Tragédia na Indy; indiferença na Fórmula 1
10 nov

Todos ficaram perplexos com o acidente que envolveu 15 carros, na 12ª volta da etapa de Las Vegas da Fórmula Indy. O piloto britânico Dan Wheldon, de 33 anos, foi a vítima fatal, na última corrida da temporada. Como os carros, nesta categoria, atingem maior velocidade se comparado às máquinas da Fórmula 1, o risco é ainda mais forte, de modo que nem o avanço da tecnologia tem conseguido evitar graves acidentes.
Contudo, perigosa ou não, esta é a Fórmula Indy, com o circuito oval ainda a encantar o público norte-americano, já que a maioria das provas continua a ocorrer nos Estados Unidos. Wheldon era o atual campeão das 500 Milhas de Indianápolis, depois de se tornar o único piloto da história da prova a vencer tendo liderado em apenas uma única volta, brigando pelo prêmio de US$ 5 milhões na capital mundial do entretenimento.
E se na Indy permeia o sentimento de tamanha e precoce perda, na Fórmula 1, sobram polêmicas. A mais recente delas versa diz respeito à declaração do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, que pôs em dúvida o futuro da escuderia na categoria mais popular do automobilismo.
Isso porque, segundo o dirigente, a Federação Internacional (FIA) precisa promover mudanças em itens do regulamento técnico, ampliando os testes e permitindo a adoção de um terceiro carro por cada equipe, chegando a afirmar que a Fórmula 1 nada seria sem a Ferrari, e vice-versa, já que a história de ambas se confunde.
“Não somos patrocinadores”, criticou Luca, dando conta de que o grupo italiano estaria a amargar prejuízo, também em virtude da crise enfrentada pelo premier Silvio Berlusconi, dono do Milan e sogro do atacante brasileiro Alexandre Pato.
A Ferrari é a terceira no Mundial de Construtores, com o espanhol Fernando Alonso na mesma posição, sem qualquer chance de brigar pelo título deste ano, restando duas provas para o final, incluindo a do Brasil – apenas para lembrar, o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, já faturou o bicampeonato em 2011.
Se servir de alento, Felipe Massa, o melhor classificado entre os brasileiros (em 6º lugar), renovou com a Ferrari por mais um ano, cumprindo o contrato que finda em 2012. Já Rubinho, de quem também pouco se ouve falar, aguarda possível renovação com a Williams.




Sebastian Vettel. O mais novo campeão da Fórmula 1 foi recebido com festa por mais de 10 mil fãs no retorno à terra natal, onde irá desfrutar de merecidas férias com, nada mais, nada menos, que R$ 7 milhões no bolso, graças à conquista do título inédito. Um prenúncio de que o contrato do jovem piloto alemão deverá ser renovado ao final de 2011, apesar de Ferrari e Mercedes já terem demonstrado interesse pelo funcionário da RBR, também campeã entre as equipes.
Vem ai mais uma super produção do cinema brasileiro. No entanto, não estamos a falar de qualquer roteiro em que o suspense ou o drama prevaleça. Isso porque o maior ídolo do esporte nacional estará nas telonas de todo o País a partir desta sexta-feira, quando o brasileiro – que ele tanto defendia no mundo do automobilismo – poderá reviver glórias, e não foram poucas, do piloto nas pistas do planeta.
Com o olhar longe. Eis a melhor imagem que possa definir os últimos dias de Felipe Massa. Isso porque o piloto da Ferrari foi, segundo ele, mal interpretado ao conceder entrevista a um jornal alemão (logo de onde!!), cuja repórter o indagou sobre a sina que atende pelo nome de Michael Schumacher. A pergunta foi a seguinte: ‘Você aceitaria ser rotulado como o segundo piloto da Ferrari (sua atual escuderia)?
O heptacampeão mundial de Fórmula 1 não cansa de chamar a atenção. A diferença é que, desta feita, por qualquer coisa que não sua performance – ainda pífia desde o seu ‘retorno’ ao circo do automobilismo mundial – dentro das pistas. Frente aos rumores de que estaria novamente planejando sua aposentadoria (e dessa vez sem retorno), o alemão Michael Schumacher, já com 41 anos, confessou estar passando por maus bocados – diferentemente da época auge que o transformou num mito.
Triste ver alguém que, sabedor de seu potencial, não consegue fazer o que fazia quando da ideal ferramenta de trabalho em suas mãos. Assim tem sido os últimos dias do piloto alemão Michael Schumacher. A má fase do piloto que deixou a mais que tranquila aposentadoria para voltar a se aventurar na Fórmula 1, desta vez com outra escuderia (a Mercedes), teve sequência neste domingo, quando o heptacampeão mundial de 41 anos acabou punido no Grande Prêmio de Mônaco ( o 6º da temporada) – vencido pelo australiano Mark Webber (na oportunidade, o piloto da Red Bull e que já lidera o Mundial de Pilotos recordou o inesquecível Ayrton Senna, que pintava e bordava naquele circuito).
O assunto do momento entre os melhores do automobilismo mundial volta a ser um fator negativo, para a tristeza dos amantes da Fórmula 1. Tudo porque a Federação Internacional (FIA) decidiu chegar a um acordo com o famigerado Flavio Briatore (aquele mesmo, responsável pela crise da fabricação de resultados, que resultou no afastamento de Nelsinho Piquet), cancelando a expulsão, definitiva, do ex-chefe da Renault.