Às 17:15

Festa no Uruguai

14 jul

A foto acima dá uma demonstração clara de que, no Brasil, pensamos apenas em resultado. A imagem traz a festa com a qual foi recebida a seleção uruguaia, ‘apenas’ a quarta colocada na Copa da África do Sul. Acompanhando a edição da última segunda-feira do ‘Bem Amigos’, do SporTV, comunguei do pensamento de comentarista que participava do programa, dando conta de que o brasileiro deveria valorizar mais a questão do jogar bem, independentemente do resultado.

O problema é que o jogar bem, definitivamente, não foi uma tônica nesta Copa, sobretudo em se tratando de nossa Seleção, cujo treinador afirmou ter deixado um importante legado para as gerações futuras. Daí o comentarista indagou: que legado? Herança da expulsão do Felipe Melo – que ensinou a como perder a cabeça, e sem motivo, numa partida decisiva –, ou do nervosismo generalizado quando se toma um gol de uma grande equipe, como a Holanda?

O quartel-general de Dunga cerceou até o psicológico de alguns jogadores. Como bem destacado por muitos colegas jornalistas, a Seleção estava incorreria no risco de perder aquilo que quase sempre lhe caracterizou: o futebol pra frente (de preferência não muito moleque), que saiba driblar a tradicional retranca dos adversários – se bem que a maioria deles nem mais respeita a camisa amarela.

É torcer para que a anunciada renovação dê certo, apesar de a proposta já desencadear certa preocupação. Não podemos simplesmente desmerecer todo um trabalho ou achar que ninguém mereça uma nova chance. O importante agora é que não se permita confusões como a do ‘grupo fechado’. Dunga até deu oportunidade a todos, mas não considerou o ‘melhor momento’, insistindo em peças que, sabidamente, poderiam não render o esperado.

Bola pra frente!

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