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Às 18:19

Tragédia na Indy; indiferença na Fórmula 1

10 nov

Todos ficaram perplexos com o acidente que envolveu 15 carros, na 12ª volta da etapa de Las Vegas da Fórmula Indy. O piloto britânico Dan Wheldon, de 33 anos, foi a vítima fatal, na última corrida da temporada. Como os carros, nesta categoria, atingem maior velocidade se comparado às máquinas da Fórmula 1, o risco é ainda mais forte, de modo que nem o avanço da tecnologia tem conseguido evitar graves acidentes.

Contudo, perigosa ou não, esta é a Fórmula Indy, com o circuito oval ainda a encantar o público norte-americano, já que a maioria das provas continua a ocorrer nos Estados Unidos. Wheldon era o atual campeão das 500 Milhas de Indianápolis, depois de se tornar o único piloto da história da prova a vencer tendo liderado em apenas uma única volta, brigando pelo prêmio de US$ 5 milhões na capital mundial do entretenimento.

E se na Indy permeia o sentimento de tamanha e precoce perda, na Fórmula 1, sobram polêmicas. A mais recente delas versa diz respeito à declaração do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, que pôs em dúvida o futuro da escuderia na categoria mais popular do automobilismo.

Isso porque, segundo o dirigente, a Federação Internacional (FIA) precisa promover mudanças em itens do regulamento técnico, ampliando os testes e permitindo a adoção de um terceiro carro por cada equipe, chegando a afirmar que a Fórmula 1 nada seria sem a Ferrari, e vice-versa, já que a história de ambas se confunde.

“Não somos patrocinadores”, criticou Luca, dando conta de que o grupo italiano estaria a amargar prejuízo, também em virtude da crise enfrentada pelo premier Silvio Berlusconi, dono do Milan e sogro do atacante brasileiro Alexandre Pato.

A Ferrari é a terceira no Mundial de Construtores, com o espanhol Fernando Alonso na mesma posição, sem qualquer chance de brigar pelo título deste ano, restando duas provas para o final, incluindo a do Brasil – apenas para lembrar, o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, já faturou o bicampeonato em 2011.

Se servir de alento, Felipe Massa, o melhor classificado entre os brasileiros (em 6º lugar), renovou com a Ferrari por mais um ano, cumprindo o contrato que finda em 2012. Já Rubinho, de quem também pouco se ouve falar, aguarda possível renovação com a Williams.

Às 3:39

Mobilização

19 abr

Os pilotos da Stock Car, a maior competição do automobilismo nacional, estão mobilizados no tocante à busca por melhorias nos autódromos brasileiros, sempre visando à segurança de quem conduz máquinas bem velozes.

Tudo porque a categoria se viu diante de um trágico acidente que, para muitos, poderia ter sido evitado: a morte de Gustavo Sondermann na famigerada Curva do Café, em Interlagos e cujo risco já havia sido alvo de questionamento por parte de uma comissão de profissionais do volante.

A comissão, no entanto, agora parece ter perdido a paciência no que diz respeito à pauta de reivindicações que, segundo ela, costumam passar despercebidas pelos organizadores, sempre com o quesito segurança em primeiro plano. Todos agora estão ainda mais preocupados para com a possibilidade de um novo trágico acidente.

Os pilotos alertam ainda que, se detectado um problema desta magnitude em um autódromo como o de Interlagos, o que então esperar de outros circuitos Brasil afora? Segundo a comissão de pilotos, há outro ponto da pista que merece um pouco mais de atenção: a entrada para os boxes, em virtude de um muro lá erguido.

Desse jeito, nem parece que a tecnologia é uma forte aliada, dado o desleixo que resultou no grave acidente da foto. Tecnologia esta que faltou a Ayrton Senna, que acertou em cheio o muro da curva Tamburello, em Ímola, na Itália, onde se despediu de todos nós – causando-nos um eterno vazio nas manhãs de domingo.

É como se a categoria não estivesse sendo devidamente lembrada no momento de se discutir a integridade física dos que são verdadeiramente os responsáveis pela festa, já que de nada adianta o ronco do motor sem alguém que saiba domar a fera.

E em se tratando de esporte que costuma movimentar uma fortuna, tal exigência é o mínimo que seus protagonistas têm de fazer.

Às 4:25

Esportividade zero

8 fev

Todos tomaram conhecimento da gravidade de acidente registrado em circuito da Itália, onde o piloto polonês de Fórmula 1 Robert Kubica quase perdeu a vida ao se chocar contra um imenso pedaço de ferro que separava a pista e uma ribanceira. No trajeto, bastante estreito, os competidores não costumam ter piedade do acelerador – ao contrário de muitos que se dizem pilotos –, pisando-o até praticamente voarem no asfalto, ignorando curvas acentuadas e demais obstáculos.

A imagem acima mostra a situação em que ficou o carro conduzido pelo piloto da Renault: completamente destruído, com a tal barra de ferro quase ‘varando’ o automóvel. O resultado: várias fraturas na parte direita de seu corpo, com perna e braço bastante machucados. A mão foi o órgão mais afetado e os médicos disseram que precisam aguardar ao menos mais uma semana para saber se Kubica – que não corre risco de morte – poderá retornar às pistas com a mesma 100% recuperada. 

O detalhe é que, depois de o piloto ter permanecido preso às ferragens por mais de uma hora, alguns competidores sequer pararam seus veículos para se informarem acerca do ocorrido, preocupados tão somente em concluir a prova – mesmo com alguns corajosos se atirando à pista, na tentativa de os alertarem sobre a situação.

As câmeras flagraram tudo e o co-piloto do polonês se queixou da falta de esportividade dos adversários. Lamentável!

Às 15:30

Campeão milionário

30 nov

Sebastian Vettel. O mais novo campeão da Fórmula 1 foi recebido com festa por mais de 10 mil fãs no retorno à terra natal, onde irá desfrutar de merecidas férias com, nada mais, nada menos, que R$ 7 milhões no bolso, graças à conquista do título inédito. Um prenúncio de que o contrato do jovem piloto alemão deverá ser renovado ao final de 2011, apesar de Ferrari e Mercedes já terem demonstrado interesse pelo funcionário da RBR, também campeã entre as equipes.

Na última prova, em Abu Dhabi, o piloto de somente 23 anos largou na pole e não mais se preocupou com o retrovisor, tendo, no entanto, de torcer contra o bicampeão Fernando Alonso, já que o espanhol precisava chegar em quarto para abocanhar o tricampeonato.

Todavia, o adversário acabou encontrando problemas, cruzando a linha de chegada apenas em sétimo, numa temporada em que outros dois foram para o último desafio com chances de levantar o caneco: os ingleses Lewis Hamilton e Jenson Button. Com isso, Vettel somou 256 pontos, 10 a mais que o segundo colocado na classificação geral, apesar de Alonso também ter conquistado o mesmo número (5) de vitórias, em 19 corridas.

Um cidadão que trabalhou com Ayrton Senna já chegou a dizer, talvez equivocadamente, que Vettel seria um piloto ‘do mesmo calibre’ do brasileiro tricampeão mundial. Afirmações do tipo – que pouco acrescentam ao mundo do automobilismo, em se tratando de um talento, mas ainda em início de carreira – também têm marcado a postura de alguns de nossos representantes na Fórmula 1, por meio das quais buscariam justificar a pífia performance no corrente ano.

Felipe Massa, por exemplo, disse que ninguém acreditava, ainda em 2006, que não duraria mais de um ano na Ferrari. Passou-se dois anos e o competente piloto ‘da língua presa’ esteve perto de brigar pelo titulo. Veio o quase trágico acidente do ano passado – em que uma mola acertou sua cabeça, salva pelo moderno capacete – e, neste ano, nada aconteceu, mais uma vez. ‘Colocaram mais de dez pilotos no meu lugar, mas aqui estou’, desabafou Massa, que terminou apenas em sexto lugar no geral.

Mas daí a vencer de fato, depois de quatro anos defendendo a poderosa escuderia italiana, parece um passo ainda complicado – sempre a se esconder no argumento de suposto desdém pelo manda-chuva da equipe, que ainda o considera como o segundo piloto. Já com relação aos demais, tem-se somente a sede por vitória. Rubinho somou 47 pontos e terminou como o décimo melhor piloto (entre os 27 participantes), enquanto Bruno Senna e Lucas di Grassi sequer pontuaram.

Às 16:03

Senna chega aos cinemas

12 nov

Vem ai mais uma super produção do cinema brasileiro. No entanto, não estamos a falar de qualquer roteiro em que o suspense ou o drama prevaleça. Isso porque o maior ídolo do esporte nacional estará nas telonas de todo o País a partir desta sexta-feira, quando o brasileiro – que ele tanto defendia no mundo do automobilismo – poderá reviver glórias, e não foram poucas, do piloto nas pistas do planeta.

O documentário, segundo seus produtores, traz cenas de bastidores e até situações da vida particular de Ayrton Senna, a exemplo daquilo que ele mais gostava de fazer nas horas vagas – apaixonado por velocidade, costumava acelerar, nos dias de folga, por sobre as águas com seu jet ski, o brinquedinho preferido.

Os amantes da Fórmula 1 também terão a oportunidade de reviver uma das maiores rivalidades da categoria, entre Senna e o francês Alain Prost, que, no final década de 80, recebeu o novato na McLaren quando já era bicampeão. Ou seja, foi como se estivéssemos diante da estreia de Rubinho na Ferrari, quando o companheiro de equipe era, nada mais, nada menos, que Michael Schumacher, o maior campeão da história.

O detalhe é que, no documentário, Prost é relatado como o vilão, já que a produção ganhou contornos hollywoodianos. Mas até que fez sentido. Afinal, como demonstra o inglês Asif Kapadia – autor da iniciativa que fará muita gente chorar –, o ex-piloto francês, apesar da amizade construída com o brasileiro, levou vantagem em muitas corridas, pelo fato de a equipe privilegiá-lo abertamente.

Trecho do documentário mostra até episódio em que a Federação Internacional de Automobilismo (Fia) alterou regras da disputa que tiraram Senna do sério – a cena traz Ayrton deixando reunião em que se discutia tais regras, questionando-as em inglês. Mas como ressaltou a irmã do piloto brasileiro, Prost – que logo se surpreendeu com o potencial do colega – concordou com a forma como será descrito no cinema.

Nós brasileiros certamente agradeceremos a homenagem póstuma. Até as angústias e amores do piloto foram relatadas. Tempos depois, há quem ainda repercuta informações menos importantes, como a ‘revelação’ de Xuxa, ex-namorada de Senna e que teria tentado reatar com o piloto um dia antes de sua trágica morte, em 1994, quando a Williams que pilotava – e com a qual ainda não havia se entendido – acertou muro da curva Tamburello, no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália.

É realmente uma pena saber que nenhum brasileiro está entre os quatro pilotos que disputam o título de 2010 na última prova, no próximo domingo. Dizem que o sobrinho Bruno Senna estaria reeditando o começo de Ayrton ao fechar com a Lótus para a temporada 2011. No entanto, a temporada, a de estreia, do jovem piloto tem sido um desastre, embora o mesmo mereça o rótulo de mau piloto – já que a Hispania não lhe ofertara as condições ideais. É torcer para que, um dia, Bruninho consiga ao menos a metade do prestígio do tio sobre quatro rodas.  

Já com relação ao triste fim de Senna, o documentário destaca o fato de o brasileiro ter quase que previsto o acidente que parou o País e que, definitivamente, mudou para sempre as manhãs de domingo. Apesar do empenho de pilotos como Felipe Massa – que quase chegou lá –, nada se compara à vontade de vencer de quem parecia transcender nas pistas, como relatado no documentário, quando Senna ‘flutuava’ nas curvas do trancado circuito de Mônaco – onde travou outro duelo memorável, desta feita com o britânico Nigel Mansel.

E o que dizer do Grande Prêmio do Japão de 1988, quando Senna teve de superar problemas na largada, ultrapassando 13 carros para ser campeão? É se acomodar na poltrona e reviver tamanha emoção!

Às 2:27

Mal entendido

8 out

Com o olhar longe. Eis a melhor imagem que possa definir os últimos dias de Felipe Massa. Isso porque o piloto da Ferrari foi, segundo ele, mal interpretado ao conceder entrevista a um jornal alemão (logo de onde!!), cuja repórter o indagou sobre a sina que atende pelo nome de Michael Schumacher. A pergunta foi a seguinte: ‘Você aceitaria ser rotulado como o segundo piloto da Ferrari (sua atual escuderia)?

E a apropriada pergunta teve total sentido, já que o brasileiro – que só acertou a trave, mas ainda não conseguiu ganhar um campeonato – tem sido notícia (assim como o foi Rubens Barrichello, quando este vestia o macacão avermelhado) de forma nada agradável. Afinal, o piloto de 29 anos tem servido apenas de trampolim, digamos assim, ao companheiro de equipe Fernando Alonso.

E a ‘missão’ de Felipe também tem lógica, já que a Ferrari está muito mais interessada na possibilidade de o ‘primeiro piloto’ ser tricampeão mundial. Massa teria dito a repórter que, se isto acontecer (tornar-se, de fato, a permanente segunda opção da construtora italiana), ele deixará as pistas.

Contudo, um dia após a declaração, o brasileiro garantiu que nada passara de um grande mal entendido. No entanto, manteve a afirmação de que nunca irá correr apenas para chegar em segundo lugar. Para Felipe, muito mais importante do que deixar Alonso passar será correr bem para ao menos atrapalhar a vida dos rivais do espanhol. Que tarefa!

Tudo bem que Massa – que põe a culpa de seu limitado desempenho nos pneus – até demonstre mais vontade de vencer do que o compatriota da Williams, assegurando não temer qualquer chance de demissão. Bom saber que o automobilista, assim como o colega de profissão, já está muito bem de vida!

Às 6:30

Daqui ninguém me tira!

30 set

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 não cansa de chamar a atenção. A diferença é que, desta feita, por qualquer coisa que não sua performance – ainda pífia desde o seu ‘retorno’ ao circo do automobilismo mundial – dentro das pistas. Frente aos rumores de que estaria novamente planejando sua aposentadoria (e dessa vez sem retorno), o alemão Michael Schumacher, já com 41 anos, confessou estar passando por maus bocados – diferentemente da época auge que o transformou num mito.

 Ofuscado na Mercedes, Schumacher ocupa a modesta 10ª colocação (entre os 27 competidores), com 46 pontos, mas ainda à frente do persistente Rubens Barrichello, o 11º, e atrás de Felipe Massa, o sexto. Para alguém que já venceu 91 grandes prêmios, não triunfar em nenhum dos 15 circuitos por onde passou é de fato frustrante, como atestou o próprio piloto. E tomara que ele não desencante logo aqui no Brasil, no penúltimo GP, o de Interlagos, em novembro próximo.

Contudo, bem ao estilo Zagallo (só que bem mais esbanjador), Schumacher diz que a Fórmula 1 ainda terá que lhe engolir por mais algum tempo, já que o mesmo garante ainda encontrar motivação para correr. Afinal, além de fazer o que gosta, o quarentão também embolsa uma boa grana apenas para participar – como parece fazê-lo, desde a eternidade, o seu ex-companheiro de equipe cujo nome nem precisa ser citado novamente.

Todavia, garante o alemão, o objetivo, mesmo que longínquo, é voltar a vencer um campeonato, meta muito difícil de ser alcançada com o carro que passou a pilotar, a não ser que a Mercedes siga o exemplo de Benetton e Ferrari, que o levaram a glória na F-1.

Mas é aquela coisa: duvidar de Schumacher é o mesmo questionar o futebol de um Lionel Messi, por exemplo. Então aguardemos 2011 para vermos se até lá o quase ex-campeão ainda terá fôlego e, sobretudo, braço suficiente!

Às 6:26

Interlagos ameaçado

9 set

A temporada 2010 da Fórmula 1 segue repleta de atrações, apesar de os pilotos brasileiros não irem muito bem – concluída a 13ª prova, Felipe Massa é o melhor colocado entre eles, com a sexta posição na classificação geral, tendo o inglês Lewis Hamilton como líder. Mas repercuto a maior disputa do automobilismo mundial para reavivar discussão recentemente travada acerca da possibilidade de se extinguir o Grande Prêmio do Brasil.

Isso mesmo! Tudo porque o Circuito de Interlagos, em São Paulo, não estaria apresentando condições ideais à prova em solo nacional, já tendo sido considerada por alguns como o pior asfalto para se correr frente aos demais postos à competição. O chefão da Fórmula 1 chegou até a questionar a viabilidade do GP de Mônaco (foto), descontente com a verba que lá arrecada – tudo porque cada vez mais países se oferecem com maior poder de barganha, levando Bernie Ecclestone, como todo bom capitalista, à loucura (diante da possibilidade de ficar ainda mais rico). O próximo país a sediar uma etapa será a Índia, em 2011.

Contudo, seria um retrocesso (e creio que todos os amantes da Fórmula 1 devem concordar comigo) simplesmente esquecer um passado de glórias proporcionado pelo charmoso circuito de rua que corta a histórica cidade de Monte Carlo e onde tanta gente deixou sua marca, a exemplo do próprio Ayrton Senna, que, na década de 90, esgotou o britânico Nigel Mansell – que, com sua Williams, perseguiu, sem sucesso, o brasileiro durante toda a prova, sem conseguir ultrapassá-lo e se contentando com o segundo lugar.

Pior retrocesso ainda seria virar às costas para Interlagos, onde um tricampeão mundial também fez história. Mas os interesses comerciais, como de costume, acabam se sobressaindo. Afinal, o exigente mundo do automobilismo continua a buscar a perfeição em tudo, principalmente no que diz respeito à segurança (que parece ser o problema da pista brasileira).

Enquanto isso, a F-1 continua a passar por mudanças como a punição prevista para equipes que ‘combinarem’ resultados sempre que ambos os pilotos estiverem liderando uma corrida, de modo a obrigar que o primeiro colocado ceda a posição para quem vem logo atrás – como já ocorreu por diversas vezes, inclusive com Massa e Rubinho Barrichello, quando este ainda era companheiro de equipe de Schumacher.

Inegável que a regra – criada em 2002, mas que só agora deverá de fato sair do papel – representa um avanço. Além da busca pela tão desejável transparência, a medida pode vir a garantir o brilho que ainda resta à disputa, de modo a tentar prender o brasileiro à frente do televisor, mesmo sem muita expectativa de que um compatriota vença.

E a decisão será ainda mais positiva se pudermos acompanhar seus efeitos por aqui, direto de Interlagos, ouvindo de perto o ronco dos motores!

Às 14:06

Schumacher já não é unanimidade

17 mai

Triste ver alguém que, sabedor de seu potencial, não consegue fazer o que fazia quando da ideal ferramenta de trabalho em suas mãos. Assim tem sido os últimos dias do piloto alemão Michael Schumacher. A má fase do piloto que deixou a mais que tranquila aposentadoria para voltar a se aventurar na Fórmula 1, desta vez com outra escuderia (a Mercedes), teve sequência neste domingo, quando o heptacampeão mundial de 41 anos acabou punido no Grande Prêmio de Mônaco ( o 6º da temporada) – vencido pelo australiano Mark Webber (na oportunidade, o piloto da Red Bull e que já lidera o Mundial de Pilotos recordou o inesquecível Ayrton Senna, que pintava e bordava naquele circuito).

Schumacher completou a prova em sexto – duas posições atrás de Felipe Massa, brasileiro de melhor colocação no GP – porque teve 20 segundos acrescidos a seu tempo depois de uma ultrapassagem ilegal sobre o espanhol Fernando Alonso, da McLaren, quando o Safety Car se encontrava na pista.

Parece que tudo está dando errado para o alemão cujo talento, tempos atrás, chegava a entediar, dada a falta de competitividade que chegou a dominar a disputa. Impaciente, até já discutiu, na última quinta-feira (13), com um repórter britânico que o questionou sobre incidente envolvendo o piloto, que, em 2006, provocou a interrupção de treino livre ao parar em uma das curvas do principado (como se o jornalista duvidasse da qualidade do alemão em Mônaco, onde tudo é bem apertadinho).

Na ocasião, ele se recusou a detalhar o fato e ainda chamou o rapaz do microfone de ‘chato’, pedindo-o para fazer indagações apenas do presente.

Convenhamos, Schumacher não tinha nada de voltar a competir depois de tanto contribuir para com a Fórmula 1, escrevendo, definitivamente, seu nome na história do automobilismo como um dos maiores pilotos do mundo. Talvez atendendo a um desejo pessoal (afinal, mesmo com tanto dinheiro para curtir a vida, há quem não consiga deixar de fazer o que aprendeu ainda adolescente), ou mesmo seduzido pelos holofotes da mídia e pela força comercial do evento, Schumacher tenha decidido pela volta não tão triunfante, ao menos por enquanto.

Enquanto isso, nossos brasileiros seguem, como de costume, medianos. Com sua Ferrari (com quem já foi vice-campeão), Massa é o quarto colocado na classificação geral – Rubens Barrichello, da Williams, o 12º; Lucas di Grassi, da VRT-Cosworth, o 20º; e Bruno Senna, da Hispania, o 22º (do total de 24 participantes). O detalhe é que os dois últimos ainda não pontuaram, ‘sobretudo’ o sobrinho do tricampeão mundial, que corre, sem muita perspectiva, pela equipe – estreante - considerada a pior da F-1.

Às 23:40

Rolou a pizza na Fórmula 1

12 abr

briatore1O assunto do momento entre os melhores do automobilismo mundial volta a ser um fator negativo, para a tristeza dos amantes da Fórmula 1. Tudo porque a Federação Internacional (FIA) decidiu chegar a um acordo com o famigerado Flavio Briatore (aquele mesmo, responsável pela crise da fabricação de resultados, que resultou no afastamento de Nelsinho Piquet), cancelando a expulsão, definitiva, do ex-chefe da Renault.

Ou seja, com a medida conciliatória, Briatore fica autorizado a retomar os trabalhos no circo da F-1, quando encerrados os cinco anos – somente em 2013 – de punição pela marmelada que quase botou a perder sua carreira, levantando suspeita acerca da lisura das disputas no Mundial.

E a justificativa pelo perdão, segundo a FIA, foi o fato de o dirigente ter demonstrado arrependimento, pedindo desculpas pelo papelão que deixou milhares de torcedores estupefatos, dada a grosseria do ocorrido – já que, até então, nunca se tinha visto alguém provocar um acidente, acertando o muro de um circuito (o de Cingapura, em 2008) para beneficiar o ex-colega de equipe, o espanhol Fernando Alonso.

Enquanto isso, o piloto brasileiro Felipe Massa segue liderando a competição, mesmo sem ter vencido nenhuma das três provas já realizadas – o que já se tornou motivo de piada pelos comentaristas esportivos que nada deixam passar, considerando o fato uma mera casualidade. Alguns foram ao extremo, afirmando que, se Massa consegue se manter no topo sem vencer, o mesmo poderia ser feito por Rubinho Barrichello, que nunca faturou um título em mais de 15 anos de Fórmula 1.

Resta-nos torcer até o final. O próximo desafio será no dia 18, no Grande Prêmio de Xangai, na China. Esperamos que, de olhos bem abertos, nosso trio (lembre-se o jovem estreante Bruno Senna) possa superar os obstáculos da nova batalha sob o asfalto. Afinal, a sorte que ajudou Massa na última corrida (na Malásia, terminou em sétimo e foi beneficiado pela quebra do carro de Alonso) não costuma dar as caras todo santo dia.