Novo estrangeiro comanda o basquete
16 jan
A Seleção Brasileira de Basquete tem um novo comandante. Trata-se do argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a seleção de seu país em Atenas e um dos principais responsáveis pela maior geração do basquetebol entre os compatriotas, também vice-campeões, sob seu comando, do Mundial de 2002. Aos 55 anos, o treinador – com mais de 20 títulos no currículo – substitui outro estrangeiro (o primeiro a treinar nossa seleção masculina), o espanhol Moncho Monsalve.
Tetracampeão europeu (como jogador) pelo Real Madrid, Moncho deixa o Rio de Janeiro, após dois anos de nebulosa estadia, levando consigo a negativa marca de não ter consigo levar a Seleção a Pequim.
Pelo terceiro ano consecutivo, os meninos do Brasil não conseguiram vaga numa Olimpíada, apesar de alguns jogadores garantirem que o já ex-treinador deixou um importante legado – algo que soa estranho a quem não concebe crescimento sem um pódio. Afinal, a última vez em que estivemos nos Jogos foi em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos, quando Oscar, o eterno ‘mão santa’, ainda era o principal jogador.
Magnano – cujo contrato vai até 2012 (ano de Olimpíada) – assume com a missão de fazer bonito no Mundial da Turquia, em agosto próximo. Para tal, ele espera contar com o apoio ‘dos excelentes jogadores brasileiros que atuam dentro e fora do país’.
Teve jogador que chegou a dizer acreditar que a saída repentina de Moncho foi em decorrência de problemas de saúde do espanhol. Balela! Assim como no futebol, não há técnico que se sustente sem resultado.



Uma ‘anomalia’ que parece ter vindo para o bem. A imagem flagra a deficiência genética do jogador americano Frank Tolbert, que, na verdade, atrai as lentes dos fotógrafos muito mais pelo talento do que pelo dedinho a mais em cada mão. É o que poderíamos chamar de Lula, ‘ao contrário’, do basquetebol.
A seleção brasileira feminina de basquetebol em cadeira de rodas conquistou, na última sexta-feira (19), alçou importante voo na modalidade. Isso porque as meninas deixaram a Guatemala, sede da Copa América, com a certeza do dever cumprido e, na bagagem, uma medalha de prata que se tornou motivo de orgulho a quem já é considerada vencedora pelo simples fato de se entregar a uma atividade física, nunca se rendendo à limitação que, para muitos, seria o fim do mundo.
Alagoas voltou ao pódio no basquete. O feito foi em Londrina, no Paraná, onde aconteceram as finais da Primeira Divisão das Olimpíadas Escolares deste ano. Por lá, no último dia 15, a equipe masculina do Colégio Intensivo venceu a Escola Barão de Solimões, de Porto Velho, a capital da longínqua Rondônia, onde conquistou a medalha de bronze na categoria para meninos de 15 a 17 anos de idade. Com o placar de 71 a 66, os alagoanos voltaram para casa com a certeza do dever cumprido, para alegria do nosso Erivaldo Silva, o ‘Shampoo’, que comandou a garotada na grande decisão, realizada no ginásio de esportes do Sest/Senat.
Enfim, a medalha. Alagoas superou quase todas as expectativas na 18ª edição do Campeonato Brasileiro Sub-15 Feminino de Basquete, para equipes da região Nordeste, que em Maceió estiveram para, no último final de semana, protagonizarem o que há de melhor no esporte: a troca de experiências. Foi no ginásio do Sesc Poço que o time do técnico Agilson Alves, um dos abnegados incentivadores do basquete alagoano, brilhou em quadra, não chegando, por muito pouco, a decidir o título da competição.
Maceió é palco, até este sábado, do Campeonato Brasileiro de Basquete Feminino, para garotas com até 15 anos de idade. A seleção alagoana já conquistou seu objetivo, que era o de chegar às semifinais da competição que reúne oito equipes. O presidente da Federação local, Carlos Alberto Lima, apesar do orgulho em sediar o certame, ainda não consegue esconder a ‘mágoa’ para com a falta de apoio pelo poder público – segundo ele, o basquete em Alagoas (que conta com a ajuda, quase que isolada, da Usina Coruripe) precisa ser mais difundido no ambiente escolar.