Arbitragem na berlinda
2 fev
O campeonato alagoano se vê mais uma vez envolto numa série de queixas relativas à arbitragem. Não pouparam nem Francisco Carlos do Nascimento, o mais novo árbitro Fifa. Mas nada se comparou à rodada na qual o CRB apenas empatou com o Coruripe – que, agora sem vencer em seis jogos, segurava a lanterna da competição –, na noite dessa quarta, no Estádio Rei Pelé.
Isso porque Josevaldo Bisarria, o homem do apito, teria invertido lances em favor do Galo, além de ter amarelado a metade do time visitante, como destacou o técnico Elenilson Santos, reportando-se, com certo exagero, à conduta do árbitro como escandalosa, como se estivesse a atribuir o mau resultado ao desempenho do juiz.
Mas o resultado (1×1) foi justo, devido à inoperância do time alviverde (criou e chutou muito pouco), que encontrara a felicidade de encaixar uma boa jogada pela direita, abrindo o marcador no começo da partida. Fechou-se como pôde, para desespero do torcedor regatiano, que não mais tolera a sonolência de certos jogadores em campo.
Com isso, a bola batia e voltava, como se o Galo estivesse diante de uma muralha instransponível, esbarrando nos próprios erros. E quando a bola chegava, os responsáveis pela conclusão davam vexame, irritando ainda mais a fiel nação alvirrubra. A fase anda tão ruim que até um dos destaques do time (que, no entanto, não pode carregar a equipe nas costas), o meia Ewerton Maradona, desperdiçou um pênalti, apesar do chute consciente, no cantinho esquerdo de Delmir.
E por falar em Delmir, eis outro protagonista do ‘espetáculo’ dessa quarta. Depois de assinalar um pênalti – que para muitos não existiu, com Aloísio Chulapa recorrendo à velha malandragem na grande área – para o CRB, Bisarria ainda expulsou o goleiro alviverde, que, no final das contas, apesar do protesto que quase resultou em agressão, foi merecida.
Não levaram em consideração o fato de o goleiro, já pendurado com o amarelo, ter gastado o tempo do jogo durante todo o segundo tempo, quando o Coruripe vencia por 1×0. O suposto erro pode ter sido determinante, mas todos nós somos falíveis. Além disso, o jogador, por sua vez, parece estar mal acostumado, desmerecendo a chance de ser expulso.
Os clubes devem se preocupar um pouco mais com si mesmos, esforçando-se para a contratação de reforços. Assistir à reprise de lances polêmicos e remoer os equívocos da arbitragem, com o tempo a voar numa competição de tiro curto, não leva a nada. E o que, na opinião do amigo internauta, a Comissão de Arbitragem realmente poderia fazer nesse sentido? Punir resolveria? Há peças de reposição?


A Fifa, entidade máxima do futebol mundial, estuda a possibilidade de os times passarem a efetuar a quarta substituição durante as prorrogações, aumentando em uma o número de mudanças à disposição dos treinadores. Trata-se de uma medida interessante, sobretudo para as equipes consideradas menores e que, por um motivo qualquer, não se preparam como deveriam para a fase eliminatória de um torneio.

Não é todo dia que se vê um zagueiro, especialmente brasileiro, premiado numa competição de alto nível como a Liga Italiana. Refiro-me, desta feita, a Thiago Silva, ex-jogador do Fluminense que deixou o país para brilhar na Europa, e justamente em um clube cuja tradição de bons zagueiros segue bastante viva. Com a camisa do Milan, conquistou o respeito do torcedor rubro-negro, exigente que só ele.
Caiu o primeiro técnico a dirigir um dos dez clubes do Campeonato Alagoano. Trata-se de Carlos Rabelo, que comandou o Coruripe por apenas três rodadas, já que o time do Litoral Sul, com apenas dois empates e uma derrota, ocupa a oitava colocação, beirando a temida zona de rebaixamento e já se preparando para encarar o CSA (que também não vai bem das pernas), na noite desta quarta-feira (25), no Estádio Rei Pelé.
A próxima Copa do Mundo, mais do que qualquer outra, promete ser a Copa na qual a tecnologia deverá ter maior influência. Desde que não se interfira no resultado, sem favorecer qualquer das partes, os vários instrumentos que buscam a perfeição no tocante à arbitragem são de muita valia, pois, infelizmente, o dono do apito ainda pode agir de maneira tendenciosa, para a revolta de quem defende o futebol limpo.
A imprensa internacional repercutiu a lambança protagonizada pelo zagueiro Pepe, que pisou a mão do atacante argentino Lionel Messi, do Barcelona, na partida em que o Real Madrid, time do luso-brasileiro que já defendeu CRB e Corinthians Alagoano (hoje Corinthians do Pilar), acabou derrotado em casa, em pleno Santiago Bernabéu. Pepe pediu desculpas, disse que não teve a intenção de machucar o melhor do mundo e, ainda assim, jornais da Espanha insinuaram que ele teria mentido.
O CRB mostrou, mais uma vez, que tem time para ser campeão, muito embora não devamos tomar conclusões precipitadas, pois, o Campeonato Alagoano sequer chegou a segunda rodada. Mas a vitória regatiana no primeiro clássico das multidões do ano foi maiúscula: goleada sobre o maior rival, para delírio do torcedor, e performance que agradou a todos, superando, dentro de campo, o entusiasmo (talvez precoce) do torcedor azulino.