do UFC (foto), a maior competição de MMA (Mixed Martial Arts, uma mistura de artes marciais numa só modalidade) do mundo, com alguns brasileiros entre os destaques. Em algumas disputas, o sangue corre solto, chegando-se a ter a impressão de que o lutador não vai suportar. Se este diz que aguenta o ‘trampo’, então o árbitro deixa a pancadaria seguir, dentro de certos limites, pois, o esporte é, de fato, mais que profissional.

E na verdade, talvez o que mais atraia o telespectador seja justamente o fato de o sangue por vezes rojar feito água, apesar de várias lutas serem definidas com golpes muito bem trabalhados de jiu-jitsu, onde uma ‘porrada’ de brasileiro costuma sobrar nos tatames do planeta. Ficaria então a cargo de seus organizadores decidir se valeria a pena adotar algum tipo de proteção – se bem que a cabeça dessa galera parece quase tudo suportar, pois, para isto também são devidamente preparados.

Com a palavra, os lutadores!

Às 14:31

Força feminina

21 set

Não se engane com a delicadeza da foto. A paulista Roseli Feitosa, de 21 anos, é a prova viva de que a mulher tem, de fato, conquistado cada vez mais força e espaço em tudo. Não são poucas as demonstrações de que elas não mais podem ser rotuladas como sexo frágil. Roseli, que se arriscou no vôlei, tendo de abandoná-lo devido ao quesito ‘sobrevivência’, veio a se descobrir no boxe, já conquistando, nada mais, nada menos, que o título mundial na categoria até 81 kg, pela Associação Internacional de Boxe Amador. E isso porque Roseli compete há somente três anos e meio.

Natural de São José do Rio Preto, onde iniciou no esporte não mais restrito aos machões, Roseli – que competiu numa categoria acima da de origem (até 75 kg) – foi campeã paulista com apenas quatro meses de treinamento, quando ainda trabalhava como recepcionista. Ela lembra que tudo começou por acaso, na academia onde se matriculou apenas para manter a forma, superando, como de costume, o preconceito ainda inerente às modalidades de muito contato físico, como o boxe – lembrando, com pesar, a falta de divulgação pela grande mídia.

A consagração veio com a vitória, no último sábado, sobre Marina Volnova, do Cazaquistão, por 12 pontos a 3, em Barbados, país caribenho internacionalmente conhecido pela pujança de sua atividade turística.

E Roseli sonha alto, já voltando suas atenções para a disputa do Pan-americano do ano que vem, em Guadalajara, no México, sonhando também com a possibilidade de carimbar passaporte rumo a Londres, nas Olimpíadas de 2012.

Evangélica, a pugilista paulista disse ter sigo agraciada com um verdadeiro milagre porque se recuperou, sem ir à mesa de cirurgia, de uma séria lesão no ombro. Difícil imaginar alguém ver seu ombro ‘sair do lugar’ sempre quando de um movimento brusco, o que ela se acostumou a fazer diariamente para nocautear as adversárias. Parece-me que toda dificuldade é pouco frente à bravura de quem não descansa enquanto não alcança seus objetivos.

O feito de Roseli me faz lembrar outra grande personagem – entre tantas – do nosso esporte: a judoca Edinanci Silva, que sofreu na pele o preconceito de se dedicar com afinco à batalha nos tatames, onde até chegou a ter sua feminilidade questionada, por conta do empenho com que costuma encarar os adversários.

A resposta, contudo, foi a melhor possível: bicampeã pan-americana, campeã mundial, além de três memoráveis participações em jogos olímpicos, em 1996, 2000 e 2004.

Às 23:33

Maguila cantor. Pode?

1 jun

maguila_cd 

Pois é. Acreditem! O ex-campeão mundial dos pesos pesados pela Federação Mundial de Boxe (WBF) está se preparando para lançar seu primeiro CD. Ele que aposentou as luvas no ano 2000 e que, vez ou outra, é alvo de chacotas por parte de alguns programas humorísticos – sempre evidenciando sua falta de zelo para com as palavras -, agora quer fazer sucesso, ou ao menos tentar, em cima dos palcos. Mas, se conquistar holofotes no ringue já não lhe foi nada fácil, imagine arriscar-se na vida artística, com tão pouca instrução e dom para a coisa?

Se bem que, no que diz respeito a talento, nossa música (especialmente a representada pelo forró eletrônico, que segue vendendo horrores) até se assemelha à realidade de muitos que ganham ou ganharam a vida trocando socos. De fato, adotar a política da força de vontade – mesmo que contrariando um bocado de gente – pode fazer a diferença. Contudo, ela pouco ajudou em sete das 85 lutas que o pugilista fez. Das sete derrotas, uma foi considerada humilhante: nocaute para Evander Holyfield, que até já bateu o louco do Mike Tyson.

Adilson Rodrigues merece nosso respeito. Mas imaginem o Maguila dançando samba, com o sucesso ‘Vida de Campeão’, à beira dos 51 anos de idade. Só falta o Sylvester Stallone – sucesso na pele do pugilista Rocky Balboa, já em sua sexta edição nos cinemas – voltar a se arriscar em algum filme pornô para driblar a crise.

Às 21:01

Mexicano morre após combate

6 mai

pugilistaUma notícia triste. O pugilista mexicano Benjamin Flores, de apenas 25 anos, faleceu ontem (terça-feira), cinco dias após combate contra o americano Al Seeger, em Dallas, Estados Unidos. Inconsciente, o mexicano teve de ser socorrido, ainda no oitavo assalto, direto ao hospital, onde chegou já em coma, depois de luta válida  pelo título americano na categoria supergalo. O juiz da disputa logo percebeu que o pugilista não estava nada bem.

E esta não foi a primeira. Levantamento do Journal of Combative Sport apontou, ainda em 2005, 1.255 mortes – a maioria por lesões cerebrais – em 72 países. Socos na cabeça fazem um movimento de vai e vem (para trás e para a frente) no cérebro, conhecido como ‘chicote’. Imaginem só. É como uma gelatina dentro de uma caixa.

Mas os números, lembrou o jornal, estão distantes daquilo que poderia ser considerado definitivo, já que muitas lutas acontecem à revelia das federações. O detalhe é que, se seguissem as normas de segurança do boxe amador, muitas vidas poderiam ser preservadas.

As disputas profissionais levam luvas mais duras, com número maior de rounds, além de os pugilistas não usarem proteção no rosto. Sem o devido cuidado, o boxe é tão perigoso quanto uma briga de rua. Mas é aquela velha história: infelizmente, sangue ainda dá Ibope!

Às 18:23

Rocky Júnior volta aos ringues dia 17

12 abr

rocky24O pugilista alagoano Cléverton Rocky Júnior voltará aos ringues nos próximo dia 17. Desta vez ele irá enfrentar o paranaense Juliano ‘Abutre’ Wognski, no Centro de Excelência do Basquetebol, em São José dos Pinhais, no Paraná, a casa do adversário.

Rocky está de volta depois de cirurgia delicada na mão direita, lembra o próprio, quando da disputa do cinturão Mundo Hispano, contra o paraguaio Oscar Rivas, em outubro do ano passado. O pugilista, tamanho o esforço, ‘só’ fraturou a mão em três lugares.

Mas Rocky, felizmente, com o apoio de seus patrocinadores, acredita já estar pronto para mais uma batalha. “Preciso ganhar confiança para bater forte com a mão direita”, ressalta o sósia do ator Sylvester Stallone – que fez história nas seis ‘incansáveis’ edições do pugilista mais famoso das telas do cinema, Rocky Balboa.

abutre24E o Rocky alagoano quer vencer mais uma, e por nocaute. O adversário tem apenas 21 anos e 72 quilos, mas experiência de sobra. Enquanto que Rocky é oriundo do kickboxing – onde foi tricampeão sulamericano -, Abutre (que assim ficou conhecido por ser considerado ‘carniceiro’, apesar de o mesmo não gostar do apelido) vem do muay thai, o boxe tailandês.

Não consegui encontrar o currículo do tal Abutre (com a cara de brigão, na foto). Mas vale conferir o site de sua equipe, a Thainaja. Vamos torcer para que a mão do nosso amigo Rocky esteja, até lá, tão pesada quanto a do personagem interpretado pelo Stallone, que, inclusive, já grava novo filme, desta vez no Brasil.

Às 0:04

A novela dos 'desertores' cubanos

28 fev

Boxe CubaA história mais parece seguir um roteiro de novela mexicana. Mas a ficção contrasta, e muito, com a dura realidade vivenciada pelos pugilistas cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux (foto), que ousaram abandonar o regime ‘comunista’ – dito desta forma porque o capitalismo, por lá, já ganha espaço ‘na forma de Coca-Cola’ – de Fidel Castro, refugiando-se no Brasil.

A deserção ocorreu durante o Pan-americano de 2007, no Rio de Janeiro. E aí vem o Brasil nessa história, ainda longe de um final feliz. À época, eles acabaram deportados pelo governo brasileiro, e, devido à repercussão do caso, receberam a promessa do ditador cubano de que seriam perdoados.

Mas a promessa foi descumprida. Tanto Lara quanto Rigondeaux foram afastados da Seleção daquele país, um exemplo de investimento em esporte para nós brasileiros. Estão pagando um preço alto por discordarem de uma postura política – e ela sempre dá as caras no esporte (basta lembrarmos as Olimpíadas de Berlim, em 1936, com o louco do Adolf Hitler – que o inferno o tenha – pregando o nazismo, três anos antes da Segunda Guerra Mundial).

Lara, que, assim como o colega, está refugiado nos Estados Unidos, afirma não ter entendido o fato de ter sido deportado do Brasil. Mas a resposta é simples: certamente não queriam mais um abacaxi para descascar, sobretudo durante um evento que ainda serve de vitrine para as Olimpíadas de 2016 – para a qual o Rio é candidata à sede.

A dupla quer voltar. E bem que poderia se naturalizar brasileira. Só não vale é chegar aqui e criar atos de xenofobia, como no recente caso da brasileira que teria inventado uma agressão na Suíça apenas para ganhar um dinheirinho com indenização.

Às 0:57

De silicone não dá!

17 fev

Gata BoxeEla está mais para modelo do que para qualquer outra coisa. Mas, além de desfilar nas passarelas da moda, a boxeadora inglesa Sarah Blewden também se arrisca no boxe. Não só se arrisca como pretendia brigar por uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.

Competiria em casa e, sem dúvida, seria ovacionada pelos fãs, não sei se pelo talento nos ringues, mas, certamente, pela beleza. Contudo, os médicos alertaram a pugilista a simplesmente abandonar o esporte – deveria ter escolhido outro -, devido ao receio dos mesmos quanto à prótese de silicone.

Os golpes – principalmente se ela não for boa com estas luvas nas mãos -, poderiam danificar seus seios e, com isso, prejudicar sua carreira de modelo. Não teve jeito. Sarah deixou de trocar socos e passou a depositar todas as fichas em outro ramo: o do salto alto.

Às 22:16

Rocky Júnior volta a treinar

5 fev

O pugilista alagoano Cléverton Rocky Júnior está de volta. Depois de uma cirurgia na mão direita que o retirou dos tatames por três meses, ele já começa a recuperar a forma física visando um novo compromisso, no próximo mês de março, em São Paulo. Por lá, ele pretende acelerar os treinamentos para, neste ano, buscar os títulos Continental e Mundial do Conselho Universal de Boxe.

Rocky garante que o fato de ter fraturado a mão no primeiro minuto do segundo round – na vitória sobre o paraguaio Oscar Rivas, em Maceió, onde conquistou o cinturão Mundial Latino em outubro passado – foi inédito no boxe internacional. Isso porque ele continuou a lutar até o décimo round, conquistando a vitória diante de sua torcida. “Foi o momento mais difícil de minha carreira”, lembra o pugilista e tricampeão sul-americano de kickboxing.

Que ele continue a protagonizar situações inéditas que com orgulho descreve – desde que venha a permanecer no lugar mais alto do pódio. Rocky já é um vencedor por ter acreditado que, mesmo depois dos 30 – Popó se aposentou antes disso -, ainda é possível brilhar. Ele trocou de modalidade, mas não abandonou a perseverança!