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Às 4:04

Destaque no JUBs

29 nov

O maior evento esportivo acadêmico do país, os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), foi realizado neste mês de novembro, em Campinas, interior de São Paulo, reunindo cerca de três mil atletas de todo o país.

Na disputa, a velocista alagoana Bruna Jéssica (à esquerda) abocanhou três medalhas: prata nos 200 metros, além de bronze nos 100 metros e no revezamento 4×100m.

Já bem acostumada às vitórias, Bruna segue levando Alagoas ao pódio em competições importantes País afora, tendo sido superada, nos 200 metros (sua prova favorita), apenas pela piauiense Fernanda Araújo, considerada a mais rápida do Norte-Nordeste.

Já na disputa dos 100 metros, Jéssica não conseguiu desbancar a medalhista panamericana Rosângela Santos, cruzando a linha de chegada em terceiro, alguns centésimos de segundo depois.

Bruna, que recebe o Bolsa Atleta Estadual, também brilhou em junho passado, quando da participação no Campeonato Brasileiro Caixa de Juvenis, em São Paulo, onde foi vice-campeã nos 100 metros.

Cada um dos 20 atletas tem direito a um salário mínimo mensal, cujo período de vigência corresponde um ano. O recurso deve ser aplicado em despesas como alimentação e compra de material esportivo, motivo pelo qual ainda é considerado insuficiente pelos atletas de alto rendimento.

Eis a importância de a iniciativa privada também contribuir, de modo que tais promessas não continuem reféns de único, e por isso indispensável, apoio.

Às 3:09

Yohansson do Brasil!

29 nov

O velocista alagoano Yohansson Ferreira, de 24 anos, foi um dos nossos grandes destaques no Parapan, realizado na cidade mexicana de Guadalajara, onde o Brasil foi o campeão em medalhas (com 197 no total), superando potências como os Estados Unidos. Com três medalhas na bagagem, sendo duas de ouro e uma de bronze, Yohansson desembarcou em Maceió com muita festa da pequena, mas vibrante torcida, formada por fãs, amigos e familiares.

Apesar da deficiência em ambos os braços, o atleta não se deixa abater, superando-se a cada competição, como se estivesse a brincar de competir. Contudo, o que no início era apenas diversão, tornou-se profissão na medida em que os resultados começaram a aparecer, para a alegria da mãe coruja, Francisca Ferreira.

Yohansson – cuja especialidade é a prova dos 200 metros – esteve acompanhando o primeiro jogo da decisão da Série C, entre CRB e Joinville, no Rei Pelé. Regatiano roxo, o velocista ouviu o hino nacional brasileiro no gramado do Trapichão, perfilado entre os jogadores e exibindo as medalhas à torcida, que o aplaudiu de pé.

“Estou à disposição se precisarem de um lateral veloz”, brincou o corredor destro, em entrevista à Rádio Gazeta, referindo-se à posição que, coincidentemente, não possui titular absoluto.

Mas o corredor não tem muito tempo para comemorar, pois, precisa manter forte o ritmo de treinamentos visando às Paraolimpíadas de Londres, para competir com a moral ainda mais elevada em 2012.

Portanto, continuamos na torcida para que, até lá, Yohansson possa atrair ainda mais admiradores, de modo que o apoio recebido ultrapasse aquele ofertado pelo Bolsa-Atleta, já que 80% dos medalhistas em Guadalajara recebem o auxílio do programa do governo federal.

Às 5:31

Desculpa?

5 set

O velocista alagoano Bruno Lins fez bonito neste fim de semana, no Mundial de Atletismo, em Daegu, na Coreia do Sul. Depois de dois anos de ostracismo no que diz respeito a competições oficiais – devido à acusação de doping que quase o fez desistir do esporte -, Bruno disputou a final dos 200 metros ao lado de quem é considerado o melhor do planeta também nesta prova: o jamaicano Usain Bolt, que, insuperável, parece ter um motorzinho, tamanha a superioridade frente aos adversários.

Pois bem. Bruno conquistou ‘apenas’ a sexta colocação, com 20s31. Contudo, para quem retorna a disputas fortíssimas depois de fase tão ruim, a simples participação já lhe foi uma grande vitória. Mas Brunão – que em Alagoas foi lapidado pelo professor Mahebal Vasconcelos -, certo de sua responsabilidade, por representar um país inteiro, lamentou o fato de não ter chegado ao pódio e pediu desculpas à nação.

Hoje com 24 anos, o atleta demonstra estar maduro o suficiente para entender que, após um momento como este, o recomendável é levantar a cabeça e dar sequência ao trabalho que está dando certo. E ele já promete medalha para o próximo Mundial, tamanha a confiança em si mesmo.

Humilde, Bruno ainda reconheceu o talento do mais veloz do mundo na atualidade, afirmando que Bolt é um corredor diferenciado. E de fato o é. Como descrito pelo próprio Bruno, o jamaicano corre alegre, como se estivesse a brincar de pega-pega com coleguinhas da escola.

E é desta forma – descontraído, mas com os pés no chão – que nosso representante também vai tentar alçar voos cada vez maiores. Portanto, não podemos aceitar seu pedido, infundado, de desculpas. Afinal, sabemos que ele deu o seu máximo!

Às 16:28

Fabiana faz história

3 set

Ela se tornou a primeira brasileira a conquistar o ouro em um Mundial de Atletismo, disputado em Daegu, na Coreia do Sul. E a medalha veio em grande estilo, com Fabiana Murer saltando 4,85m e superando uma alemã e uma russa, que não era a favorita Yelena Isinbayeva – já que a bicampeã olímpica, ainda considerada a melhor do planeta, saltou apenas 4,65m, o que lhe rendeu a modesta sexta colocação.

A paulista de 30 anos vibrou bastante. E não era para menos, em virtude dos maus resultados da saltadora no início deste ano. Mas Fabiana disse ter se preparado psicologicamente, focando a possibilidade de medalhar no continente asiático, certa de que precisava alçar voo para desbancar as adversárias.

O título talvez seja uma recompensa, pois, nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, Fabiana acabou seriamente prejudicada, quando uma de suas varas simplesmente desapareceu.

Somente no dia seguinte – algo imperdoável, em se tratando de um país que demonstrou se entregar de corpo e alma às Olimpíadas, com aquela vontade, até exagerada, de acertar sempre – é que seu equipamento foi encontrado junto ao material de outras atletas eliminadas.

Mas a recordista sul-americana deu a volta por cima mais uma vez, tendo sido eleita, em 2010, a segunda melhor atleta do mundo, tanto em pistas abertas, quanto nas cobertas.

Já a amiga Isinbayeva, também considerada a musa do esporte, afirmou ter ficado feliz pela vitória da brasileira, confessou que não estava no seu melhor dia e reconheceu a qualidade da adversária – numa demonstração de que realmente sabe perder e competir.

Em tempo: peço desculpas ao amigo internauta devido à desatualização do blog nos últimos dias, já que me ausentei dos trabalhos por conta de problema de saúde.

Às 13:15

Volta por cima

6 ago

O alagoano Bruno Tenório Lins deu a volta por cima no último fim de semana, dando clara demonstração de que irá superar, correndo contra o prejuízo, o trauma do doping que lhe rendeu dois quase intermináveis anos de suspensão, afastando-o das competições e por muito pouco não comprometendo uma carreira que promete ser brilhante. A consagração veio na disputa dos 100 metros rasos do Troféu Brasil, na terceira competição após o duro castigo.

Bruno foi o campeão com 10s25, ainda dez centésimos acima do índice para o Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, que receberá a disputa ainda neste mês de agosto. O velocista desabafou à imprensa após a vitória, reforçando que chegou a cogitar abandonar o esporte e destacando o importante apoio da mãe, que não o deixou fazer qualquer besteira. Não se precipitou, soube dar tempo ao tempo e retornou àquilo que mais gosta de fazer em grande estilo.

Brunão, que esteve nas Olimpíadas de 2008 também com o revezamento 4×100m, ainda sonha com Londres-2012, intensificando a rotina de treinamentos para baixar seu tempo e voar baixo mundo afora, comprovando assim que o triunfo nos 100 metros não veio por acaso.

E outro destaque do Troféu Brasil foi a despedida de Vicente Lenilson. O colega de Bruno Lins encerrou a vitoriosa carreira, de 18 anos, às lágrimas e sob protesto, já que deveria ter sido o campeão nas Olimpíadas de Sidney, em 2000, quando, na prova de revezamento, os Estados Unidos tiveram sua conquista impugnada devido à constatação de doping por parte de um dos corredores.

Mas Lenilson pendura a sapatilha com a cabeça mais que erguida, certo de ter dado o seu máximo. Foi finalista em quatro edições dos Jogos, vice-campeão mundial, bicampeão panamericano e 18 vezes campeão do Troféu Brasil.

Que Bruno se espelhe em Vicente!

Às 6:04

Ouro e recorde mundial

1 fev

O velocista alagoano Yohansson Ferreira (ao centro, no lugar mais alto do pódio) é mesmo um craque do atletismo paraolímpico. Prova disto é que o jovem corredor voltou a brilhar em nova disputa internacional, desta vez na longínqua Nova Zelândia, onde, nos 100 metros para atletas amputados (que competem na categoria T46), conquistou a medalha de ouro com a marca de 11s01, desbancando adversários da China e França, segundo e terceiro colocados, respectivamente.

Como se não bastasse, o alagoano de 23 anos já havia conquistado a prata nos 200 metros, quando bateu o recorde mundial logo ao abocanhar a primeira medalha em mundiais. Isso porque a prova era multiclasses (corriam também atletas T46), motivo pelo qual o brasileiro foi, na sua categoria, vice-campeão da prova.

E olhe que ele não cruzou a linha de chegada em primeiro por muito pouco, ultrapassando o terceiro colocado nos metros finais – quando disse ter feito o melhor resultado de sua vida. Yó, como também é conhecido, não imaginava que voltaria a triunfar dias após!

Além de Yohansson, outro alagoano que fez bonito no outro lado do mundo foi o colega Jonathan Santos, quarto colocado no arremesso de peso para atletas da categoria F40 – que reúne os portadores de acondroplasia, popularmente conhecida como nanismo.

Na fria Nova Zelândia, contudo, Jonathan voltou a provar ser um gigante, pessoal e desportivamente. Parabéns!

Às 16:34

Alagoanos campeões no Rio

21 jan

A população do Rio de Janeiro ainda vive momentos de angústia devido à tragédia das chuvas, com mais de 700 mortos, além daqueles que ainda se encontram desaparecidos. Mas o pessoal apaixonado por esporte aplaudiu novo feito de uma dupla alagoana que segue fazendo bonito no atletismo. 

Na última quinta-feira, abrindo o calendário de corridas de rua no País, Damião de Souza e Marily dos Santos sagraram-se campeões da Corrida de São Sebastião, cruzando a linha de chegada, depois de 10 km de prova, à frente de todos os adversários – participaram, nada mais, nada menos, que oito mil corredores. 

Ou seja, tanto Damião quanto Marily começaram a temporada com o pé direito. Enquanto que o primeiro – já bicampeão na disputa – completou a prova com o tempo de 29min55s, a alagoana de Joaquim Gomes concluiu o trajeto com 34min59s.

Damião superou outro favorito ao título, o mineiro Giovani dos Santos, e Marily deixou para trás a queniana Marine Kipchumba, também dona do status costumeiramente atribuído aos corredores africanos. 

Portanto, as duas feras - bem acostumadas a vencer e sobre as quais já escrevemos em vários posts -, estão mais uma vez de parabéns. Pena é que nenhum deles pensa, ao menos por enquanto, em voltar a treinar por aqui, devido à eterna falta de apoio.

Às 4:03

Pódio alagoano na Pampulha

8 dez

O maratonista alagoano Damião Ancelmo de Souza voltou a fazer bonito em mais uma disputa internacional, desta vez na 12ª edição da Volta da Pampulha, realizada no último domingo e que já serve de preparativo para a tradicional Corrida de São Sylvestre, em 31 deste mês, encerrando a temporada para aqueles que, literalmente, ganham a vida correndo um bocado.  

Damião foi o terceiro colocado entre a multidão de competidores inscritos (foram 12 mil pessoas, contando os amadores), em percurso de 17,8 km, com a costumeira rivalidade entre brasileiros e quenianos se sobressaindo.

E a briga pelo título se estendeu até os metros finais da maratona, com pelo menos cinco corredores ‘embolados’, entre eles o nosso Damião (o brasileiro melhor colocado), que acabou não resistindo ao sprint – considerada a cartada final do maratonista, quando este encontra fôlego no soar do gongo – do queniano Barnabas Korgei. E o curioso é que esta estratégia é justamente o forte de Damião.

Entre as mulheres, a vitória – para variar – também ficou com representante do continente africano, já que Bornes Kitur completou o trajeto com pouco mais de uma hora. Menos mal é que a vice-campeã foi uma brasileira: a baiana Edielza dos Santos, que cruzou a linha de chegada com 1h06min.

Para quem já venceu a Meia Maratona de São Paulo, é sempre grande a expectativa por novo triunfo – com Alagoas no pódio – para o desafio que se aproxima, tendo como palco as ruas de São Paulo, horas antes de adentrarmos em 2011.

Às 6:22

Justa homenagem

17 set

Os campeões olímpicos César Cielo e Maurren Maggi – que se consagraram nos Jogos de Pequim, em 2008, na natação e no salto em distância, respectivamente – receberam uma justa homenagem, esta semana, de uma revista especializada que comemorou dez anos de existência. Na votação via internet, a maioria dos cerca de 11 mil eleitores participantes da enquete elegeram nadador e saltadora como os melhores do país na última década.

E de fato não se poderia pensar em qualquer outro nome, masculino ou feminino, capaz de substituir algum dos homenageados, sobretudo no caso do primeiro, atual campeão mundial nos 50 e nos 100 metros livre – apesar de Cesão não ter conseguido nenhuma medalha nas provas do Pan-Pacífico, recentemente disputado nos Estados Unidos, onde passou a viver para aperfeiçoar os treinamentos (já que, sobretudo na natação, a luta é diária e contra si mesmo).

E o melhor de tudo é saber que Cielo tem apenas 23 anos e que certamente brigará por mais medalhas nas próximas Olimpíadas.

 Já Maurren Maggi, paulista de 34 anos, continua sendo a melhor atleta da história do atletismo feminino deste País. A recordista brasileira e sul-americana se recupera de séria lesão – assim é a dura rotina dos atletas de alto rendimento – agora se prepara para estrear neste sábado (18), no Troféu Brasil, já pensando nas Olimpíadas de 2016, competindo (ao menos só para marcar presença) em casa, no Rio de Janeiro, já ostentando 40 anos de muita dedicação ao esporte.

Nada impossível para quem se recuperou da frustração de não ter podido participar do Pan-americano de Santo Domingo, em 2003, por ter sido flagrada no exame anti-doping ‘por acaso’ – o resultado da análise apontou substância proibida em cosmético que Maurren utilizou após sessão de depilação.

Veio a lição e, com ela, as vitórias. Afinal, nossa saltadora deu a volta por cima numa Olimpíada (foto) em que competia com o mito que atende pelo nome de Yelena Isinbayeva (russa e atual recordista mundial).

Às 19:46

Marily = campeã

9 set

Também não poderia deixar de registrar por aqui mais um grande feito da querida Marily dos Santos, que, definitivamente, acostumou-se a vencer no atletismo, como se triunfar nas corridas de rua não mais passasse de um hobby – e de fato o é para quem há muito simplesmente ama o que faz.  

No último domingo do mês de agosto, foi a vez de a alagoana radicada na Bahia – onde treina para deslanchar em competições de alto nível, inclusive fora do país – desbancar os adversários na segunda edição da Corrida Duque de Caxias, que reuniu centenas de atletas, de todas as idades, na orla marítima de Maceió, em comemoração ao nascimento do patrono do Exército Brasileiro, ocorrido em 25 de agosto de 1803.

Deixando um pouco de lado o principal objetivo da disputa – que, segundo a organização, foi o de buscar o devido intercâmbio entre os participantes, profissionais ou amadores, com vários quarentões entre os mesmos –, Marily voltou a fazer aquilo que melhor sabe na vida.

‘Voando baixo’, completou os 10 km da prova ‘inteiraça’, abocanhando a premiação de R$ 2,5 mil, com 35min16s, trinta e cinco segundos à frente da segunda colocada, Mary Emmannuella. Logo em seguida, foi a vez de Carla Maria Procópio cruzar a linha de chegada na Praça Multieventos, no bairro de Pajuçara, com 35min47.

Já no masculino, o destaque ficou por conta de Jair José da Silva, que concluiu o percurso com o tempo de 30min12s. Completaram o pódio José Márcio Leão (30min20s) e Marcos Antônio Pereira (30min58s).

Além da competição local – que teve o apoio da Organização Arnon de Mello (OAM) –, Marily obteve outro bom resultado em agosto, quando da disputa da 14ª edição da Meia Maratona Internacional do Rio, que reuniu mais de 14 mil corredores, completando a prova em quinto lugar.

Os campeões foram Joshua Kemei e Eunice Kirwa, ambos do Quênia – que segue vencendo o Brasil, com 14 títulos contra 10. Entre os homens, o melhor colocado foi o mineiro Frank Caldeira, que ficou em segundo.